Dólar: efeito de nova medida do governo é momentâneo, diz economista

Ricardo Torres, da Norfolk Advisors, critica alíquota de 6% do IOF para empréstimos externos com prazo de até cinco anos
Por Heloisa Ferraz Finocchiaro  
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SÃO PAULO - Para tentar conter a desvalorização da moeda norte-americana, o governo brasileiro estendeu, mais uma vez, a alíquota de 6% do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em empréstimos externos para um prazo, agora, de até cinco anos. 

Após o anúncio, na manhã desta segunda-feira (12), o dólar de fato mudou de direção, acelerou a alta e chegou a ser negociado a R$ 1,82. Contudo, essa alta recente é apenas um efeito momentâneo por conta da notícia, segundo o diretor da Norfolk Advisors, Ricardo Torres. "É um erro, mais um equívoco do governo, algo paliativo, passageiro. A estrutura econômica do Brasil hoje, somada a nossa taxa de juros que é alta, é que forçam o dólar para baixo", explicou.

Ainda segundo Torres, a solução exata seria promover a desoneração dos pagamentos das empresas e indústrias brasileiras, além de reduzir as alíquotas dos impostos. "Temos a carga tributária mais pesada do planeta", apontou. Confira: 

 

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