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Recuo nos preços dos alimentos contribui para queda da inflação

IPCA tem o menor índice para um mês de fevereiro desde o ano 2000

Gráfico - caneta aponta gráfico em queda
(ShutterStock)

Os alimentos contribuíram de forma decisiva para um ritmo menor da inflação em fevereiro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado na última sexta-feira (09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês passado, os preços dos alimentos tiveram recuo (deflação) de 0,33%, o que contribui para que o IPCA no período fosse de 0,32%, o mais baixo registrado nos últimos 18 anos (desde 2000) para os meses de fevereiro.

Segundo análise do Núcleo Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), se não fosse essa queda, o IPCA de fevereiro subiria de 0,32% para 0,40%. “Mais uma vez, esse bom resultado só foi possível graças ao bom comportamento dos preços dos alimentos”, informou a CNA em comunicado técnico. O item “alimentação no domicílio”, que tem um peso de aproximadamente dois terços dentro do grupo de alimentos medido pelo IPCA, teve queda ainda maior, de 0,61%.

Entre os alimentos observados, a queda mais expressiva foi do alho (-7,94%), seguido por cenoura (-3,88%), batata inglesa (-3,57%) e tomate (-3,29%), reflexo principalmente do aumento da oferta, pois estes produtos ainda estão em fase de plena colheita ou de safra recém-encerrada.

O açúcar também foi outro produto com queda expressiva em fevereiro. Os motivos principais desse barateamento foram a elevada oferta internacional, reforçada pela perspectiva de recuperação da produção de países como Índia e Tailândia, e dos altos índices de estoque do produto no mercado interno.

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