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Otimismo toma conta dos mercados e Ibovespa sobe mais de 1%; dólar perde força e zera os ganhos

Bolsas internacionais sobem com queda dos Treasuries e manutenção da política monetária expansionista pelo BCE

SÃO PAULO - O Ibovespa subia 1,48%, aos 86.300 pontos, às 15h57 (horário de Brasília) desta quinta-feira (26), recuperando-se das duas quedas seguidas e acompanhando o bom humor das bolsas internacionais diante do alívio dado pelos Treasuries norte-americanos de 10 anos. Enquanto isso, o dólar perdeu força e zerou seus ganhos nesta tarde, esbarrando na faixa de R$ 3,50.

Ao longo da semana, os mercados recuaram em vista da escalada dos títulos, com a fuga dos investidores de ativos de maior risco em vista da maior probabilidade do Fed elevar os juros. Assim, com o alívio desta quinta-feira, com os Treasuries deixando para trás a faixa de 3%, gera um otimismo pelas bolsas internacionais, com Dow Jones e S&P 500 subindo 1,25% e 1,32%.

Na Europa, o dia também foi de ganhos, com FTSE 100 e Dax subindo 0,63% e 0,57%, respectivamente, após o BCE (Banco Central Europeu) afirmar que manterá além de setembro sua política monetária expansionista, enquanto o mercado dava como certo uma redução dos estímulos a partir da data. Em seu discurso, o presidente do BC, Mario Draghi, afirmou que a economia do bloco está crescendo moderadamente, afastando o risco de um aumento da inflação.

Destaques do mercado

Do lado positivo, além de Petrobras (PETR4), que guia o movimento de alta do Ibovespa, destaque para as ações da Multiplan, que sobem forte em vista do resultado acima do esperado pelo mercado no primeiro trimestre. Enquanto isso, os papéis da Estácio recuam em vista do resultado que foi gerou uma confusão entre os analistas (veja mais aqui). 

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ENBR3 ENERGIAS BR ON 13,81 +4,07 +2,34 17,22M
 WEGE3 WEG ON EB 17,76 +3,86 -3,68 55,66M
 CPLE6 COPEL PNB 26,22 +3,64 +5,09 14,26M
 MULT3 MULTIPLAN ON N2 67,10 +3,63 -5,36 112,63M
 PETR4 PETROBRAS PN 22,41 +3,13 +39,19 926,22M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ESTC3 ESTACIO PARTON ED 33,61 -6,40 +3,36 350,95M
 VVAR11 VIAVAREJO UNT N2 30,04 -5,09 +22,76 84,96M
 HYPE3 HYPERA ON 31,51 -3,90 -9,66 87,09M
 QUAL3 QUALICORP ON 23,92 -2,33 -22,84 65,51M
 KROT3 KROTON ON 13,72 -2,07 -24,96 101,09M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Delação de Palocci

O ex-ministro Antonio Palocci decidiu fechar acordo de delação premiada com a PF (Polícia Federal), segundo informações do jornal O Globo desta quinta-feira (26). De acordo com a reportagem, o ex-ministro revelou que levava pessoalmente pacotes com dinheiro originados de propina para o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, como parte do esquema de corrupção da Odebrecht.

Preso desde setembro de 2016, o ex-ministro da Fazenda no governo Lula e da Casa Civil na gestão de Dilma Rousseff, já havia tentado negociar uma colaboração premiada com a PF, mas não obteve sucesso. Porém, com as novas provas apresentadas, a delação avançou com rapidez e, inclusive, os investigadores já teriam até mesmo concluído a fase de depoimentos, aponta a reportagem.

Enquanto isso, após as citações da Odebrecht sobre Lula saírem das mãos do juiz Sérgio Moro por decisão da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), a defesa de Lula quer que inquéritos do petista também saiam das mãos de Moro, informa a coluna Painel, da Folha de S. Paulo. O Estadão também destaca que a defesa de Lula se animou e volta à carga para caso triplex, argumentando que o caso não tem ligação com Petrobras. 

As movimentações eleitorais também chamam a atenção. Ao Estadão, o ex-ministro do Supremo e possível presidenciável pelo PSB Joaquim Barbosa afirmou que  não é a favor de posições ultraliberais. “Não sou favorável a posições ultraliberais num país social e estruturalmente tão frágil e desequilibrado como o Brasil, com desigualdades profundas e historicamente enraizadas”, afirmou Barbosa. O mesmo jornal aponta que Michel Temer e Geraldo Alckmin negociam aliança para unificar centro, com chapa Alckmin- Henrique Meirelles. 

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