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Small cap dispara 25% e Eletrobras cai 2% após balanço; Estácio salta 10% e mais destaques

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira (16)

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Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras registrou lucro líquido de R$ 56 milhões no primeiro trimestre, uma retração de 96% sobre o R$ 1,378 bilhão em igual período do ano passado. No critério gerencial, a queda foi de 22%, para R$ 429 milhões.

O dado gerencial exclui diversos fatores, como resultados da CELG D, receitas e despesas com construção, despesas com investigação independente, impairment, contratos onerosos, provisões para contingência, provisão para perdas em investimentos, provisões de ajuste a valor de mercado, entre outros fatores.

No período, as provisões de impairment foram de R$ 174 milhões. A provisão e despesas com Plano de Demissão Consensual (PDC) foi de R$ 272 milhões; as provisões para contingências somaram R$ 512 milhões; a reversão de provisões para contratos onerosos chegou a R$ 301 milhões. Já a provisão da taxa de fiscalização de recursos hídricos (Taxa Pará) foi de R$ 150 milhões, como destaca o informe de resultados da holding elétrica. 

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 1,244 bilhão, uma queda de 70%, enquanto o indicador gerencial recuou 41%, para R$ 880 milhões primeiro trimestre. A receita líquida teve um recuo de 3%, para R$ 8,593 bilhões, ao passo que no critério gerencial cresceu 6%, para R$ 7,064 bilhões.

O resultado financeiro líquido da Eletrobras foi uma despesa de R$ 7 milhões, bem menor que a despesa de R$ 1,099 bilhão anotada no primeiro trimestre de 2017.

Já o presidente Michel Temer assinou decreto qualificando a Eletrobras ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), e incluindo a empresa no Programa Nacional de Desestatização (PND).

O decreto diz ainda que a qualificação fica "condicionada a assinatura de contrato" que tenha por finalidade a realização dos estudos necessários à execução da privatização, assim como à aprovação do decreto pelo Congresso. O texto anterior, de 19 de abril, permite o início dos procedimentos de contratação dos estudos para realizar a operação, mas condicionava apenas à aprovação pelo Congresso Nacional do Projeto de Lei nº 9.463, que trata do modelo de venda do controle da Eletrobras, apresentado enviado pelo governo e que, atualmente, está sendo discutido na Câmara dos Deputados.

Eletropaulo (ELPL3)

A Eletropaulo registrou um prejuízo líquido de R$ 5,437 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo o lucro líquido reapresentado de R$ 12,925 milhões de igual intervalo do ano passado.

Segundo a empresa, a reversão do resultado líquido é explicada pela variação negativa do Ebitda ajustado pelo fundo de pensão no montante de R$ 16,8 milhões; pela variação negativa do resultado financeiro de R$ 8,5 milhões, principalmente impactado pela atualização do Acordo Eletrobras; pelas maiores despesas com depreciação e amortização no valor de R$ 9,9 milhões em função do maior nível de investimento da Companhia; e pelos menores impostos (IR/CSLL) em R$ 11,5 milhões.

A Eletropaulo informou que, desconsiderando os efeitos não recorrentes de PIS/Cofins e ressarcimentos de acordos bilaterais, registrados no primeiro trimestre de 2017, o resultado líquido ajustado da companhia totalizaria um prejuízo de R$ 34,2 milhões no período, o que representaria uma variação positiva de R$ 28,7 milhões para o primeiro trimestre deste ano.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 251,1 milhões no primeiro trimestre, queda de 4,4%. A margem Ebitda encerrou o período em 7,8%, uma retração de 1,4 ponto porcentual.

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A receita operacional líquida somou R$ 3,201 bilhões no primeiro trimestre, representando uma alta de 13% frente ao mesmo período do ano passado. O resultado financeiro líquido apresentou um desempenho negativo de R$ 117,2 milhões, ante gastos de R$ 108,7 milhões de um ano antes.

A companhia ainda aprovou a emissão de R$ 740 milhões em notas promissórias. Por fim, Britaldo Pedrosa Soares foi eleito presidente do conselho de administração. 

Cemig (CMIG4)

A Cemig teve lucro líquido de R$ 464,6 milhões no primeiro trimestre de 2018,  35,6 acima frente o resultado do mesmo período de 2017, com redução das despesas financeiras e de provisões operacionais.

O Ebitda foi de R$ 1,007 bilhão, queda de  8,47% na base de comparação anual, enquanto a receita com fornecimento bruto de energia teve baixa de 6,47%, passando de R$ 5,772 bilhões para R$ 5,398 bilhões. A receita com energia vendida a consumidores finais teve baixa de 7,6%, passando de R$ 5,12 bilhões para R$ 4,7 bilhões de reais.

Segundo a companhia de energia, a receita foi impactada negativamente pela queda de 10,66% nas tarifas médias aos consumidores da Cemig Distribuição e baixa de 0,50% no volume de energia vendida.

Contudo, houve alta das receitas com bandeiras tarifárias, a R$ 116,8 milhões no trimestre, ante R$ 29,26 milhões  nos três primeiros meses do ano passado. "Essa variação decorre, principalmente, do baixo do nível dos reservatórios, com acionamento da bandeira vermelha em dezembro de 2017 com reflexos em janeiro de 2018, o que levou a maior cobrança, em 2018, de encargos adicionais relacionados às bandeiras", disse a Cemig.

As despesas financeiras líquidas da Cemig caíram quase 60% na base anual, a R$ 157,8 milhões. 

A elétrica mineira ainda informou ter recebido uma oferta da transmissora de energia Taesa por sua fatia de 51% na empresa de transmissão Centroeste e que planeja divulgar até 31 de maio o edital de um leilão para a venda de seus ativos em telecomunicações. Segundo dois fatos relevantes da companhia nesta quarta-feira, a venda dos ativos que antes pertenciam à Cemig Telecom, recentemente incorporada pela companhia, acontece no contexto do Plano de Desinvestimentos da empresa, enquanto a Taesa fez uma proposta não vinculante pela Centroeste. A Cemig não citou o valor do negócio.

Cesp (CESP6

O edital com as regras e preço do leilão de privatização da Cesp deve ser publicado em duas ou três semanas, após decisão da Aneel sobre a renovação da concessão da usina hidrelétrica Porto Primavera, afirmou Laurence Casagrande Lourenço, CEO da Cesp, em teleconferência com analistas.

O processo de privatização da empresa está travado por decisão judicial liminar de 27 de abril, que exigiu a realização de uma audiência pública presencial sobre a decisão de renovação do contrato da usina hidrelétrica.

Copel (CPLE6)

A Copel registrou lucro líquido atribuível aos sócios controladores de R$ 339,6 milhões no primeiro trimestre de 2018, 18,6% menor na comparação com os R$ 417,3 milhões registrados no mesmo período de 2017.

A receita operacional líquida foi de R$ 3,348 bilhões, alta de 1,6% frente os R$ 3,297 bilhões na mesma base de comparação. O Ebitda foi para R$ 767,8 milhões no trimestre, queda de 23,7% ante os R$ 1,006 bilhão no mesmo período de 2017, enquanto a margem Ebitda caiu de 30,5% para 22,9%. 

Forjas Taurus (FJTA4)

A small cap Forjas Taurus, fabricante de armas, capacetes e acessórios, lucrou R$ 1,2 milhão no primeiro trimestre de 2018, revertendo o prejuízo de R$ 6,5 milhões na base de comparação anual. Com isso, a ação PN da companhia chegou a subir 12,5% na máxima do dia. 

A receita líquida teve alta de 19,9%, para R$ 231 milhões, impulsionada pelo mercado interno, que teve forte alta 111,5%, para R$ 55,2 milhões. O destaque, ficou para o crescimento de 65,1% das vendas de armas na comparação anual, principalmente para policiais em geral, magistrados e CAC’s (caçadores, atiradores e colecionadores).  Houve também alta das exportações, que subiram quase nove vezes, enquanto a receita no exterior teve alta de 5,5%, para R$ 175,8 milhões.

O Ebitda total da Forjas Taurus foi seis vezes superior a igual intervalo de 2017, a R$ 37,2 milhões, enquanto a margem Ebitda foi de 3,2% para 16,1%. As despesas operacionais tiveram baixa de 6,7%, para R$ 50,5 milhões. As perdas financeiras líquidas foram de R$ 26,2 milhões, 254% acima dos R$ 7,4 milhões do ano passado. A dívida líquida totalizou R$ 678 milhões em março de 2018, 0,7% acima ante março de 2017.

Log-in (LOGN3)

Em meio ao processo de reestruturação organizacional, a Log-in tem se desfeito de ativos para melhorar sua estrutura de capital e a sua receita líquida voltou a crescer, com alta de 23,7%, em meio à recuperação de volume em alguns nichos de atuação da empresa. 

O Ebitda passou de negativo no primeiro trimestre do ano passado para R$ 26,2 milhões positivos, enquanto a companhia passou de prejuízo líquido para lucro de R$ 41 milhões. 

"Acreditamos que os resultados mais nítidos da reestruturação da companhia poderão favorecer os ativos em bolsa no curto prazo", apontou a Coinvalores. .

Trisul (TRIS3)

O lucro líquido da Trisul teve alta de 5,8 vezes no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, indo para R$ 12,891 milhões.

Já a receita líquida subiu 25%, totalizando R$ 120,988 milhões. A margem bruta passou de 22,5%, no primeiro trimestre de 2017, para 31% de janeiro a abril deste ano.

Helbor (HBOR3)

A Helbor teve um prejuízo líquido 39,3% na base de comparação anual, para R$ 67,847 milhões, enquanto a receita líquida teve baixa de 57,4%, para R$ 80,517 milhões.

A margem bruta foi negativa em 16%, uma forte piora ante o também negativo número de 1,6% do primeiro trimestre de 2017. 

Itaú Unibanco (ITUB4)

O Itaú Unibanco espera distribuir 60% do lucro em dividendos em 2018, afirmou o diretor financeiro Caio David a repórteres em Nova York. Ele ainda afirmou que o banco não pretende emitir mais bônus perpétuos neste ano.

O Itaú distribuiu cerca de 70% dos lucros de 2017 como dividendos, após remover no ano passado um teto de 45%. O executivo ainda disso não ver grande impacto do enfraquecimento do real no Itaú, já que o banco tem estratégia de hedge para investimentos no exterior. 

David espera que o PIB brasileiro cresça 2% este ano; para ele, o próximo presidente precisaria implementar reformas fiscais para amparar uma expansão acima de 2%.

Petrobras (PETR3;PETR4)

Ajudado pela leve alta do petróleo nesta sessão, com o WTI e o brent avançando cerca de 0,3%, a sessão voltou a ser de fortes ganhos para a Petrobras, com os ativos PETR4 chegando a dez sessões de valorização.

A commodity reduziu as perdas após a divulgação dos estoques de petróleo nos EUA, que diminuíram em 1,4 milhão de barris na semana terminada em 11 de maio, em relação a anterior, para 432,4 milhões de barris. A queda registrada no relatório do Departamento de Energia foi mais acentuada do que aquela prevista por alguns analistas, da ordem de 400 mil barris.

Vale ressaltar que o Plenário da Câmara dos Deputados encerrou na noite de ontem a sessão na qual se analisava requerimento para a votação, de uma só vez, dos destaques simples apresentados à medida provisória que permite à Pré-Sal Petróleo (PPSA) realizar diretamente a comercialização da parte de óleo devida à União na exploração de campos da bacia do pré-sal com base no regime de partilha. Deputados continuarão a votar a matéria em sessão a partir da manhã desta quarta-feira, segundo a Câmara Notícias.

A obstrução de partidos contrários ao governo levou a sessão do plenário até o início da madrugada desta quarta-feira e adiou a análise da MP. A novidade no projeto de lei de conversão do senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE) é que a União poderá, nos futuros leilões, optar por receber o valor em pecúnia equivalente à quantidade em óleo que lhe cabe. No caso dos contratos em andamento, o Ministério de Minas e Energia poderá propor um aditivo com a mudança.

Em ambas as situações, o preço do barril do petróleo será o preço de referência estabelecido pela ANP para a data de produção; no caso do gás, o preço poderá ser diferente se for comprovada vantagem. Antes da MP, a lei de criação da PPSA permitia apenas a contratação de agentes de comercialização para vender o petróleo da União, segundo a Câmara Notícias. 

Estácio (ESTC3)

Segundo a coluna do Broad, do jornal O Estado de S. Paulo, o Opportunity, de Daniel Dantas, já diminuiu pela metade sua participação no capital da rede de faculdades Estácio. A fatia do fundo, que já esteve entre os sete maiores acionistas da companhia, chegou a 1,3% após as vendas dos papéis em Bolsa nos últimos dias. O movimento é semelhante ao do Fidelity, que tinha 5% da companhia e deixou o capital da empresa esta semana.

Ambev (ABEV3)

O conselho de administração da Ambev aprovou a substituição do atual diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Ricardo Rittes, por Fernando Mommensohn Tennenbaum. Ele assume a posição na companhia em 1º de julho, com mandato até o dia 1º de julho de 2021.

Além disso, foi anunciada a renúncia de Álvaro Antônio Cardoso de Souza como membro do conselho de administração. Em seu lugar assumiu o suplente Nelson José Jamel, com mandato até a Assembleia Geral Ordinária (AGO) de 2020.

O colegiado da Ambev aprovou também o pagamento de dividendos extraordinários no valor de R$ 0,16 por ação ON da companhia, que será realizado com base na posição acionária do dia 15 de junho. A partir do dia 18 de junho, os papéis passam a ser negociados ex-dividendos. O crédito aos acionistas será efetuado a partir do dia 30 de julho. 

Outra operação aprovada pela fabricante de bebidas foi o fechamento de contratos de troca de resultados de fluxos financeiros futuros com liquidação financeira, ou equity swap. Os contratos serão baseados nas ações ou American Depositary Receipts (ADRs) da Ambev, com exposição de até 80 milhões de ações ON, e valor limite de R$ 1,8 bilhão. Os contratos serão feitos com instituições financeiras que ainda serão escolhidas.

Arezzo (ARZZ3)

A Arezzo contratou Wayne Kulkin como executivo de operações internacionais. O principal desafio de Kulkin "será promover o crescimento sustentável da operação norte-americana, por meio do desenvolvimento, em um primeiro momento, das marcas Schutz e Alexandre Birman", diz a companhia em comunicado ao mercado.

Brasil Pharma (BPHA3)

A Drogaria Mais Econômica, dona de 35 farmácias no sul do País, tenta fazer com que a Justiça reconheça novas dívidas da Brasil Pharma, rede de drogarias da qual já fez parte. O pedido pode complicar a já difícil situação da empresa, que foi criada pelos sócios do BTG para se tornar a maior do País, mas encontra-se em recuperação judicial, com dívida de R$ 1,2 bilhão.

A Mais Econômica, que desde 2015 é controlada pela Verti Capital, acusa a BR Pharma e o BTG de fraudes no balanço, que esconderam seu real passivo trabalhista. No pedido feito na recuperação judicial da BR Pharma, ela sustenta que já há casos em que a Justiça do Trabalho reconheceu a responsabilidade de seus antigos donos sobre essas dívidas. “Isso servirá para alertar que o passivo da BR Pharma é maior do que o informado”, diz o advogado Marcio Louzada Carpena, que representa a Mais Econômica no caso.

Além de informar sobre essas dívidas, a Mais Econômica pede que o administrador judicial da recuperação, a consultoria Deloitte, se manifeste sobre “práticas e procedimentos contábeis e manifestas adulterações da realidade econômico-financeira de empresas controladas da Brasil Pharma”, como relatado em ação movida contra sua antiga controladora e o BTG. 

De acordo com um executivo ligado à Brasil Pharma, os pedidos da Mais Econômica vêm em mau momento. Mesmo que esses créditos não sejam reconhecidos agora no processo, o pedido deixa investidores e credores receosos e traz dano à imagem da BR Pharma e do BTG. Pedidos de esclarecimentos foram feitos à companhia na última terça-feira, 15.

Há receio, por exemplo, de que, diante do movimento da Mais Econômica, outros pleitos de indenização possam surgir. A Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, que colocou quase R$ 300 milhões na empresa e chegou a deter 10% da BR Pharma, diz que o investimento é alvo de comissão interna para averiguar eventuais irregularidades. No BTG, a avaliação é que os processos não vão prosperar. O argumento é que empresa sempre foi auditada, fazia parte do Novo Mercado e não há problemas no balanço.

O destino da BR Pharma segue incerto. Em seu plano recuperação, pede desconto de até 95% na dívida, quase toda nas mãos do BTG. Mas há avaliação de que um novo aporte é necessário para que sobreviva. Procurados, a BR Pharma não retornou e o BTG não quis comentar. 

Marfrig (MRFG3)

A Marfrig teve a recomendação elevada para ’outperform’ pelo BB Investimentos

JBS (JBSS3)

A JBS teve a sua nota elevada de B para B+ pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, com perspectiva positiva. Segundo a agência, os bons resultados obtidos pela empresa no refinanciamento de suas dívidas de curto prazo são o principal fator para a elevação da nota. Isso porque o sucesso nessa operação permitiu maior liquidez aos negócios da companhia de carnes. 

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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