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“O bem que o Estado pode fazer é limitado; o mal, infinito": as frases memoráveis de Roberto Campos

Maior legado do economista, que faria 100 anos nesta segunda, foi de difusor de ideias do pensamento liberal; confira frases memoráveis de Roberto Campos

SÃO PAULO -  Um dos expoentes do liberalismo no Brasil, o economista Roberto Campos, morto em 2001, completaria 100 anos nesta segunda-feira (17). Campos foi diplomata, economista, senador e deputado federal. Porém, o seu maior legado foi no campo das ideias (veja mais sobre o perfil dele clicando aqui) ao encarnar o papel de pregador incansável do pensamento liberal, usando de ironia para combater o comunismo, o socialismo e o esquerdismo de botequim.

Ele segue sendo destaque nos corações e mentes dos seguidores do liberalismo no Brasil e também é conhecido por suas frases memoráveis.

Confira abaixo algumas das frases que marcaram a trajetória de Roberto Campos: 

"Haverá salvação para um país que se declara "deitado eternamente em berço esplêndido" e cujo maior exemplo de dinâmica associativa espontânea é o Carnaval?"

“Uma vez criada a entidade burocrática, ela, como a matéria de Lavosier, jamais se destrói, apenas se transforma.”

“Sou chamado a responder rotineiramente a duas perguntas. A primeira é ‘haverá saída para o Brasil?’. A segunda é ‘o que fazer?’. Respondo àquela dizendo que há três saídas: o aeroporto do Galeão, o de Cumbica e o liberalismo. A resposta à segunda pergunta é aprendermos de recentes experiências alheias.” 

"Quando cheguei ao Congresso, queria fazer o bem. Hoje acho que o que dá para fazer é evitar o mal."

"No Brasil, tivemos um autoritarismo encabulado"

"As reformas não conseguirão piorar nosso manicômio fiscal. Mas, como dizia um engraxate da Câmara, não há perigo de melhorar."
Ao falar sobre o projeto de reforma fiscal em tramitação no Congresso Nacional, em dezembro de 1999

"Para as esquerdas brasileiras, o socialismo não fracassou; é apenas um sucesso mal explicado."

“O doce exercício de xingar os americanos em nome do nacionalismo nos exime de pesquisar as causas do subdesenvolvimento e permite a qualquer imbecil arrancar aplausos em comícios.”

"Tal como os muçulmanos em suas mesquitas, deixarei minhas sandálias ideológicas do lado de fora da casa."
Em discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, em novembro de 1999

"Hoje eu estudaria biologia molecular. A economia é apenas a arte de alcançar a miséria com o auxílio da estatística."
ao ser questionado se mudaria de profissão

"A chamada 'Terceira Via' é incompetência para praticar o capitalismo e covardia para aplicar o socialismo."

"Um espectro ronda o país –o espectro da desordem."

“Nossa Constituição é uma mistura de dicionário de utopias e regulamentação minuciosa do efêmero.”

"Não me iludi com o totalitarismo de esquerda por um raciocínio muito simples. Deus não é socialista. Criou os homens profundamente desiguais."
Durante sua posse na ABL,

"Estamos ainda longe demais da riqueza atingível, e perto demais da pobreza corrigível. Minha geração falhou"

"A aliança Lula e Brizola é o casamento do analfabetismo com o obsoletismo."

“O bem que o Estado pode fazer é limitado; o mal, infinito. O que ele pode nos dar é sempre menos do que nos pode tirar.”

 

Roberto Campos
(Reprodução/TV Cultura)

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