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Greve dos petroleiros e fala de Temer pressionam Petrobras, Sabesp aprova financiamento milionário; mais notícias no radar

Confira os destaques do radar corporativo deste pregão

Greve dos petroleiros
(Reprodução/Facebook)

SÃO PAULO - Confira os destaques do radar corporativo nesta quarta-feira (30):

Petrobras (PETR4)
Além dos protestos dos caminhoneiros e seus desdobramentos políticos, agora a estatal também enfrenta uma greve dos próprios petroleiros, à revelia de decisão liminar proferida pelo TST. A FUP (Federação Única dos Petroleiros) informou que a paralisação da categoria foi iniciada e atinge refinarias, terminais e plataformas da Bacia de Campos. O movimento programou atos e manifestações ao longo do dia.

Pelo balanço da FUP, os trabalhadores cruzaram os braços nas refinarias de Manaus (Reman), Abreu e Lima (Pernambuco), Regap (Minas Gerais), Duque de Caxias (Reduc), Paulínia (Replan), Capuava (Recap), Araucária (Repar), Refap (RS), além da Fábrica de Lubrificantes do Ceará (Lubnor), da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da unidade de xisto do Paraná (SIX). A entidade informou que não houve troca dos turnos da 0h nos terminais de Suape (PE) e de Paranaguá (PR). Segundo a federação, na Bacia de Campo os trabalhadores também aderiram à paralisação em diversas plataformas.

Os petroleiros afirmam que o movimento é uma reação à política de preços dos combustíveis, de crítica à gestão na Petrobras e contra os valores cobrados no gás de cozinha e nos combustíveis. A paralisação dos petroleiros ocorre três dias depois de o presidente Michel Temer e equipe negociarem um acordo com os caminhoneiros. Por mais de uma semana, os caminhoneiros pararam o país, provocando desabastecimento nos postos de gasolina, supermercados e prejuízos à economia.

Na véspera, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, classificou como "política" a paralisação de 72h dos petroleiros. Para ele, o movimento não apresentou uma pauta reivindicatória. O executivo afirma, ainda, que houve um acordo, no ano passado, com vigência de 24 meses, incluindo reajuste salarial. O TST diz que o sindicato deve ser multado em R$ 500 mil por dia se não cumprir a sentença.

Outro destaque no noticiário da companhia é entrevista concedida pelo presidente Michel Temer à TV Brasil. O emedebista admitiu que o governo pode mexer na política de preços de combustíveis da Petrobras, para além do diesel acordado com movimentos de caminhoneiros. Segundo a agência de notícias Reuters, conversas nesse sentido já começaram entre o governo e a estatal. “A Petrobras se recuperou ao longo desses dois anos. Estava em uma situação economicamente desastrosa há muito tempo, mas nós não queremos alterar a política da Petrobras. Nós podemos reexaminá-la, mas com muito cuidado”, disse. A posição também pode mexer com os papéis da estatal na B3.

Também vale destacar que, em comunicado, a Petrobras reiterou que a redução do preço do diesel ocorreu em caráter emergencial com a greve dos caminhoneiros e para evitar impactos negativos na própria companhia. O texto veio em resposta a um ofício da B3, no qual a empresa é questionada em relação à primeira redução dos preços, anunciada há uma semana.

BR Distribuidora (BRDT3)
A companhia informou que nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste as operações em função dos protestos dos caminhoneiros e obstruções de vias já estão normalizadas, no entanto, em aeroportos secundários e nas regiões Sul e Sudeste, ainda há restrições à circulação que impedem o abastecimento pleno do mercado.

Frigoríficos
A Aurora retomou atividade em plantas de aves e suínos, enquanto a JBS (JBSS3) diz que está gradualmente retomando operações. A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) informou que suprimento de milho de produtores de frango está se normalizando. As companhias do setor estão entre as principais afetadas pela paralisação dos caminhoneiros por todo o país.

Eletropaulo (ELPL3)
O conselho de administração da companhia recomendou que os acionistas da empresa aceitem a oferta de aquisição feita pela italiana Enel em detrimento da oferta da Neoenergia, controlada pela espanhola Iberdrola. Segundo o documento, o colegiado entende que, na perspectiva da decisão de desinvestimento de curto prazo, "o preço da oferta de maior valor disponível nesta data, ou seja, a proposta de aquisição de R$ 32,20 por ação apresentada pela Enel, justifica uma recomendação favorável à sua aceitação (e, consequentemente, contrária à aceitação da proposta de aquisição de valor inferior, ou seja, no momento, a proposta de R$ 32,10 por ação formulada pela Neoenergia)". A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) manteve leilão de OPA (Ofertas Públicas de Aquisição) da Eletropaulo para segunda-feira e deu por encerrado o prazo para outro grupo intervir na oferta.

Sabesp (SBSP3)
A empresa aprovou a contratação de um financiamento de US$ 300 milhões junto ao BID para despoluir o rio Tietê.

Santander (SANB11)
O conselho de administração do Santander nomeou Valdemir Moreira de Lima para a função de ouvidor.

SLC Agrícola (SLCE3)
A companhia fechou contrato de arrendamento de área de 26.133 hectares entre municípios dos estados de Mato Grosso do Sul e Goiás.

(com Bloomberg, Agência Estado e Agência Brasil)

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