Em mercados

Destino da Previdência, 30 resultados e mais 5 eventos que vão agitar a próxima semana

Confira os principais eventos que vão agitar os mercados na próxima semana

Michel Temer
(Lula Marques/AGPT/FotosPúblicas)

SÃO PAULO - Após uma semana curta e com bom desempenho do Ibovespa, que subiu 4,5% em três pregões, os próximos dias ganharam um "tempero" a mais após a declaração de intervenção militar no Rio de Janeiro. Se nos últimos dias os rumores já eram de que o governo iria desistir da reforma da Previdência, com esta novidade fica ainda mais difícil a votação.

Já no início da próxima semana deverá ocorrer uma definição do cenário. Primeiramente, tanto Câmara quanto Senado terão que aprovar a intervenção do Rio, o que trava a pauta para a Previdência. Além disso, segundo o decreto de atuação militar, não poderá ocorrer alteração na Constituição enquanto a intervenção estiver em vigor, o que complica os planos do governo.

Quer investir em ações pagando só R$ 0,80 de corretagem? Clique aqui e abra sua conta na Clear

O presidente Michel Temer já disse que pretende suspender a intervenção militar se conseguir os votos necessários, mas a tendência é que este fato dificulte ainda mais a luta do governo pelo apoio que falta para a reforma. E a próxima semana será decisiva nisso. "Se votar o decreto da intervenção dia 21, vai ser difícil votar a Previdência até o dia 28. Não dá para num dia votar o decreto, e no outro dia suspender", afirmou Rodrigo Maia.

No mercado, atenção para o feriado nos Estados Unidos na segunda-feira (19), que deixará a bolsa fechada. Enquanto isso, no Brasil a expectativa é pela divulgação do IBC-Br de dezembro, considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto). Analistas consultados pela Bloomberg esperam uma alta de 0,68% na comparação mensal.

Na sexta-feira (23), o IBGE divulga o IPCA-15 referente ao mês de fevereiro, que deve mostrar alta de 0,40% segundo a GO Associados. Com isso, no acumulado em 12 meses a previsão é de alta de 2,88%, seguindo abaixo do piso da meta. Segundo a GO Associados, a divulgação do IPCA-15 ganhou importância depois da ata do Copom, que abriu a porta para novo corte de juros, de 25 pontos-base na reunião dos dias 20 e 21 de março, caso a inflação siga abaixo do esperado pelo Banco Central e o cenário externo não se deteriorar.

Por fim, atenção especial ainda para a volta da temporada de resultados, que deu uma parada nesta semana de carnaval. Entre os cerca de 30 balanços esperados, destaque para a Magazine Luiza (MGLU3), Banco do Brasil (BBAS3), RD (RADL3), Braskem (BRKM5) e BB Seguridade (BBSE3).

Agenda externa
No exterior, atenção especial na quarta-feira (21) para a ata do Fomc, que deve reforçar a intenção do Federal Reserve de realizar a primeira alta de juros do ano na próxima reunião, nos dias 20 e 21 de março. Além disso, fica a expectativa por novos sinais da autoridade monetária sobre o ritmo esperado de elevação do juro ao longo do ano.

Segundo a GO Associados, por ora, tanto a maioria dos membros do Fomc quanto o mercado esperam três altas em 2018. Entretanto, o aumento das apostas de quatro altas tem ganhado força e é um dos motivos da turbulência nas bolsas americanas, com impacto negativo sobre o resto do mundo.

Já na sexta-feira, será divulgada a inflação da Zona do Euro referente ao mês de janeiro, que diferente dos EUA, onde a inflação começa a dar sinais de vida, o indicador está em torno de 1% ao ano, muito abaixo da meta de 2% do BCE (Banco Central Europeu). Isso sugere que o BCE manterá
sua política monetária expansionista por mais algum tempo ainda.

Para acessar a agenda completa de indicadores, clique aqui.

Contato