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Ibovespa Futuro sobe e recupera-se após recuar mais de 3 mil pontos em 3 pregões

Bom humor das bolsas internacionais também impulsiona o mercado nesta manhã

trader na Bolsa de Frankfurt
(Lisi Niesner/Reuters)

SÃO PAULO - Os contratos futuros do Ibovespa com vencimento em junho subiam 0,60%, aos 83.130 pontos, às 9h16 (horário de Brasília) desta terça-feira (17), em um movimento de recuperação depois de recuarem 3.220 pontos nos últimos 3 pregões e acompanhando também o bom humor das bolsas internacionais. Por aqui, os investidores aguardam por mais uma pesquisa eleitoral, ainda digerindo o resultado do Datafolha publicado no final de semana.

Os contratos futuros do Dow Jones e S&P 500 sobem 0,80% e 0,50%, respectivamente, refletindo o otimismo com a temporada de resultados. Antes da abertura, serão divulgados os resultados do Goldman Sachs e J&J (Johnson & Johnson), ao passo que os números da IBM serão revelados após o fechamento do mercado.

Em meio ao clima de recuperação das bolsas, o dólar futuro com vencimento em maio registrava desvalorização de 0,10%, aos R$ 3,420, ao mesmo tempo em que os juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 e 2021 operavam praticamente estáveis, cotados a 6,22% e 7,93%, respectivamente.

Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça, digerindo os resultados da economia chinesa. O PIB (Produto Interno Bruto) chinês teve expansão anual de 6,8% no primeiro trimestre, dentro do esperado igualando o resultado de 2017. As vendas no varejo da China subiram mais do que o esperado em março, mas o avanço da produção industrial ficou aquém das expectativas. Ainda que favoráveis, os últimos números macroeconômicos da China abrem o caminho para que a segunda maior economia do mundo aperte sua política monetária.

Do lados das commodities, o petróleo se recupera da forte queda registrada na segunda-feira, enquanto os contratos futuros de minério de ferro negociados na China recuaram em vista do resultado abaixo do esperado da indústria.

Às 9h16 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,80%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,50%

*DAX (Alemanha) +0,87%

*FTSE (Reino Unido) +0,22%

*CAC-40 (França) +0,45%

*FTSE MIB (Itália) +0,22%

*Nikkei (Japão) +0,06% (fechado)

*Shangai (China) -1,39% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) -0,83% (fechado)

*Petróleo WTI +0,13%, a US$ 66,30 o barril

*Petróleo brent +0,07%, a US$ 71,47 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -1,57%, a 439 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin +1,11%, R$ 27.810 (confira a cotação da moeda em tempo real)

Nova pesquisa eleitoral

Depois da repercussão da última pesquisa Datafolha, que trouxe um cenário de indefinição para a corrida eleitoral e o candidato reformista Geraldo Alckmin "patinando", enquanto Marina Silva e Joaquim Barbosa apareciam como destaques (Jair Bolsonaro , por sua vez, aparece como um dos líderes, empatado tecnicamente com Marina sem Lula no páreo), o Vox Populi deve publicar nesta terça-feira pesquisa de intenção de voto encomendada pelo PT.

Sobre os pré-candidatos, Marina Silva afirmou em entrevista ao O Globo que não precisa reinventar a roda para fazer um plano de governo eficiente. Ela fala em recuperar os fundamentos da política macroeconômica do Plano Real e aprofundar a inclusão social, indo para os programas sociais de terceira geração com inclusão produtiva e com políticas sociais customizadas. Enquanto isso, o Estadão aponta que já há consenso no PSB para a candidatura de Joaquim Barbosa.

Sobre Geraldo Alckmin, a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, aponta que a estagnação do tucano fará com que Michel Temer tente abrir uma oportunidade para se colocar como o agente disposto a reorganizar o campo de centro, usando a base do governo como ponto de partida. Assim, destaca a publicação, ele tentará isolar a candidatura do tucano ao menos até junho e se reaproximar do DEM. 

Falando em PSDB, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decide hoje sobre o recebimento da denúncia contra o senador Aécio Neves em um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, da JBS. A sessão está marcada às 14h00. A Primeira Turma é composta pelos seguintes ministros: Marco Aurélio Mello (relator), Alexandre de Moraes (presidente), Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Rosa Weber.

RenovaBR na IMTV

O InfoMoney entrevista, ao vivo, a partir das 15h45 (horário de Brasília), o empresário Eduardo Mufarej, idealizador do RenovaBR. No bate-papo, ele apresentará sua leitura do atual quadro político brasileiro e analisará o espaço disponível para renovação, dadas as atuais regras do jogo. Veja a grade completa da IMTV clicando aqui.  

Noticiário corporativo

Em destaque no radar corporativo, o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) disse que o governo não desistiu de editar dispositivo que permita a continuação dos estudos e avaliações sobre a desestatização da Eletrobras. Mas, de acordo com ele, o texto deixará claro que o processo de privatização necessita de autorização do Congresso Nacional. 

Já o Banrisul informou alterações na diretoria executiva, em função de distribuição de responsabilidades entre seus membros. O atual diretor de planejamento e atendimento, Júlio Francisco Grgory Brunet, exercerá cumulativamente o cargo de diretor de relações com investidores, no lugar de Ricardo Richiniti Hingel, que assumirá o cargo de diretor de administração de recursos de terceiros. Na Eletropaulo, a companhia aprovou oferta de ações; a Neoenergia é investidor âncora. O Valor, por sua vez, informa que a União Europeia deverá embargar 15 unidades de frango da BRF; o Estadão informa que a CSN pode vender usina por US$ 250 milhões. 

Por fim, no InfoTrade de hoje, destaque para o Ibovespa, que encerrou a segunda testando seu principal suporte e abre caminho para uma recuperação. No "Gráfico do Dia", atenção para as ações do Itaú (ITUB4) e Santander (SANB11), que podem oferecer uma oportunidade de compra diante desta expectativa. Confira clicando aqui.

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O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.

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