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Disputa faz Eletropaulo saltar 24%; Vale e bancos sobem até 3% e só 3 ações do Ibovespa caem mais de 1%

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (17)

Eletropaulo
(Reprodução/Facebook)

SÃO PAULO - Após uma segunda-feira bastante negativa para o Ibovespa com o mercado repercutindo o Datafolha, a sessão desta terça-feira (17) foi de recuperação, acompanhando o movimentando positivo de Wall Street e com a alta da Vale e das siderúrgicas, enquanto apenas 3 ações do Ibovespa tiveram queda de mais de 1%.

Após seguidas quedas de olho no noticiário político, as ações de bancos voltaram a subir, caso de Banco do Brasil (BBAS3), Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), com alta de mais de 2%.   Fora do índice, a Eletropaulo é o grande destaque, com ganhos acima de 24%. Confira os destaques:

 

Eletropaulo (ELPL3)

A Eletropaulo disparou na bolsa em meio à disputa pelo controle da companhia. Após a Neoenergia oferecer um preço de R$ 25,51 por ação pela empresa, a Enel passou a oferecer R$ 28 por ação pela companhia ao lançar oferta pública voluntária concorrente para aquisição de até a totalidade das ações ELPL3, ante R$ 19 da proposta passada. 

A oferta pública voluntária de ações (OPA) apresentada nesta terça-feira pela Enel para comprar o controle da Eletropaulo prevê, além da aquisição de até a totalidade das ações de emissão da distribuidora, a realização de um aporte de capital de pelo menos R$ 1 bilhão.  

Com isso, a Enel poderá desembolsar um total de R$ 5,68 bilhões com a Eletropaulo, valor que inclui o pagamento pela totalidade das ações da distribuidora, ao preço unitário de R$ 28, mais o aporte.

Ontem, a companhia anunciou uma oferta restrita de ações e um acordo de investimento com a Neoenergia, do grupo Iberdrola. A oferta primária com a emissão de 58,9 milhões de novas ações, pode ser aumentada em 15% em lote suplementar. A coordenação da “Oferta Eletropaulo” é do Banco Itaú BBA (líder) com Bradesco BBI e JPMorgan, e o preço indicativo é de R$ 22, que foi o do fechamento na B3 nesta segunda-feira, 16, de modo que a oferta pode alcançar (com base na cotação de ontem e considerando o lote suplementar), R$ 1,49 bilhão.

Além disso, a Neoenergia firmou um compromisso de realizar um investimento na Eletropaulo, com a subscrição de ações na oferta ao preço de R$ 25,51. A Neoenergia não participará do bookbuilding, que é o processo de formação de preço. Mas se o preço ofertado for de R$ 25,51, a Neoenergia se compromete a alocar 80% do total, exceto a fatia que venha a ser adquirida por direito de prioridade pelos acionistas da Eletropaulo. 

A Neoenergia também se comprometeu a realizar uma oferta concorrente, de aquisição de controle (OPA), inicialmente pelo preço ofertado e então aumentado para equiparar a qualquer preço ofertado que venha a ser pago pela Neoenergia para subscrição de ações na “Oferta Eletropaulo”.

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Eletrobras (ELET6)

Após reunião com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que o governo mantém a disposição em editar um decreto ou "outro dispositivo" sobre a desestatização da Eletrobras. Sem dar detalhes sobre o texto, Marun disse que o objetivo é dar continuidade aos estudos para capitalização da empresa.

"O decreto deixará claro que a capitalização só irá ocorrer após autorização pelo parlamento, mas acreditamos ser necessário para a continuidade das análises e estudos. Não vamos ultrapassar o Congresso", afirmou o ministro. Ele não deu um prazo para a publicação desse texto. Na semana passada, o governo chegou a anunciar que um decreto seria editado pelo presidente Michel Temer, mas a medida acabou não saindo. "Estamos atentos e dedicados à questão da Eletrobras. A capitalização da Eletrobras é necessária, mas faremos com o apoio do Congresso", continuou o ministro.

Questionado se haveria a necessidade de mudar a composição da comissão especial na Câmara que analisa o projeto de lei da privatização da empresa, Marun disse acreditar que isso não será necessário e enfatizou que esse tema não foi tratado na reunião com Guardia.

"Conversamos sobre as questões técnicas", concluiu o ministro, que adiantou que amanhã ao Tribunal de Contas da União (TCU) conversar sobre a privatização das distribuidoras que são controladas pela Eletrobras e que devem ir a leilão antes da capitalização da empresa.

Por outro lado, o governo terá que adiar o leilão das seis distribuidoras da Eletrobas, que estava agendado para 21 de maio. A medida é necessária porque o Tribunal de Contas da União (TCU) ainda não concluiu a análise do edital. Segundo o ministro do tribunal José Múcio, isso só deve ocorrer dentro de um mês.

BRF (BRFS3)

As ações da BRF chegaram a cair mais de 3%, após o ministro da Agricultura confirmar que as plantas da BRF e de outras companhias serão descredenciadas da União Europeia. "Conversamos com comissário de saúde da UE, mas não obtivemos sucesso na nossa empreitada", disse o ministro, que apontou que a expectativa é que todas as plantas da BRF habilitadas para exportar para a região sejam suspensas. 

"A UE tem utilizado barreiras sanitárias sem fundamentação técnica; dificulta acesso do produto brasileiro ao mercado europeu. Se for por ética, várias empresas europeias cometeram delito e o Brasil não proibiu ninguém", destacou o ministro, em tom crítico à decisão da União Europeia. Segundo o ministro, a BRF fala em demitir 15 mil funcionários. 

Mais cedo, o Valor apontou que o governo brasileiro já tinha dado como certo um embargo definitivo da UE a ao menos 15 plantas de carne de frango da BRF. As unidades de outros frigoríficos de frango e cooperativas da região Sul também devem ser impedidas. Doze plantas da BRF que já tiveram exportações suspensas preventivamente pelo Ministério da Agricultura devem ser embargadas; localização das outras 3 fábricas ainda não é conhecida. A BRF não comentou ao Valor.

Contudo, as ações amenizaram as perdas e chegaram a ter leves ganhos. Em teleconferência, o membro do Conselho da BRF Luiz Fernando Furlan afirmou que a disputa de blocos da BRF precisa terminar na assembleia do próximo dia 19. 

Vale (VALE3

Digerindo os dados do PIB da China, que cresceu 6,8% na base anual no primeiro trimestre em meio ao forte nível de consumo e salto nos investimentos, além do noticiário do setor (veja mais abaixo), as ações de Vale e siderúrgicas registram ganhos. Em Dalian, o minério de ferro registra leves ganhos, de 0,34%. 

"O mercado ainda se recupera e a China dá uma estimulada na Vale. A Vale hoje teve uma alta boa, acompanhada pelo setor de siderurgia. Todo mundo ainda está com o pé atrás quanto ao Brasil, não houve melhora de fundamento e incerteza com eleição permanece. Com balanços, começamos a ver os fundamentos econômicos das companhias, ficando um pouco de lado o fator político, ao menos momentaneamente”, diz Ari Santos, gerente da mesa Bovespa da H.Commcor. Além de Vale, Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3) tiveram fortes ganhos. 

 

Usiminas (USIM5)

A Usiminas informou o retorno operacional de alto forno número 1 de Ipatinga. Segundo a empresa a retomada das operações importará em um aumento da capacidade de produção atual da companhia, “reduzindo a sua exposição à compra de placas de terceiros”, segundo comunicado da Usiminas.

O alto forno nº 1 de Ipatinga havia sido temporariamente paralisado em junho/2015 como medida “para adequar sua produção à queda da demanda por aços planos no mercado brasileiro” .

CSN (CSNA3)

De acordo com o Estadão, a CSN pode vender usina para a Steel Dynamics por US$ 250 milhões. A siderúrgica está em negociações adiantadas para venda de sua unidade americana, localizada em Terre Haute, Indiana; a Steel Dynamics está em fase de auditoria. A CSN disse ao jornal que não comenta rumores de mercado e a Steel Dynamics não retornou pedido de entrevista feito pela publicação. 

Ultrapar (UGPA3)

As ações da Ultrapar têm novo dia de queda; o Citi reduziu o preço-alvo dos papéis a R$ 71, mas mantendo recomendação neutra mesmo após o selloff, com a expectativa por fracos resultados no primeiro trimestre de 2018. 

Embraer (EMBR3)

O Brasil conseguiu uma vitória na OMC (Organização Mundial do Comércio) contra a canadense Bombardier, principal concorrente da Embraer no segmento de jatos comerciais. A OMC deu aval para que o Brasil continue questionando o Canadá por alegação de subsídios ilegais à Bombardier. O Brasil pediu abertura de painel em novembro de 2017, apontando que a Bombardier recebeu mais de US$ 2,5 bilhões de subsídios ilegais. 

EzTec (EZTC3)

A EZTec lançou um empreendimento no primeiro trimestre de 2018, com VGV de R$ 105,5 milhões, informou a companhia em prévia operacional. A companhia suspendeu o projeto que estava previsto para ser o segundo do ano, com VGV de R$ 100 milhões devido à liminar. A EZTec segue, contudo, com a meta de lançar de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão neste ano. A empresa teve vendas líquidas de R$ 121 milhões no trimestre, o triplo do mesmo período de 2017. Foi o melhor desempenho em onze trimestres sem considerar a venda da torre A do EZTowers no terceiro trimestre do ano passado.

Conforme destaca em relatório a Rico Investimentos, a EzTec vem reforçando o seu posicionamento como produtor premium, o que tem impacto positivo em suas margens. 

Kroton (KROT3)

A Kroton está negociando a aquisição da espanhola Santillana Brasil, dona da editora de livros didáticos Moderna e de outros ativos ligados à educação básica. A intenção, segundo o Valor, é que os ativos da Santillana no país façam parte da recém-criada holding Saber, que já tem sob seu guarda-chuva o colégio Leonardo da Vinci, de Vitória (ES), cuja compra foi anunciada na semana passada, e o sistema de ensino Pitágoras. 

BR Properties (BRPR3)

A BR Properties vendeu a totalidade do imóvel comercial "Edifício Celebration" ao fundo de investimentos imobiliários RBR Properties, por R$ 57 milhões. De acordo com a companhia, desse valor, "R$ 11,4 milhões foram pagos nesta data, e o restante será pago na forma da escritura de venda e compra". A BR Properties informou que a venda faz parte da estratégia de reciclar parte de seu portfólio, vendendo imóveis que já possam ter alcançado sua maturidade.

Cesp (CESP6)

Sendo definida a outorga que será cobrada pela União para a renovação da concessão da hidrelétrica de Porto Primavera, o governo do Estado de São Paulo está fazendo os últimos ajustes na modelagem da privatização da Cesp, destaca o Valor Econômico. O edital da operação, com o novo preço por ação, deve sair em meados de maio, disse o jornal.

O governo paulista ainda precisa decidir se vai compartilhar potenciais riscos e ganhos com o futuro controlador da Cesp, o que reduziria o risco do ativo e fomentaria maior competição pela companhia. Para isso, é necessário consultar órgãos de controle, como Tribunal de Contas do Estado (TCE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) de São Paulo. Segundo o jornal, o interesse do mercado ficou "mais quente" recentemente, especialmente depois da definição da outorga que será cobrada pela extensão da concessão de Porto Primavera por 20 anos adicionais, de R$ 1,098 bilhão. Pelo contrato atual, a concessão vence em 2028. "Vemos quatro grupos gastando bastante tempo com o projeto", disse a fonte.

Segundo o jornal, há um entendimento no governo de que o preço por ação da companhia, fixado em R$ 16,80 na tentativa de privatização do ano passado, vai precisar sofrer uma redução para garantir a atratividade do leilão. 

Já nesta tarde, a Reuters informou que Laurence Casagrande será o novo CEO da companhia. 

Petrobras (PETR4)

As ações da Petrobras subiram forte após três sessões de queda, em um movimento de recuperação. Nesta sessão, o petróleo teve leves ganhos, com alta de 0,38% para o WTI e de 0,15% para o brent. 

Marcopolo (POMO4)

A Marcopolo teve a recomendação rebaixada para ’reduzir’ pelo HSBC, com preço-alvo de R$ 3,10.

Azul (AZUL4)

A Amazon está em negociações com a Azul sobre o envio de mercadorias no Brasil, diz a Reuters, citando duas pessoas não identificadas com conhecimento do assunto. Não está claro em que estágio estão as conversas, ou se Amazon contatou rivais da Azul. As companhias aéreas concorrentes, Latam Airlines e Gol não responderam imediatamente a pedido da Reuters para comentar. A Amazon disse à Reuters que não comenta “rumores ou especulações”. Os representantes da Azul se recusaram a comentar à Reuters.

Light (LIGT3)

Três fontes com conhecimento no assunto informaram a Bloomberg que a companhia fará um roadshow com investidores entre os dias 18 e 24 de abril na Europa e nos Estados Unidos. Segundo eles, Banco do Brasil Securities, Citi, Santander, Bradesco e Itaú são os bancos que participam da organização das reuniões com os investidores, segundo as pessoas.

Minerva (BEEF3)

A companhia informou o cancelamento do plano de oferta de bonds e compra antecipada dos títulos, em função das atuais condições do mercado de capitais internacional. Em março, o conselho da Minerva havia aprovado emissão de até US$ 500 milhões de títulos perpétuos da Minerva Luxembourg com juros de até 7,5%/8% e recompra antecipada de títulos com juros de 8,75%.

CCR (CCRO3)

A companhia comunicou o mercado que, a partir de 30 de abril, iniciará o pagamento de dividendos mínimos obrigatórios e complementares referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2017. Os proventos somam R$ 400 milhões, o que equivale a R$ 0,198019801980 por ação ordinária. Terão direito aos recursos os titulares das ações até o fechamento do pregão desta segunda-feira.

Copasa (CSMG3)

A empresa comunicou que, por motivos pessoais, Luiz Gustavo Braz Lage, diretor financeiro e de relações com investidores, solicitou o seu desligamento da companhia, a partir de 17 de abril, e será substituído por Frederico Lourenço Ferreira Delfino, diretor de operação sul, que acumulará, interinamente, as funções do substituído. "A substituição perdurará até o provimento definitivo do cargo a ser decidido na primeira reunião do Conselho de Administração que se realizar, atuando o substituto então eleito até o término do mandato original", informou a companhia.

Carrefour (CRFB3)

A agência de classificação de risco Standard & Poor's atribuiu rating de crédito corporativo ‘brAAA’, em escala nacional, à companhia, com perspectiva estável. Segundo os analistas da instituição, o rating do Grupo Carrefour Brasil reflete uma expectativa de persistência da sólida posição de mercado no varejo alimentar brasileiro, simultaneamente a uma rentabilidade crescente e baixo endividamento. "Por outro lado, a empresa apresenta menor escala e pouca diversificação geográfica quando comparadas às dos grandes players (participantes) internacionais", ponderaram.

RD (RADL3)

A companhia anunciou que concluiu a realização de sua segunda emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em nove séries, e total de 40 mil papéis, com valor nominal unitário de R$ 10 mil e total de R$ 400 milhões.

Raízen Energia

O conselho da empresa aprovou, em reunião realizada em 9 de abril, o pagamento antecipado de até R$ 350 milhões ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e agentes financeiros. Também foi aprovada a contratação de célula de crédito bancário com o Bradesco de até R$ 350 milhões, com prazo de 2 anos e juros de 6,05% ao ano.

Banrisul (BRSR6)

O banco informou alterações na diretoria executiva, em função de distribuição de responsabilidades entre seus membros. O atual diretor de planejamento e atendimento, Júlio Francisco Grgory Brunet, exercerá cumulativamente o cargo de diretor de relações com investidores, no lugar de Ricardo Richiniti Hingel, que assumirá o cargo de diretor de administração de recursos de terceiros.

Biosev (BSEV3)

Na Biosev, Gustavo Lopes Theodozio é eleito novo diretor financeiro.

(com Agência Estado e Bloomberg)

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