Em mercados

Luta contra o rebaixamento, inflação e mais 7 eventos que vão agitar a próxima semana

Com a política perdendo força após o adiamento da reforma da Previdência, Meirelles ganha destaque em sua luta para evitar o corte de rating do País

Henrique Meirelles
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

SÃO PAULO - Com a decisão confirmada de adiamento da reforma da Previdência para fevereiro de 2018, a política agora perde força com o Congresso esvaziado e as discussões sendo passadas para o próximo mês. Apesar disso, a agenda de indicadores promete trazer volatilidade ao mercado com muitos dados a serem divulgados, enquanto o País segue atento à chance de ser rebaixado pelas agências de classificação de risco.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, conversará com as agências de rating nos próximos dias e tentará convencê-las sobre a aprovação da reforma da Previdência para evitar um downgrade do Brasil, disseram duas
fontes à Bloomberg. Ele pedirá que agências esperem até 19 de fevereiro, nova data apontada para a votação da reforma, para tomarem uma decisão.

O ministro tentará mostrar às agências que o fechamento de questão de dois dos maiores partidos, PMDB e PSDB, é um ótimo sinal mesmo que a reforma seja votada em fevereiro. Segundo as informações, a equipe da Fazenda está em contato para marcar reuniões com S&P, Moody’s e Fitch.

Porém, as atenções dos investidores se voltará para a bateria de dados econômicos. A começar pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), na segunda-feira (18), às 8h30 (horário de Brasília). A GO Associados projeta ligeiro crescimento de 0,1% no resultado ante setembro. Apesar da acomodação em outubro, a tendência segue sendo de recuperação da atividade neste fim de ano e ao longo de 2018, avaliam.

Na quarta-feira (20), o BC divulga a Nota do Setor Externo do mês de novembro, que a GO Associados projeta déficit de US$ 2 bilhões na balança de transações correntes no mês, levando o déficit das contas externas a US$ 10,8 bilhões no acumulado em 12 meses. Já no dia seguinte, será apresentado o Relatório Trimestral de Inflação do último trimestre do ano, que deve reforçar o tom da última ata e mostrar que o Copom segue inclinado a reduzir a taxa Selic em 25 pontos-base na reunião dos dias 6 e 7 de fevereiro.

Também na quinta, o IBGE divulga o IPCA-15 referente ao mês de dezembro, que segundo a GO Associados deve mostrar alta de 0,40%. No acumulado em 12 meses o índice acelerará de 2,77% para 2,99%. Por fim, sem dia definido, o Ministério do Trabalho deve divulgar os dados do Caged referente ao mês de novembro, com expectativa de saldo líquido positivo de 35 mil vagas de emprego formal no mês.

Agenda externa
Entre os indicadores no exterior, a questão do projeto sobre a reforma tributária nos Estados Unidos deve seguir como foco dos investidores. Depois da aprovação de projetos distintos na Câmara dos Deputados e no Senado, ambas as Casas agora trabalham para chegar em um texto único para aprovação final. A expectativa é que até o fim da próxima semana os
congressistas norte-americanos cheguem a um acordo e aprovem o texto final.

Na agenda de indicadores, na quinta-feira (21), será divulgado o resultado final do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA do terceiro trimestre, que deve confirmar o bom ritmo da atividade no período, com um crescimento anualizado ligeiramente superior a 3,0% ao ano, segundo a GO Associados.

Duas eleições internacionais também chamam atenção.Neste domingo (17), os chilenos vão as urnas para decidir em segundo turno quem será o novo presidente do país. A disputa ocorre entre o ex-presidente Sebastián Piñera, que defende uma política econômica liberal, contra o esquerdista Alejandro Guillier, apoiado pela atual presidente Michelle Bachelet. Já na quinta-feira (21), a Catalunha irá escolher os novos parlamentares da região após a dissolvissão do grupo anterior por conta da confusão da independência.

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