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Após proibição de bitcoins em fundos, economista ironiza CVM: "intervencionismo ingênuo"

"Ainda bem que temos órgãos reguladores e gestores públicos para nos proteger de todo mal", ironizou o economista

Bitcoin
(Steve Heap)

SÃO PAULO - Apesar de não ser exatamente inesperado, não deixou de ser uma surpresa o ofício publicado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) proibindo fundos de investirem em Bitcoin e outras criptomoedas. A decisão é bastante polêmica e o economista Richard Rytenband fez duras críticas à posição da autarquia sobre os ativos.

"Eu defendo o fim do intervencionismo ingênuo que só gera iatrogenia", disse ele ao InfoMoney citando um termo da medicina que significa uma ação ou tratamento em que os efeitos colaterais são piores que o próprio problema, questão ou doença.

Nas redes sociais, Richard criticou a CVM de forma irônica: "enquanto isso, segue a venda maciça de títulos de capitalização, a moeda do país acumula perda de poder aquisitivo de apenas 82% desde sua criação e a dívida pública bruta se aproxima de R$ 5 trilhões". "Ainda bem que temos órgãos reguladores e gestores públicos para nos proteger de todo mal", ironizou.

Mais cedo, em um ofício, o superintendente da SIN (Superintendência de Relações com Investidores Institucionais), Daniel Maeda, afirmou que não se chegou, no Brasil e em outros países, a uma conclusão sobre a natureza jurídica e econômica dessas modalidades de investimento, e por isso a decisão de proibir.

"No entendimento da área técnica é inegável que, em relação a tal investimento, há ainda muitos outros riscos associados a sua própria natureza (como riscos de ordem de segurança cibernética e particulares de custódia), ou mesmo ligados à legalidade futura de sua aquisição ou negociação", afirma o documento.

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