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Bitcoin: a enxurrada de más notícias que leva à nova queda livre e perda de US$ 550 bi das criptomoedas

 Nas últimas semanas, o bitcoin ficou pressionado em meio a iniciativas na Coreia do Sul, China e Índia para restringir operações com as chamadas criptomoedas

Bitcoin
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O bitcoin chegou a cair abaixo da barreira de US$ 6 mil nesta terça-feira, estendendo um movimento de desvalorização que eliminou mais de US$ 200 bilhões de seu valor de mercado em quase dois meses.  Na mínima do dia, o bitcoin foi negociado a US$ 5.947,40, acumulando desvalorização de cerca de 70% desde que atingiu a máxima histórica de US$ 20 mil em dezembro, de acordo com a CoinDesk. Às 8h42 (de Brasília), o bitcoin operava a US$ 6.564,77, com baixa de 16,47% na comparação com a cotação das últimas 24 horas. O bitcoin e as outras criptomoedas, juntas, perderam US$ 550 bilhões de valor mercado desde a máxima alcançada em dezembro - o equivalente a R$ 1,78 trilhão. Veja mais cotações clicando aqui. 

 Nas últimas semanas, o bitcoin ficou pressionado em meio a iniciativas na Coreia do Sul, China e Índia para restringir operações com as chamadas criptomoedas. Além disso, há relatos recentes de bolsas de moedas digitais que sofreram ataques de hackers no Japão e Coreia do Sul.  

Já na véspera, o tombo ocorreu em meio à notícia do jornal South China Morning Post de que o governo chinês pretende bloquear o acesso das exchanges no país, como também de plataformas que negociam ICO (Initial Coin Offering), citando pessoas próximas do Banco Central da China.

“Para prevenir riscos financeiros, a China utilizará todas as medidas ao seu alcance para remover plataformas de troca de criptomoedas ou ICOs, estejam em seu território, ou não”, aponta a reportagem. Vale lembrar, que em setembro do ano passado o país baniu qualquer tipo de oferta de moeda, como pagamento ou transações envolvendo as criptomoedas.

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“Exchanges e ICOs não recuaram completamente mesmo após o anúncio oficial do banimento. Os riscos permaneceram, alimentados por emissão ilegal, e até mesmo fraude e venda através de esquema de pirâmide”, revela o jornal citando pessoas próximas ao BC chinês. Além disso, a China decidiu banir todos os anúncios sobre Bitcoin e outras criptomoedas, seguindo o exemplo do Facebook.

A outra notícia negativa que está pressionando o Bitcoin veio dos EUA, com três grandes bancos proibindo que seus clientes comprem qualquer tipo de criptomoeda através dos cartões de crédito. São eles: JP Morgan, Bank of America e Citigroup, que afirmaram não querer se associar ao risco das transações.

As perdas acompanharam também os comentários recentes do ministro das Finanças da Índia, Arun Jaitley, que levantaram preocupações sobre o aumento da regulamentação sobre criptomoedas no país. Jaitley disse em um discurso na quinta-feira que o governo "não considera criptomoedas ativos legais ou moedas e tomará todas as medidas para eliminar o uso desses criptoativos no financiamento de atividades ilegais ou como parte do sistema de pagamento". O ministro afirmou ainda que o governo indiano irá explorar os potenciais da tecnologia blockchain, que está por trás do bitcoin e outras criptomoedas. 

(Com Agência Estado)

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