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Empresa de Bono investe em tecnologia financeira, dizem fontes

A Acorns oferece um aplicativo de investimento em ações adaptado a pessoas com pequenas quantias de renda disponível

Bono Vox - pobreza
(Wikimedia Commons)

(Bloomberg) -- As startups de tecnologia financeira estão agarrando uma fatia maior de capital dos investidores. Agora, Bono está entrando na ação.

A Rise Fund, uma empresa de investimento privado que o vocalista do U2 ajudou a fundar, está fazendo a primeira aposta conhecida em uma empresa de tecnologia financeira apoiando a Acorns Grow, disseram pessoas a par do assunto, que pediram para não serem identificadas porque os detalhes são privados. A Acorns oferece um aplicativo de investimento em ações adaptado a pessoas com pequenas quantias de renda disponível.

Uma porta-voz da Acorns preferiu não comentar e a Rise Fund não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Bono ajudou a criar a Rise Fund no ano passado com a firma de private equity TPG, levantando US$ 2 bilhões para se concentrar em projetos comerciais capazes de promover impacto social ou ambiental. Bono não foi a primeira celebridade a apostar na Acorns. Ashton Kutcher, por meio de sua empresa Sound Ventures, e a estrela do basquete Kevin Durant também são apoiadores.

A Acorns faz parte de uma lista crescente de startups que oferecem serviços digitais de gerenciamento de riqueza. Cerca de 2,7 milhões de pessoas usam o aplicativo para colocar o dinheiro que sobra em fundos negociados em bolsa gerenciados pela Vanguard Group, BlackRock e outras.

A startup com sede em Irvine, Califórnia, tem mais de US$ 500 milhões em ativos sob gestão, segundo informado à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês). O saldo médio de conta de cada cliente é, por definição, muito inferior ao de outras startups de gestão digital de riqueza. Os clientes da Acorns têm menos de US$ 500, em média, enquanto os da Betterment investem cerca de US$ 43.000.

Os analistas mostraram ceticismo em relação à possibilidade de a Acorns algum dia se tornar lucrativa gerenciando quantias tão pequenas por cliente. Os apoiadores de capital de risco disseram que a Acorns poderia algum dia comercializar produtos de margem mais elevada para uma ampla base de clientes. A startup começou a tomar medidas para isso. No fim do ano passado, adquiriu a Vault, com sede em Portland, nos EUA, que permite que os clientes invistam automaticamente parte do salário em um fundo de previdência. A Acorns informou que planeja usar a tecnologia para oferecer uma conta de aposentadoria individual.

Versão em português: Patricia Xavier em Sao Paulo, pbernardino1@bloomberg.net.

Repórter da matéria original: Julie Verhage em Nova York, jverhage2@bloomberg.net.

Para entrar em contato com os editores responsáveis: Mark Milian, mmilian@bloomberg.net, Reed Stevenson

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