Mercados dão continuidade às fortes altas vistas na véspera

Apesar disso, ritmo dos ganhos é mais modesto, com notícias desanimadoras para a economia na Alemanha, Itália e Reino Unido
Por Fernando Ladeira  
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SÃO PAULO - Na sequência da forte alta observada nos mercados acionários na última segunda-feira (6), esta manhã é de leve alta para as bolsas, com um noticiário menos movimentado. 

Na Europa, os principais índices acionários mostram ligeiros ganhos, sendo que o destaque fica para o índice Ibex 35, da Espanha, em elevação de aproximadamente 1,00%. Nos EUA, os ganhos dos contratos futuros giram em torno de 0,2% a 0,5%. No mercado de títulos públicos, também há pouca movimentação: os papéis de dez anos da Espanha sobem 0,52%, para 6,77%.

Enquanto na véspera reportagens sobre um acordo entre a Grécia e seus credores internacionais para reforçar medidas de crescimento econômico animaram os investidores, o que levou o Ibovespa à sua máxima desde maio depois de subir 1,90%, nesta terça-feira o destaque fica por conta de alguns indicadores econômicos.

Itália continua recessão, Alemanha frustra mercado
E eles não são otimistas. A Itália continua em recessão, já que números preliminares mostram uma contração de 0,7% da economia no segundo trimestre - apesar disso, o número está próximo das projeções.

Por sua vez, na Alemanha, os analistas se frustraram ao prever uma queda de cerca de 0,9% nas encomendas à indústria em julho, já que a retração foi de 1,7%. No Reino Unido o destaque fica por conta da produção industrial de junho, em forte queda de 2,9% sobre o mês anterior. Esse foi o maior declínio desde novembro de 2008, apesar de ter sido ligeiramente influenciado por um feriado.

Draghi e Espanha continuam a conduzir os mercados
Entretanto, os investidores continuam atentos aos próximos passos do BCE (Banco Central Europeu) e da Espanha. "A atenção do mercado continuará a se centrar em quando a Espanha poderá pedir por assistência e detalhes de como o BCE pode intervir. Isso provavelmente continuará pelas próximas semanas", escreve em relatório Arne Lohmann Rasmussen, analista-chefe do Danske Research.

Segundo o analista, a fala de Mario Draghi, o qual declarou que fará tudo que for preciso para salvar o euro, pode demorar até um mês para realmente se tornar em algo concreto. Aliás, esse tempo dependerá dos próximos acontecimentos do mercado e de sinais da Alemanha sobre os detalhes do apoio do BCE no combate à crise, complementa Rasmussen.

No cenário nacional, o destaque fica por conta da produção industrial de junho, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número pode atrair atenção depois da expectativa do mercado para a produção industrial no ano, mostrada pelo Relatório Focus, mostrar uma rápida deterioração no número, que já está projetado para uma contração.

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