Sem pregão no Brasil, mercados aguardam reunião de ministros na Europa

Cenário asiático também entra em cena, com inflação perdendo força na China e forte queda nas encomendas à indústria japonesa
Por Equipe InfoMoney  
a a a

SÃO PAULO - Em dia sem negociações na BM&FBovespa, por conta de feriado na cidade de São Paulo, o noticiário desta segunda-feira (9) promete ser movimentado para o cenário internacional. Os investidores se voltam, desta vez, para o encontro entre os ministros de finanças da Zona do Euro, assim como para o discurso do presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, e para o início da temporada de resultados do segundo trimestre nos EUA, com os números da Alcoa.

Enquanto isso, a percepção de risco aumenta e as bolsas caem. O rendimento exigido pelos investidores para comprarem títulos públicos da Espanha sobe 1,6% e já atinge a marca de 7,06%, patamar que o próprio primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy já considerou como insustentável. 

Dessa forma, o índice Ibex 35, de Madri, também é o destaque negativo deste pregão, em retração de 1,0%. No entanto, nos outros mercados as quedas são mais suaves. O CAC 40, de Paris, por exemplo, tem recuo de apenas 0,2%. Entre os contratos futuros norte-americanos a sinalização é a mesma: a bolsa deve iniciar a segunda-feira em queda.

Ministros se reúnem na Europa
Segundo publicado pelo MarketWatch, há uma proposta entre os ministros para que o déficit fiscal da Espanha seja suavizado de 5,3% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano para 6,3%, o que seria concedido em troca de uma série de metas a serem seguidas pelo país. O encontro desta segunda-feira deverá se encerrar apenas após o fim do pregão europeu e discutirá as medidas abordadas na reunião de cúpula de 29 de junho.

Contudo, segundo relatório do Société Générale, um acordo final sobre a recapitalização direta aos bancos espanhóis só deve acontecer em 20 de julho, durante uma sessão extraordinária dos ministros de finanças. Segundo a economista Michala Marcussen, o foco do encontro será a flexibilidade dos fundos de resgate. "Claramente, há uma divisão na Zona do Euro sobre o que isso abrangerá", alerta.

Enquanto isso, na agenda de indicadores por lá a Alemanha surpreende com um novo recorde nas exportações em maio. As vendas para outros países saltaram 3,9% sobre abril, após uma queda de 1,7% no mês anterior. Já as importações, que haviam despencado 4,9%, agora saltam 6,3%.

Mais medidas na China?
Os investidores também devem prestar atenção à China, onde a inflação aos consumidores passou de 3,0% em maio para 2,2% em junho, no menor patamar em 29 meses. Segundo o analista Klaus Baader, do Société Générale, esse dado foi essencial para que o banco central cortasse as taxas de juros na semana passada. "Com essa taxa moderada de inflação, mais alívio é provável, apesar que o próximo passo, em nossa visão, mais provavelmente será uma redução no compulsório do que nas taxas de empréstimo e depósitos", escrevem em relatório.

Além disso, o premiê do país, Wen Jiabao, alertou que a economia do país sofre grande grande pressão e que as políticas para conter a demanda no setor imobiliário serão de longo prazo, de modo a evitar a especulação. Ainda no Oriente, o Japão divulgou dados ruins de encomendas à indústria, em forte retração de 14,8% na passagem de abril para maio - o pior desempenho mensal desde 2001.

Deixe seu comentário