Em mercados

Repique das commodities: petróleo sobe quase 3% e minério avança após derrocada

Medidas de estímulo à economia chinesa trazem alívio às bolsas e aos preços das commodities, bastante impactados na véspera pelo temor com o ritmo de crescimento da China

SÃO PAULO - Depois dos mercados irem abaixo na segunda-feira, a manhã desta terça-feira (25) é marcada pela recuperação de boa parte dos mercados internacionais após a China anunciar - após o fechamento da bolsa asiática - uma série de medidas para conter a baixa dos mercados, como o corte na taxa de compulsório e da taxa de empréstimos

As medidas trazem alívio às bolsas e aos preços das commodities, bastante impactados na véspera pelo temor com o ritmo de crescimento da China. Nesta manhã, os preços do petróleo subiam quase 3%, enquanto o minério de ferro avançou levemente, lembrando que a alta mais amena deve-se ao fato de que o ativo já teve seu pregão encerrado. O Bloomberg Commodity Index subia 1,18%, a 86.8623 pontos. 

Às 8h44 (horário de Brasília), os preços do petróleo WTI, cotado no Texas, avançava 2,56%, a US$ 39,22, enquanto o Brent, de Londres, avançava 2,67%, a US$ 43,83 o barril. Apesar da alta, os preços ainda estão próximos ao patamar mais baixo em seis anos e meio. Já o minério de ferro cotado no porto de Qingdao, na China, encerrou a sessão com leve alta de 0,32%, a US$ 53,45 a tonelada.

As bolsas europeias e os futuros dos Estados Unidos operam em fortes altas, embora a bolsa chinesa tenha fechado em queda de 7%, dado que as medidas de estímulo foram anunciadas depois do mercado por lá ter fechado nesta terça-feira. 

Apesar da alta do petróleo hoje, o Irã disse que irá aumentar sua produção de petróleo e recuperar a parcela perdida de exportações, pouco após o alívio de sanções ao país, segundo o ministro do Petróleo iraniano, Bijan Zanganeh, nesta terça-feira. Durante entrevista coletiva a jornalistas em Teerã, Zanganeh disse que o Irã deveria vender seu petróleo independentemente do preço. "Após o fim das sanções, o Irã vai recuperar a parcela que perdeu no mercado, de mais de 1 milhão de barris por dia", acrescentou.

Petróleo - Bloomberg
(Brittany Sowacke)

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