Por Equipe InfoMoney Em mercados  09 jul, 2012 08h59

Sem pregão no Brasil, mercados aguardam reunião de ministros na Europa

Cenário asiático também entra em cena, com inflação perdendo força na China e forte queda nas encomendas à indústria japonesa

Por Equipe InfoMoney Em mercados  09 jul, 2012 08h59

SÃO PAULO - Em dia sem negociações na BM&FBovespa, por conta de feriado na cidade de São Paulo, o noticiário desta segunda-feira (9) promete ser movimentado para o cenário internacional. Os investidores se voltam, desta vez, para o encontro entre os ministros de finanças da Zona do Euro, assim como para o discurso do presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, e para o início da temporada de resultados do segundo trimestre nos EUA, com os números da Alcoa.

Enquanto isso, a percepção de risco aumenta e as bolsas caem. O rendimento exigido pelos investidores para comprarem títulos públicos da Espanha sobe 1,6% e já atinge a marca de 7,06%, patamar que o próprio primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy já considerou como insustentável. 

Dessa forma, o índice Ibex 35, de Madri, também é o destaque negativo deste pregão, em retração de 1,0%. No entanto, nos outros mercados as quedas são mais suaves. O CAC 40, de Paris, por exemplo, tem recuo de apenas 0,2%. Entre os contratos futuros norte-americanos a sinalização é a mesma: a bolsa deve iniciar a segunda-feira em queda.

Ministros se reúnem na Europa
Segundo publicado pelo MarketWatch, há uma proposta entre os ministros para que o déficit fiscal da Espanha seja suavizado de 5,3% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano para 6,3%, o que seria concedido em troca de uma série de metas a serem seguidas pelo país. O encontro desta segunda-feira deverá se encerrar apenas após o fim do pregão europeu e discutirá as medidas abordadas na reunião de cúpula de 29 de junho.

Contudo, segundo relatório do Société Générale, um acordo final sobre a recapitalização direta aos bancos espanhóis só deve acontecer em 20 de julho, durante uma sessão extraordinária dos ministros de finanças. Segundo a economista Michala Marcussen, o foco do encontro será a flexibilidade dos fundos de resgate. "Claramente, há uma divisão na Zona do Euro sobre o que isso abrangerá", alerta.

Enquanto isso, na agenda de indicadores por lá a Alemanha surpreende com um novo recorde nas exportações em maio. As vendas para outros países saltaram 3,9% sobre abril, após uma queda de 1,7% no mês anterior. Já as importações, que haviam despencado 4,9%, agora saltam 6,3%.

Mais medidas na China?
Os investidores também devem prestar atenção à China, onde a inflação aos consumidores passou de 3,0% em maio para 2,2% em junho, no menor patamar em 29 meses. Segundo o analista Klaus Baader, do Société Générale, esse dado foi essencial para que o banco central cortasse as taxas de juros na semana passada. "Com essa taxa moderada de inflação, mais alívio é provável, apesar que o próximo passo, em nossa visão, mais provavelmente será uma redução no compulsório do que nas taxas de empréstimo e depósitos", escrevem em relatório.

Além disso, o premiê do país, Wen Jiabao, alertou que a economia do país sofre grande grande pressão e que as políticas para conter a demanda no setor imobiliário serão de longo prazo, de modo a evitar a especulação. Ainda no Oriente, o Japão divulgou dados ruins de encomendas à indústria, em forte retração de 14,8% na passagem de abril para maio - o pior desempenho mensal desde 2001.

quadro de cotações 2 - bolsa de valores - ações
(Getty Images)

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Contato