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Ibovespa avança 1,6% puxado por bancos, Petrobras e Vale; dólar sobe pelo 4º dia e vai a R$ 3,67

Índice sobe sustentado por blue chips e supera o patamar de 86 mil pontos

bolsa investidor trader
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Depois de uma abertura tímida, o Ibovespa ganhou força durante o pregão desta quarta-feira (16), fechando com forte alta mesmo em um dia em que os índices em Wall Street tiveram ganhos mais tímidos. Entre os destaques, Petrobras (PETR3), Vale (VALE3) e os bancos subiram forte, em dia de surpresa negativa com o IBC-Br e expectativa pela decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) após o fechamento.

O benchmark da bolsa brasileira fechou com alta de 1,65%, aos 86.536 pontos, com o volume financeiro atingindo R$ 11,901 bilhões. Enquanto isso, o dólar voltou a subir, mas distante da máxima atingida durante a tarde, em R$ 3,69, encerrando o pregão com alta de 0,48%, cotado a R$ 3,6784 na venda, mesmo após o Banco Central da Argentina conseguir renovar suas dívidas e o clima de menor aversão ao risco.

Em evento aguardado pelo mercado, o BC argentino teve sucesso em renovar os US$ 27 bilhões de dívidas que venceriam na última terça-feira (15) e ainda emitiu mais US$ 200 milhões de títulos de dívida, em um sinal comemorado pelo governo como um “voto de confiança” do mercado na economia do país. 

Se o governo não conseguisse rolar suas dívidas, era esperada uma saída elevada de dólares do país, piorando ainda mais a situação econômica argentina e gerando uma nova onda de valorização do dólar.

Enquanto isso, os juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 e 2021 fecharam praticamente estáveis, cotados 6,33% e 8,46%, respectivamente, na expectativa pela decisão do Copom. É amplamente esperado que o BC corte os juros para 6,25% ao ano, marcando assim o fim do ciclo de ajuste monetário.

Do lado econômico o mercado foi pego de surpresa com o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma espécie de prévia do PIB (Produto Interno Bruto) oficial, que saiu de um avanço de 0,09% para uma retração de 0,74% durante a passagem de fevereiro para março, na série com ajuste sazonal, segundo informou o BC.

O resultado ficou abaixo da expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg, que apontavam para queda de 0,30% no comparativo mensal da atividade econômica. Em base anual, o IBC-Br apontou retração de 0,66%, enquanto as projeções apontavam para um crescimento de 0,20%.

Com o resultado, o indicador do BC aponta para uma queda de 0,13% para a economia no primeiro trimestre quando comparado com o quarto trimestre de 2017. Os números oficiais do PIB do terceiro trimestre serão divulgados no dia 30 de maio.

Destaques do mercado

Do lado positivo, além das ações do setor financeiro, destaque para a recuperação dos papéis da Estácio depois da queda de 14% neste mês. Na ponta negativa, as ações da Eletrobras recuam em vista do resultado abaixo do esperado pelo mercado.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ESTC3 ESTACIO PARTON 28,70 +10,00 -11,74 316,46M
 VVAR11 VIAVAREJO UNT N2 27,11 +7,07 +10,92 99,72M
 MGLU3 MAGAZ LUIZA ON 112,21 +5,39 +40,26 234,22M
 BRKM5 BRASKEM PNA 50,00 +5,26 +21,66 126,68M
 USIM5 USIMINAS PNA 10,89 +4,91 +20,19 143,18M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 NATU3 NATURA ON 36,50 -3,41 +11,48 120,01M
 SUZB3 SUZANO PAPELON 44,49 -3,26 +139,19 192,53M
 BRFS3 BRF SA ON 23,36 -2,46 -36,17 113,20M
 ELET6 ELETROBRAS PNB 21,29 -2,16 -6,21 23,01M
 CIEL3 CIELO ON 17,52 -1,18 -24,22 114,60M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN N2 27,39 +2,24 1,75B 1,39B 59.990 
 VALE3 VALE ON 55,90 +2,29 1,16B 759,30M 36.744 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN 47,99 +1,74 400,27M 524,94M 17.629 
 PETR3 PETROBRAS ON N2 31,63 +2,33 347,52M 299,25M 22.881 
 ABEV3 AMBEV S/A ON 21,51 +0,23 329,07M 345,15M 20.247 
 ESTC3 ESTACIO PARTON 28,70 +10,00 316,46M 159,82M 30.553 
 BBAS3 BRASIL ON 34,47 +1,47 256,93M 331,19M 18.651 
 KROT3 KROTON ON 11,58 +3,12 252,39M 135,89M 24.125 
 BBDC4 BRADESCO PN 32,71 +1,62 248,39M 386,25M 15.822 
 MGLU3 MAGAZ LUIZA ON 112,21 +5,39 234,22M 174,36M 8.827 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
IBOVESPA

Decisão do Copom
O grande destaque da agenda econômica doméstica fica para após o fechamento do mercado, quando o Banco Central divulga a decisão do Copom, amplamente esperada com um novo corte de 25 pontos-base na Selic, para 6,25% ao ano. Porém, esta projeção começou a ganhar contestações após a recente disparada do dólar, o que leva alguns analistas a defender que a autoridade monetária não reduza os juros agora.

A trajetória comportada da inflação e os sinais de atividade mais fraca do que o esperado são os motivos que ainda devem levar o BC cortar a Selic na reunião do hoje. Contudo, o fortalecimento global do dólar, que levou a autoridade monetária aumentar os swaps cambiais, faz com que alguns analistas defendam a manutenção do juro em 6,50% ao ano. 

Em relatório enviado aos clientes, Alberto Ramos, economista-chefe do Goldman Sachs, não vê contradição entre corte da Selic e atuação com swaps se o objetivo do BC for apenas suavizar a volatilidade. Para Ramos, as pressões do câmbio e a instabilidade das Bolsas levarão o Copom a endurecer a linguagem, indicando que o ciclo de alívio chegou ao fim.

Ainda no âmbito doméstico, destaque para o resultado do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que saiu de um avanço de 0,09% para uma retração de 0,74% durante a passagem de fevereiro para março, na série com ajuste sazonal. O resultado ficou abaixo da expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg, que apontavam para queda de 0,30% no comparativo mensal da atividade econômica. Em base anual, o IBC-Br apontou retração de 0,66%, enquanto as projeções apontavam para um crescimento de 0,20%.

Notícias do dia

O noticiário eleitoral segue sendo destaque dos jornais. Segundo a coluna Painel, da Folha, com Geraldo Alckmin sob pressão e empacado nas pesquisas, auxiliares do tucano tentam convencê-lo a ampliar sua presença nas redes sociais e na imprensa, lançando novos produtos para canais de internet, como o YouTube, e aumentar o número de entrevistas a rádios. Os primeiros testes devem começar nesta semana.

Já o Estadão destaca que, beneficiados pelas duas últimas janelas de transferência partidária, o Podemos e o PP se uniram em uma ofensiva jurídica para que a distribuição do tempo de TV às legendas no horário eleitoral gratuito na campanha eleitoral não tenha como critério o tamanho das bancadas eleitas em 2014, como prevê a regra atual. 

Ainda ontem, o Plenário da Câmara dos Deputados encerrou sessão na qual se analisava requerimento para a votação, de uma só vez, dos destaques simples apresentados à medida provisória que permite à Pré-Sal Petróleo (PPSA) realizar diretamente a comercialização da parte de óleo devida à União na exploração de campos da bacia do pré-sal com base no regime de partilha.

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