SÃO PAULO - O indicador de risco-País encerrou a sessão desta sexta-feira (3) em queda de sete pontos-base, atingindo 213 pontos. A sessão contou com a divulgação o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, que apresentou no segundo trimestre de 2010 um avanço de 1,2% em relação aos três meses anteriores. O resultado ficou abaixo da expansão de 2,7% vista nos três primeiros meses deste ano, mas superou as expectativas de analistas, que esperavam alta entre 0,6% e 1,1% na comparação trimestral.
Também influenciaram a sessão indicadores econômicos revelados nos Estados Unidos. O Employment Report mostrou o fechamento de 54 mil vagas de emprego nos Estados Unidos, bem abaixo do corte previsto de 120 mil postos. Além disso, a taxa de desemprego ficou em 9,6%, em linha com o esperado pelo mercado.
Já o setor de serviços marcou desempenho abaixo do esperado no mês de agosto. O ISM Services ficou em 51,5 pontos na passagem, resultado inferior às projeções de cerca de 53 pontos dos analistas. O número também ficou abaixo dos 54,3 pontos auferidos na última medição.
Em discurso no Tenessee, o presidente do Federal Reserve de Atlanta, Dennis Lockhart, disse que o Fed pretende manter os estímulos econômicos mesmo após o bom resultado do Employment Report. Lockhart mostrou-se otimista em relação à economia do país, dizendo que segue em uma “recuperação gradual”. Para ele, há sinais da melhora no sistema financeiro, na disponibilidade de crédito e na expansão dos negócios.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em sem variação na noite desta sexta-feira, cotado a 136,80 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 213 pontos-base.
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
| Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % |
|---|
| Global 40 | 136,80 | 136,80 | 0,00 |
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.