SÃO PAULO - Dentro do setor de exploração e produção de petróleo brasileiro, o Deutsche Bank elegeu a Queiroz Galvão (QGEP3) e a HRT (HRTP3) como as top picks, mas recomendando mais fortemente a QGEP por conta da alta volatilidade das ações da segunda.
Apesar de manter a opinião positiva sobre a compra dos papéis, o banco rebaixou o preço-alvo para os ativos, de R$ 23 a R$ 22 para QGEP3, e de R$ 1530 a R$ 1300 para HRTP3. Os potenciais de valorização frente à cotação de 24 de janeiro chegam a 37,50% e 183,84%, respectivamente.
Bons fundamentos operacionais
A Queiroz Galvão é apontada pelos analistas Marcus Sequeira e Luiz Fonseca por sua alta capacidade de gerar fluxo de caixa, e por ter a possibilidade de se beneficiar muito com as notícias relativas à exploração no Brasil. O maior catalisador para as ações, segundo o relatório, seriam bons resultados no pré-sal do prospecto de Santos 04.
O banco lembra que, para conseguir alcançar os 6.400 metros de profundidade, a fim de buscar o petróleo das camadas mais inferiores, a empresa teve de alargar o poço de exploração, o que postergou o fim das análises para o final do primeiro trimestre deste ano.
Desconto foi muito forte
Com o mercado se mostrando desapontado em relação às descobertas da HRT, os papéis foram duramente penalizados durante 2011. O período representou uma desvalorização de 64,28% aos ativos HRTP3, o que o Deutsche chama de “forte correção de preço”.
Assim, o caminho para um potencial avanço foi aberto, ainda mais porque Sequeira e Fonseca esperam pela continuidade dos resultados positivos vindos da companhia. Segundo os analistas, a petrolífera resolveu focar sua operação nas áreas cujo período de exploração está para acabar, fazendo com que essa busca seja otimizada. Só neste ano, a expectativa é de 19 poços em perfuração, subindo para 21 em 2013.
Por fim, a instituição justifica a escolha da HRT como top pick do setor porque há a possibilidade de farm-out no curto prazo, ou seja, a empresa pode alienar concessões para poder alcançar maior rentabilidade operacional.