Por Mário Braga Em mercados  20 abr, 2017 12h07 - Atualizada em 12h24

"Too big to help"? Regulação criada após crise de 2008 já ajudou, mas agora é desnecessária, diz diretor do Fed

O posicionamento segue na mesma linha das críticas que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez ao controle que a administração Obama estabeleceu sobre Wall Street

Por Mário Braga Em mercados  20 abr, 2017 12h24

SÃO PAULO - Jerome Powell, diretor com direito a voto nas reuniões do Fed (Federal Reserve), defendeu o desmantelamento da regulação norte-americana aplicada sobre o mercado financeiro após a crise global de 2008. 

Segundo ele, parte da regras da Lei Dodd-Frank é "desnecessariamente onerosa" e pontos específicos "não deveriam nem existir". As declarações foram feitas durante o Fórum Financeiro Global, em Washington, nos Estados Unidos, segundo o portal CNBC.

O posicionamento segue na mesma linha das críticas que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez ao controle que a administração Obama estabeleceu sobre Wall Street.

Para Powell, parte da legislação estabelecida para evitar a falência de grandes bancos , conhecida como "Too big to fail", são complexas demais e foram indevidamente aplicadas a instituições de pequeno e médio portes.

O diretor do Fed, defendeu o relaxamento nas regras relativas ao "teste de stress", introduzido como forma de minimizar os riscos dos bancos. Segundo ele, este procedimento teve um papel-chave em fazer as instituições financeiras entenderem os riscos que corriam, mas que, como bancos já melhoraram seus balanços após a crise financeira do fim da década passada, a necessidade de tal acompanhamento diminuiu.

"Eu realmente acredito que estamos chegando ao ponto em que a supervisão qualitativa do gerenciamento de risco pode não ser mais parte do teste de stress, mas voltará a fazer parte da supervisão normal das firmas", afirmou.

Jerome Powell

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