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Ibovespa cai quase 1% e tem quinta queda seguida puxado por bancos; dólar sobe para R$ 3,72

Índice chegou a esboçar alta durante a manhã, mas virou para o negativo com bancos e estendeu sequência negativa

Painel ações
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Depois de marcar alta de 1% na abertura do pregão, o Ibovespa reverteu seu movimento na tarde desta segunda-feira (11) e chegou a sua quinta queda consecutiva com a reviravolta do setor financeiro, com os papéis dos banco recuando até 3%. Enquanto isso, o dólar não sustentou as perdas da manhã e voltou a subir após o alívio da semana passada com a atuação do Banco Central.

O benchmark da bolsa brasileira fechou com queda de 0,87%, aos 72.307 pontos, com o volume financeiro chegando a R$ 9,726 bilhões. O dólar comercial, por sua vez, teve ganhos de 0,55%, cotado a R$ 3,72267 na venda. Com este movimento a bolsa brasileira se descola do exterior, com os três principais índices norte-americanos fechando no positivo.

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Para conter a forte valorização do dólar neste começo de mês, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, anunciou na última quinta-feira (7) uma forte intervenção no mercado, sendo que até o final deste semana serão realizados leilões adicionais de contrato de swap cambial, equivalente à venda de dólares no mercado futuro, no valor total de US$ 24,5 bilhões em novos contratos de swaps até o dia 15 de junho, salvo intervenções adicionais. 

O presidente do BC não descartou adotar outras medidas de intervenção no câmbio, como o uso das reservas internacionais de US$ 380 bilhões do país para injetar dólar no mercado, ou a venda dos chamados contratos de linha.

Para esta segunda-feira, o BC ofertou 8.800 contratos de swap para rolagem e anunciou um leilão adicional de 50.000 contratos, totalmente absorvido pelo mercado, em linha com o feito na última sexta-feira e que fez o dólar despencar 5,1%. Apesar da autoridade monetária ter entrado pesado no mercado, o dólar mostra a força de compra presente na faixa de R$ 3,70, principal suporte de curto prazo.

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CVCB3 CVC BRASIL ON 46,00 -6,12 -3,72 137,31M
 USIM5 USIMINAS PNA 8,10 -4,71 -10,60 103,67M
 KROT3 KROTON ON 10,31 -4,54 -43,03 111,55M
 CIEL3 CIELO ON 15,80 -3,78 -31,66 87,86M
 SANB11 SANTANDER BRUNT 31,00 -3,13 -0,80 115,45M

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CCRO3 CCR SA ON 10,39 +4,84 -34,61 105,93M
 ELET3 ELETROBRAS ON 13,50 +4,65 -30,20 52,38M
 VVAR11 VIAVAREJO UNT N2 20,15 +4,35 -17,56 85,87M
 EMBR3 EMBRAER ON 23,35 +3,18 +17,22 61,45M
 SMLS3 SMILES ON 50,34 +3,18 -30,31 61,46M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 VALE3 VALE ON 50,85 -0,08 733,69M 1,04B 28.481 
 PETR4 PETROBRAS PN N2 15,41 +1,05 684,36M 2,30B 43.556 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN ED 39,96 -2,89 582,65M 765,32M 32.793 
 BBDC4 BRADESCO PN EJ 26,98 -1,89 273,52M 436,03M 29.021 
 SUZB3 SUZANO PAPELON 44,09 -1,43 245,36M n/d 22.385 
 ABEV3 AMBEV S/A ON 18,92 -0,21 240,20M 460,95M 46.926 
 PETR3 PETROBRAS ON N2 18,39 +2,17 239,65M 522,38M 23.711 
 BBAS3 BRASIL ON 26,21 -2,75 232,01M 433,64M 25.764 
 MGLU3 MAGAZ LUIZA ON 106,22 +0,69 196,93M 299,53M 8.264 
 ITSA4 ITAUSA PN EDB 9,20 -2,34 164,46M 263,28M 24.237 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
IBOVESPA

Pesquisa Datafolha

A pesquisa Datafolha divulgada no último domingo (10) reiterou a liderança de Jair Bolsonaro (PSL) em cenários sem Lula, mas apenas em primeiro turno, apontando para um quadro indefinido e não confirmando as tendências apontadas em outras sondagens e que preocuparam o mercado, como favoritismo de Ciro Gomes (PDT) para ir ao 2º turno contra Bolsonaro e crescimento de Fernando Haddad (PT).

A pesquisa apontou Bolsonaro liderando com 19% as intenções de voto no primeiro turno em cenários sem o ex-presidente, ante 17% em abril, seguido por Marina Silva (Rede) com 14% a 15%. Ciro aparece atrás de Marina na pesquisa, Fernando Haddad também não repetiu desempenho promissor de sondagens anteriores, enquanto Geraldo Alckmin segue estagnado com 7%.

Nas simulações para o segundo turno, nos cenário sem Lula, Bolsonaro aparece empatado tecnicamente com Ciro (34% contra 34%) e Geraldo Alckmin (33% cada), ao passo que perderia de Marina Silva (32% contra 42%). Conforme o levantamento, o deputado venceria somente Haddad (36% a 27%).

Destaques do mercado

Depois de iniciar em forte alta, as ações da Petrobras perderam força em vista da queda do petróleo, enquanto os papéis do setor financeiro devolvem todos ganhos da abertura, com destaque para a queda de 3% das ações do Banco do Brasil. Ainda falando sobre os destaques negativos, as atenções ficam por conta dos papéis da CVC, que teve sua recomendação reduzida para underweight (exposição abaixo da média do mercado) pelo JPMorgan.

Agenda de indicadores da semana
Na agenda de indicadores, o principal indicador da semana sairá na sexta-feira (15): o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) de abril, considerado a prévia mensal do PIB (Produto Interno Bruto). A GO Associados projeta alta de 1,2% ante o mês de março, resultado que deve mostrar um bom início de segundo trimestre, devolvendo o fraco dado de fevereiro e março. Mas, é importante destacar que ainda não haverá o impacto da greve dos caminhoneiros neste indicador.

O principal evento da agenda de indicadores será a reunião do Fomc, na quarta-feira (13) às 15h (horário de Brasília). A expectativa é que a taxa de juro seja elevada em 0,25 ponto percentual, indo para o intervalo entre 1,75% e 2,0% ao ano. Apesar da queda do desemprego, da retomada da atividade e da alta do petróleo, o cenário mais provável ainda é o cenário com três subidas da taxa de juros no ano, mas este será o principal ponto a ser analisado nesta reunião, que contará ainda com uma coletiva do presidente Jerome Powell e relatório de revisão de projeções. Uma mudança neste cenário pode levar o mercado a começar a precificar quatro altas de juros.

A semana nos EUA será bastante movimentada, com vários dados econômicos importante. Na terça-feira (12) serão publicados os dados de inflação e de núcleo de inflação. Segundo a GO Associados, os dados devem refletir o efeito da alta do petróleo, que deve levar a taxa de inflação norte-americana um pouco acima da meta do Fed.

Ainda entre os eventos externos, atenção especial ainda para o aguardado encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o ditador norte-coreano, Kim Jong-Un, que ocorrerá na terça-feira (12) em Cingapura. O principal tema deve ser o desarmamento nuclear do país asiático, mas se algo inesperado acontecer pode afetar bastante o humor dos investidores.

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