Em mercados

Operação prende quadrilha em esquema de lavagem de dinheiro e criptomoedas

Uma vez que os criminosos perceberam que as retiradas de dinheiro e as operações bancárias eram fáceis de rastrear, eles mudaram seus métodos de lavagem de dinheiro e se voltaram para o bitcoin

Criptomoedas
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Uma operação conjunta entre a Europol (polícia europeia) e agências globais levou à prisão de 11 pessoas e investigação de outras 137 por lavagem de dinheiro de mais de 8 milhões de euro por meio de criptomoedas, cartões de crédito e drogas.

Os criminosos tinham sua base na Espanha e foram contatados por narcotraficantes para lavar dinheiro obtido em suas atividades ilegais. Eles pegaram as receitas ilícitas em dinheiro, e dividiram em pequenas quantias para depositar em centenas de contas bancárias. Como o dinheiro já estava circulando no sistema financeiro, a quadrilha só precisava transferir o dinheiro de volta para os traficantes na Colômbia.

A investigação revelou que os criminosos conseguiram cartões de crédito vinculados às contas bancárias em que foram depositados recursos vindo da venda de drogas. Alguns criminosos viajaram para a Colômbia com cartões de crédito e fizeram várias retiradas em dinheiro das contas bancárias.

Uma vez que os criminosos perceberam que as retiradas de dinheiro e as operações bancárias eram fáceis de rastrear, eles mudaram seus métodos de lavagem de dinheiro e se voltaram para criptomoedas, principalmente o bitcoin.

Com a colaboração de autoridades finlandesas, os policiais descobriram que a troca local de bitcoins ocorreu na Finlândia e reuniram todas as informações sobre os suspeitos pela bolsa de criptomoedas. Os criminosos usaram o câmbio para converter seus lucros ilícitos em bitcoins, depois trocaram a criptocomoeda em pesos colombianos e depositaram o dinheiro em contas bancárias da Colômbia no mesmo dia. A investigação mostra que os suspeitos usaram 174 contas bancárias.

Com as criptomoedas sendo cada vez mais utilizadas para financiar atividades criminosas, a polícia europeia informa que continuará a coordenação com os estados-membros da União Europeia para responder de forma eficazmente esses casos. Foram organizados cursos de formação especializada para ajudar os agentes na identificação do uso de criptomoedas pelas redes do crime organizado.

Contato