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Arrecadação tem queda real de 1,16% e soma R$ 98,994 bi em março

O resultado veio dentro do intervalo de expectativas de 16 casas ouvidas pelo Broadcast Projeções, que ia de R$ 94,990 bilhões a R$ 102,221 bilhões, com mediana de R$ 100,450 bilhões

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 98,994 bilhões em março, um recuo real (já descontada a inflação) de 1,16% na comparação com igual mês de 2016. Em relação a fevereiro deste ano, houve aumento nominal de 7,18% - o relatório divulgado pela Receita não traz a variação real, além de outras informações normalmente divulgadas pelo órgão.

O resultado veio dentro do intervalo de expectativas de 16 casas ouvidas pelo Broadcast Projeções, que ia de R$ 94,990 bilhões a R$ 102,221 bilhões, com mediana de R$ 100,450 bilhões.

No primeiro trimestre deste ano, a arrecadação federal somou R$ 328,744 bilhões. O montante representa alta real de 0,08% na comparação com igual período do ano passado.

Desonerações

As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 21,106 bilhões no primeiro trimestre deste ano, valor pouco menor do que em igual período do ano passado, quando ficou em R$ 22,686 bilhões. Diferentemente de outros meses, a Receita Federal não divulgou o volume das desonerações apenas do mês de março.

Só a desoneração da folha de pagamentos custou aos cofres federais R$ 3,621 bilhões de janeiro a março ante R$ 3,633 bilhões no primeiro trimestre de 2016. O Fisco não informou o valor da renúncia na folha de salários em março.

No mês passado, o governo anunciou o fim da desoneração da folha para cerca de 50 setores a partir de julho.

A renúncia fiscal será mantida apenas para os setores de transporte rodoviário coletivo de passageiros, de transporte ferroviário e metroviário de passageiros, de construção civil e obras de infraestrutura e de comunicação.

Notas de 50 e 100 reais
(Shutterstock)

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