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Bitcoin tem potencial para cair mais 35% nas próximas semanas, diz Goldman Sachs

Segundo os analistas, a quebra do suporte de US$ 9.210 pode ser o início da derrocada

Bitcoin
(ShutterStock)

SÃO PAULO - Enquanto os investidores seguem tensos com o atual cenário para as criptomoedas, de olho em notícias sobre regulação, há quem acredite que o mercado já caiu muito e deve dar início a uma recuperação em breve. O debate é grande e agora o Goldman Sachs jogou mais um alerta, dizendo que no caso do Bitcoin há espaço para uma queda de 35%.

Em relatório divulgado no último domingo, a equipe de analistas liderada por Sheba Jafari afirmou que os preços da maior criptomoeda podem ter uma forte queda, voltando para as mínimas de fevereiro, segundo informações do Business Insider.

Segundo o Goldman, este cenário de forte venda ameaça levar o Bitcoin para menos dos US$ 5.922 registrado um mês atrás. Segundo os analistas, a quebra do suporte de US$ 9.210 pode ser o início da derrocada. Na tarde desta terça-feira (13), a moeda era cotada em US$ 9.065.

"A ruptura é significante, pois implica em um potencial para uma possível queda mais impulsiva", disse Jafari no documento. Para ele, o próximo suporte importante está entre US$ 7.667 e US$ 7.198. "Chegar próximo a um intervalo neste nível seria um aviso de dano estrutural, aumentando a risco de novas leis locais. Nessa altura, [o bitcoin] precisa voltar para os níveis de US$ 9.322 (mínima de 26 de fevereiro) para tudo se estabilizar", explicam os analistas.

Jafari é estrategista-chefe de análise técnica do Goldman Sachs e costuma fazer duras críticas ao Bitcoin. No ano passado, ainda antes do "boom" do segundo semestre, ela afirmou que a criptomoeda iria ficar em US$ 4 mil em dezembro. Em novembro ela chegou a alterar sua projeção para US$ 8 mil.

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