Em mercados

Mais otimistas, economistas revisam PIB para cima e inflação para baixo, mostra BC

No cenário de médio prazo, "top 5" mantém projeções de Selic a 6,50% ao final de 2018

Ilan Goldfajn e Henrique Meirelles
(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

SÃO PAULO - O otimismo voltou a fazer os economistas de mercado reverem suas projeções para os principais indicadores nacionais no horizonte deste ano e do próximo. Conforme aponta o relatório Focus, do Banco Central, a mediana das expectativas para a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), passou de 3,03% para 2,88% em 2017, ampliando a distância para o piso da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), de 3% anuais, o que tende a ajudar em nova redução na Selic, hoje fixada em 7% ao ano. Para o ano seguinte, as projeções para a inflação continuaram apontando para a marca de 4,02%.

Do lado do PIB (Produto Interno Bruto), houve elevação nas estimativas: de 0,89% para 0,91% em 2017, e de 2,60% para 2,62% em 2018. No câmbio, as estimativas foram mantidas em R$ 3,25 para o dólar neste ano e R$ 3,30 no ano seguinte. Curiosamente, manutenção também foi vista nas projeções para a taxa básica de juros: 7% em 2018, apesar de hoje a curva de juros futuros precificar majoritariamente um corte de 25 pontos-base na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o que levaria a Selic a mais uma renovação de mínima histórica.

Entre os cinco economistas que mais acertam em suas projeções -- o chamado "top 5" --, no cenário de curto prazo, a mediana das estimativas para a inflação oficial recuaram de 2,93% para 2,80% neste ano e de 4,16% para 3,74% no ano seguinte. Do lado da taxa de câmbio, houve redução de R$ 3,30 para R$ 3,26 e R$ 3,45 para R$ 3,40 nos respectivos anos. Já no caso dos juros, houve revisão de 6,88% para 6,75% em 2018. Como a reunião do Copom da semana passada foi a última de 2017, não houve projeções para este ano.

Já no cenário de médio prazo, a mediana das estimativas para o IPCA recuou de 3,09% para 2,78% neste ano, ao passo que para o ano seguinte subiu de 4% para 4,04%. Do lado do câmbio, houve elevação de R$ 3,20 para R$ 3,30 neste ano e de R$ 3,30 para R$ 3,40 em 2018. Por fim, as projeções para a Selic no ano que vem foram mantidas em 6,50%.

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