Empresas captaram R$ 56,6 bilhões no mercado doméstico no 1º semestre

Debêntures foi a principal forma de captação nos primeiros seis meses do ano, representando 56,8% do total
Por Felipe Moreno  
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SÃO PAULO - As captações das empresas somaram R$ 56,6 bilhões no mercado de capitais, mostrou a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) nesta sexta-feira (6). Esse total não consegue superar os primeiros seis meses do ano anterior, mas representa o segundo maior total desde o início da série histórica, em 2007. No mesmo período em 2011, foram captados R$ 67,01 bilhões, volume 18,37% superior à 2012. 

É válido destacar, porém, que o total de renda variável foi de apenas R$ 8,63 bilhões - aproximadamente 15,5% do total ofertado no ano. Esse é o menor valor desde o início da série histórica e é um efeito de como o mercado acionário brasileiro foi impactado pelas incertezas trazidas pela crise na Europa. De acordo com a Anbima, essas incertezas impactaram também a renda fixa: os R$ 5,6 bilhões captados no mês de junho estão abaixo da média mensal de 2012 de R$ 8 bilhões.

"A incerteza, contudo, teve impacto ainda mais relevante sobre as ofertas internacionais, mantendo o mercado local como a melhor alternativa para a captação de recursos no mês", afirma a associação em comunicado. O total captado em junho foi de R$ 7,6 bilhões, dentre os quais R$ 2 bilhões em ofertas de ações da Suzano (SUZB5) e Brazil Pharma (BPHA3). 

Debênture foi o instrumento favorito
Este ano, a emissão de debêntures foi o instrumento favorito de captação, correspondendo por parte de 56,8% do total. Esse é um aumento de relevância frente ao mesmo período ano passado, quando esse instrumento havia representado 44,1% de todas as captações. 

O segundo instrumento mais utilizado foi a emissão de notas promissórias, que representaram 18,4% de todas as captações. Mesmo com a renda variável em baixa, o terceiro instrumento de maior captação foi a emissão primária de ações, representando 11,8% do total captado. Os estrangeiros foram responsáveis por 52,4% dos recursos captados por empresas brasileiras até junho através de ações, enquanto os investidores institucionais responderam por 39,1% do montante. 

Exterior
No exterior foram captados US$ 3 bilhões em junho, levando o total do ano para US$ 30,3 bilhões - 99,6% com títulos de renda fixa. Nestes seis meses, os lançamentos de bônus foi significativo de acordo com a Anbima. Movimentando US$ 19,5 bilhões, com 64,7% das captações vindo através desses ativos. 

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