SÃO PAULO - Após dados otimistas do emprego dos Estados Unidos, o barril de petróleo negociado no mercado de Nova York interrompeu uma sequência de seis sessões de queda. As tensões entre o Irã e o Ocidente também contribuíram para impulsionar o movimento de valorização, com os investidores preocupados com o aferta de petróleo.
Diante disso, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 114,39 no pregão desta sexta-feira, alta de 1,81% em relação ao último fechamento. Já o contrato com vencimento em março, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 97,84 por barril, configurando uma alta de 1,51% frente ao fechamento anterior.
Criação de emprego acelera nos EUA
O Relatório de Emprego de janeiro do país registrou 243 mil vagas abertas, a maior contratação desde abril, superando a média das projeções compiladas pelo Portal InfoMoney, que tinha como estimativa a abertura de 155 mil novos postos. Já a taxa de desemprego recuou para 8,3%, enquanto o levantamento feito pela InfoMoney mostrava a expectativa de manutenção da taxa em 8,5%.
Irã
O Irã reiterou nesta sexta-feira que não cederá às ameaças ocidentais e as sanções contra o seu controverso programa nuclear e, também anunciou o lançamento de um satélite próprio, o que preocupa o lado do Ocidente.
"Qualquer guerra será dez vezes mais prejudicial aos Estados Unidos que as suas ameaças", declarou o guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, durante o 33º aniversário de revolução islâmica de 1979, segundo noticiou a agência de notícias AFP.
Perspectivas para demanda de petróleo
Enquanto isso, a China, o segundo maior consumidor da commodity do mundo, espera aumentar sua importação líquida para o petróleo bruto em 5,9% este ano, o menor aumento desde 2006, divulgou a agência de notícias local Beijing Time nesta data, citando o relatório China National Petroleum.
As importações do petróleo bruto neste ano deverá chegar a 266 milhões de barris, ou 5,32 milhões de barris por dia, frente ao 251 milhões reportado no ano passado.
PMI da Europa e China
Por fim, destaque ainda para dados da Europa e China. O PMI (Purchasing Managers’ Index) de serviços da Zona do Euro alcançou 50,4 pontos, chegando ao quarto mês seguido de queda.
Enquanto isso, o indicador composto da China apontou para uma estagnação do setor no país. Depois de registrar 50,8 pontos em dezembro, o índice se contraiu para 49,7 pontos no primeiro mês de 2012.