Produção industrial da China decepciona, mais estímulo pode vir

Crescimento da produção no país é o mais fraco em três anos enquanto inflação ao consumidor recua
Por Reuters  
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SÃO PAULO - O crescimento da produção industrial da China desacelerou inesperadamente em julho para o nível mais fraco em mais de três anos, destacando as pressões globais que podem levar as autoridades a adotar mais ações para manter o crescimento em linha diante da meta de expansão anual de 7,5%.

As vendas no varejo e o investimento em ativos fixos também ficaram aquém das previsões do mercado de acordo com dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (9), elevando as expectativas de que Pequim agirá para dar suporte a uma economia que vê o crescimento desacelerar há seis trimestres seguidos.

A inflação ao consumidor anual, por sua vez, recuou para uma mínima de 30 meses no mês passado, sugerindo que o banco central tem um amplo escopo para afrouxar ainda mais a política depois de cortar a taxa de juros em junho e julho.

"Achamos que a fraqueza será mais teimosa do que as pessoas esperavam", disse Li Wei, economista do Standard Chartered Bank. "Minha opinião é de que a retórica política está perdendo sua efetividade em ampliar a confiança e é preciso ações reais para impulsionar o crescimento."

Além de reduzir a taxa de juros, Pequim também baixou a quantia de dinheiro que os bancos devem manter como reservas (taxa de compulsório) para liberar estimados 1,2 trilhões de iuans a empréstimos, em uma série de medidas desde novembro de 2011.

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