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Mercado físico do boi gordo paralisa após delações com desconfiança de pecuaristas

Expectativa é que o cenário permaneça turbulento até pelo menos a próxima semana

Após delações que puseram em risco o governo do presidente Michel Temer, o mercado do boi gordo fechou desconfiado nesta quinta-feira (18). Segundo a Scot Consultoria, o mercado físico ficou paralisado durante todo dia. De um lado pecuaristas receosos em vender para a JBS, especialmente para pagamento a prazo. Do outro os frigoríficos, com escalas de abate confortáveis, aproveitaram o momento para testar preços abaixo da referência.  

Delações envolvendo executivos da JBS afetam negociações no mercado do boi gordo

No mercado futuro, cresceu o volume de negócios, mas os preços estão pressionados. Ontem, todos os contratos fecharam em baixa. Para maio, por exemplo, a cotação da arroba ficou em R$ 133,00, em média.  A cotação só mostra alguma recuperação em outubro, com contratos precificados em R$ 136 a arroba.

Segundo analistas, o cenário deve seguir assim na próxima semana até que o mercado comece a mostrar uma direção. Porém não existe uma previsão de melhoria nos preços, já que estamos na virada de safra para entressafra, período em que normalmente há uma oferta maior de bois para abate.  

Este cenário também afeta o mercado de reposição, que deveria estar a todo vapor nesta época do ano. Com os pecuaristas longe das compras, os preços dos animais de reposição tiveram expressiva queda em comparação ao mesmo período do ano passado. O bezerro desvalorizou 14,5%, cotado em R$ 1.008,75 e o boi magro é negociado a R$ 1.655,00, em média, queda de 10,3%. 

 

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