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CSN dispara 15% com recomendação e BRF salta 4%; OPA da Eletropaulo e mais destaques

Confira os destaques acionários do pregão desta segunda-feira 

Usiminas CSN Gerdau Siderurgia Aço Siderúrgica Indústria Steel
(Reuters)

SÃO PAULO - Confira os destaques acionários do pregão desta segunda-feira (4):

Petrobras (PETR4)
A indicação de Ivan Monteiro, diretor financeiro da estatal, como novo presidente da Petrobras agitou o mercado neste pregão. Conforme noticiaram os jornais no fim de semana, o novo comandante pode ter postura mais maleável que o antecessor Pedro Parente e aceita discutir reajustes diários, mas sem perder o lastro com o mercado externo.

Segundo o jornal Valor Econômico, a companhia informou ao governo que aceita rediscutir a política de reajuste diário da gasolina e alongar a periodicidade das mudanças de preços do combustível ao consumidor. A estatal, contudo, teria imposto duas condições: não perder o lastro nos preços internacionais e que seja protegida contra a importação nos períodos em que a cotação do mercado externo não estiver abaixo da vigente no Brasil.

Ocorreu hoje a segunda reunião de um grupo de trabalho de técnicos do ministério de Minas e Energia e da Fazenda visando a criação de uma política de amortecimento de preços dos combustíveis que chegue ao bolso do consumidor. A discussão inclui derivados do petróleo, como a gasolina.

O acordo firmado com os caminhoneiros para o fim do movimento grevista define a redução de R$ 0,46 no preço do diesel. Agora, a intenção é incluir também na discussão os demais combustíveis, criando um mecanismo que proteja o consumidor da volatilidade dos preços finais.

Também vale destacar que a petrolífera assinou com o Bradesco uma linha de crédito compromissada de R$ 2 bilhões, com vencimento em junho de 2023 e custo de 0,40% ao ano pela manutenção do limite junto ao banco. De acordo com a estatal, a nova linha cria "fonte adicional de liquidez para a companhia utilizar conforme suas necessidades". Esta é a terceira linha de crédito compromissada assinada no ano.

Por fim, houve redução de R$ 2,0113 para R$ 1,9976 por litro da gasolina nas refinarias nesta manhã.

BRF (BRFS3)
A empresa disse que vai avaliar a estrutura da empresa antes de escolher o novo presidente. Neste pregão, manteve-se o tom otimista da última sessão, com expectativas de que Pedro Parente assumirá o comando da companhia. Segundo o jornal Valor Econômico, a decisão sobre a condução de Parente ao comando da empresa de alimentos poderá ser tomada já nesta semana. O executivo já é presidente do conselho de administração da BRF desde 26 de abril.

Eletropaulo (ELPL3)
Aconteceu hoje o leilão de OPA (Oferta Pública de Aquisição) da companhia. Por R$ 45,22 por papel, a italiana Enel adquiriu 73,38% das ações da distribuidora, movimentando um total de R$ 5,553 bilhões. No último pregão, as ações da Eletropaulo dispararam 27% na B3 em função do negócio.

Gol (GOLL4)
A companhia cancelou 12 de 7.275 voos durante a greve dos caminhoneiros. Conforme informado, a empresa aérea operou 99,4% dos voos programados para o período de 21 a 31 de maio. A Gol estima impacto direto da greve em R$ 8 milhões de despesas operacionais incrementais e R$ 29 milhões nas receitas operacionais. As ações da companhia tiveram alta significativa nesta sessão.

Bradesco (BBDC4)
Bradesco vê a Argentina como o mercado mais atraente na região e pode ampliar sua presença no curto prazo para atender às empresas brasileiras instaladas naquele país, disse Octavio de Lazari Júnior, presidente do Bradesco para a América Latina, em entrevista à Bloomberg. Bradesco é hoje o segundo maior banco em valor de mercado no país, mas representa 0,2% dos bancos estrangeiros que operam na Argentina, segundo o último ranking da Asociación de Bancos de Argentina (ABA). Sua presença nesse país se limita a uma filial com 18 pessoas no bairro de Puerto Madero.

“Estamos estudando e conversando com autoridades da Argentina porque pensamos no futuro em um investimento um pouco maior no país”, disse Lazari Júnior, que visitou Buenos Aires para fazer palestra em seminário. “Argentina é o mercado mais atraente da região para se investir”, disse. Bradesco vê hoje muitas semelhanças e oportunidades de negócios entre as empresas brasileiras instaladas no país. A empresa quer crescer como banco comercial no mercado argentino, sem aquisições ou parcerias com outras instituições. “É muito cedo para se falar em valores, mas vemos muitas oportunidades em um ano”, disse Lazari.

O executivo acredita que as dificuldades por que passam hoje os mercados emergentes respondem a um movimento normal "de curtíssimo prazo", atribuído à fuga de capitais rumo a ativos mais seguros. Ele confia que “a situação vai se equilibrar em uma semana ou 10 dias, porque todos os bancos centrais irão atuar para equilibrar o preço do dólar”.

CSN (CSNA3)
As ações da siderúrgica tiveram recomendação elevada para 'outperform' pelos analistas do Credit Suisse, com preço-alvo de R$ 11. "A CSN há muito tempo tem sido um case de de-resking através de uma melhora na estrutura de capital que deveria vir acompanhada de earnings growth e desinvestimentos", sustentam os analistas do banco. Eles observam que os últimos anos foram marcados por exemplos de desalavancagem importante em companhias como Vale, Usiminas e Gerdau. Agora, acreditam que chegou a vez da CSN.

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Para eles, "a empresa hoje representa a maior oportunidade dentro do setor". De olho nos fundamentos, os especialistas listam três itens favoráveis: preços de aço em alta; preços de minério em patamares interessantes; e expectativa de crescimento superior a 6% de carregamentos domésticos em 2018. "A execução da estrategia de desinvestimento nos parece essencial para o equity mas acreditamos que a CSN tem alguns assets valiosos que podem ser vendidos e ajudar nesta frente", concluem.

Totvs (TOTS3)
As ações da companhia tiveram recomendação elevada para 'manutenção' pelos analistas do HSBC, com preço-alvo de R$ 27,50, o que implica um potencial de baixa de 3,7% em relação ao último fechamento. 

Linx (LINX3)
As ações da empresa tiveram recomendação elevada para 'manutenção' pelos analistas do HSBC, com preço-alvo de R$ 19,50.

Valid (VLID3)
A companhia emitiu R$ 360 milhões em debêntures para investidores qualificados a 115% do CDI. O vencimento dos papéis é junho de 2023.

JHSF (JHSF3)
O conselho de administração da companhia aprovou a emissão de R$ 100 milhões em debêntures, com prazo de vigência de 18 meses a partir da emissão.

(com Bloomberg e Agência Estado)

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