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Por que o mercado está tão ansioso pela reunião do Fed nesta tarde?

Rumo dos juros nos EUA será decisivo para a percepção de risco dos investidores

fed

SÃO PAULO - Em um dia de extrema volatilidade, o Ibovespa já fez praticamente de tudo nessa primeira meia hora de pregão, tanto que neste pequeno espaço de tempo oscilou 500 pontos da máxima para a mínima. Às 10h48 (horário de Brasília), o índice recuava 0,52%, aos 72.376 pontos, em uma quarta-feira (13) considerada como o "Dia D" do mercado, pois teremos a decisão de política monetária do Fed e será vital para o investidor acompanhar o evento.

Naturalmente, qualquer decisão do BC dos EUA quanto ao rumo dos juros altera o humor do mercado, pois está ligado diretamente pelo apetite de risco do investidor, justamente esse componente que está gerando grande ansiedade entre os investidores neste pregão. Às 15h00 teremos a decisão e a expectativa é de que a taxa de juro seja elevada em 0,25 ponto percentual, indo para o intervalo entre 1,75% e 2,0% ao ano, porém não é isso que o mercado está de olho.

Na verdade, três questões que estão em jogo: i) como ficará o gráfico de pontos; ii) coletiva de imprensa do presidente do Fed, Jerome Powell; iii) projeções macroeconômicas. Falando sobre os gráfico de pontos, pelo quadro atual, bastará um único membro mudar de ideia (de 3 para 4 altas) que a mediana do Fed mudar e o mercado tem na conta apenas 3 altas para este ano. Confirmado isso, deveremos ter uma migração de ativos de maior risco, como mercados emergentes, para títulos como os Treasuries de 10 anos dos EUA, que já vem em uma ascendente por conta dessa expectativa.

Sobre os outros dois eventos (coletiva de Powell e projeções macro), os investidores estarão atentos para o viés utilizado pelos membros do Fomc (Federal Open Market Committee). Se houver uma inclinação positiva pelas duas partes, destacando os bons números da economia, como o último Relatório de Emprego, os investidores deverão precificar 4 aumentos dos juros este ano. Vale ficar de olho também na expectativa de inflação, principalmente após o resultado acima do esperado hoje dos preços ao produtor (+0,5% vs +0,3%), pois uma indicação de aceleração também pode ser interpretada como aumento dos juros.

Destaques do mercado

Do lado negativo, destaque para as ações da BRF, que seguem em queda em vista da expectativa de queda da receita por conta da restrições às exportações de frango brasileiro pela China, enquanto os papéis da Suzano sobem com o dólar reduzindo as perdas, mantendo-se acima de R$ 3,70.

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BRFS3 BRF SA ON 20,13 -3,64 -45,00 35,43M
 CIEL3 CIELO ON 14,91 -3,24 -35,51 12,72M
 UGPA3 ULTRAPAR ON 49,72 -2,47 -32,93 6,25M
 CYRE3 CYRELA REALTON 10,32 -2,09 -18,79 2,59M
 BBAS3 BRASIL ON EJ 26,46 -1,96 -15,39 40,28M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 GOLL4 GOL PN N2 12,70 +2,83 -13,01 17,41M
 ELET3 ELETROBRAS ON 14,19 +2,83 -26,63 9,44M
 QUAL3 QUALICORP ON ED 17,90 +2,40 -40,15 8,08M
 SUZB3 SUZANO PAPELON 47,00 +2,31 +152,69 23,82M
 RENT3 LOCALIZA ON 23,90 +1,96 +8,59 9,50M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Notícias do dia

As movimentações sobre as alianças eleitorais seguem sendo os destaques nos jornais. Em destaque, está o debate interditado no DEM sobre apoiar ou não o candidato do PDT Ciro Gomes. A ideia está sendo rechaçada por parte do DEM, informa a Folha de S. Paulo. De acordo com a coluna Painel, aproveitando-se do momento ruim, o tucano Geraldo Alckmin passou a concentrar os seus esforços para se reaproximar do seu aliado histórico e mudar a sua campanha. Já Ciro nega as conversas que o irmão Cid Gomes tem com o DEM e destaca que o foco é no PSB, que também é disputado pelo PT.

Sobre o PT. o julgamento da senadora e presidente da legenda, Gleisi Hoffmann (PR), e de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, acusados de envolvimento no esquema da Petrobras, foi marcado para a próxima terça, dia 19. Eles serão julgados pelos cinco ministros que compõem a Segunda Turma: Edson Fachin, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

Já o ministro Felix Fischer, relator da Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu ontem rejeitar mais um pedido feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desta vez, o ministro negou pedido para que Lula seja solto e aguarde em liberdade até que o tribunal julgue o recurso contra a condenação. Ao decidir o caso, Fischer entendeu que o recurso protocolado não tem o poder de suspender a sentença. 

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