Estoques de petróleo dos EUA avançam 0,5% na passagem semanal
Na contramão, estoques de gasolina caem 0,3% no período, enquanto refinarias operaram com capacidade de 85,5% Por Marcel TeixeiraSÃO PAULO - Os estoques de petróleo dos Estados Unidos avançaram em 1,6 milhão de barris, ou 0,5%, no período entre 13 e 17 de fevereiro, chegando ao patamar de 340,7 milhões de barris. No mesmo período, os estoques de gasolina recuaram em 600 mil barris, ou 0,3%, para 231,5 milhões de barris.
Os dados divulgados nesta quinta-feira (23) pelo Departamento de Energia norte-americano mostram ainda que as refinarias do país operaram com 85,5% de sua capacidade operacional total, frente aos 84,0% observados na última semana.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 17/02/2012 | Semana até 10/02/2012 | Variação |
|---|---|---|---|
| Óleo Bruto | 340,7 | 339,1 | +0,5% |
| Gasolina | 231,5 | 232,2 | -0,3% |
| Derivados | 169,7 | 168,8 | +0,5% |
| Óleo para calefação | 30,4 | 30,5 | -0,3% |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 17/02/2012 | Semana até 18/02/2011 | Variação |
|---|---|---|---|
| Óleo Bruto | 340,7 | 346,7 | -1,7% |
| Gasolina | 231,5 | 238,3 | -2,8% |
| Derivados | 169,7 | 165,0 | +2,8% |
| Óleo para calefação | 30,4 | 39,2 | -22,5% |
Cotações
O barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, segue cotado a US$ 123,17 no pregão desta quinta-feira, alta de 0,51% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho positivo no dia, o petróleo acumula forte alta de 10,88% neste mês de fevereiro. Por sua vez, a variação no ano ficou positiva em 14,12%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 107,93 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em abril de 2012, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, segue cotado a US$ 106,14 por barril, configurando uma alta de 0,29% frente ao fechamento anterior.
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Ao lado da China, os EUA são os maiores consumidores mundiais de óleo bruto e, com isso, a relação entre oferta e demanda apresentada pelo país exige acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que - outras variáveis à parte - um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.
