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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta terça-feira

Confira os destaques desta sessão 

Bandeira China
(© 2015 Bloomberg Finance LP)

SÃO PAULO - A sessão é de alta moderada para as bolsas mundiais, com Wall Street monitorando a temporada de resultados e após os dados do PIB da China dentro do esperado. Por aqui, contudo, a incerteza deve seguir dando a tônica com a repercussão do noticiário eleitoral pós-Datafolha, que impediu o Ibovespa de acompanhar a alta das bolsas externas na véspera. Confira no que se atentar nesta terça-feira (17):

1. Bolsas mundiais

A terça-feira é de alta para os índices futuros americanos, que avançam enquanto investidores focam na temporada de balanços após a turbulência das últimas semanas em meio à tensão geopolítica com a Síria. O dia também é de ganhos para as bolsas europeias.

Já as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça, apesar dos dados fortes do crescimento econômico da China. No fim da noite de ontem, foi divulgado que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês teve expansão anual de 6,8% no primeiro trimestre, dentro do esperado igualando o resultado de 2017. As vendas no varejo da China subiram mais do que o esperado em março, mas o avanço da produção industrial ficou aquém das expectativas. Ainda que favoráveis, os últimos números macroeconômicos da China abrem o caminho para que a segunda maior economia do mundo aperte sua política monetária. Já no Japão, o Nikkei teve leve alta, com os mercados atentos  antes de um encontro mais tarde do primeiro-ministro Shinzo Abe com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Flórida.

No mercado de commodities, o petróleo opera de lado. Após a queda da sessão anterior, os contratos seguem próximos de patamares fortes, com investidores de olho em riscos geopolíticos à oferta. No fim da semana passada, os preços tocaram máximas em mais de três anos. Na segunda-feira, porém, houve recuo de mais de 1% nos dois contratos, com a avaliação de que o ataque com mísseis ocorrido na Síria foi algo pontual e de que a Rússia, importante aliado do regime sírio de Bashar al-Assad, não deve retaliar. Já o minério de ferro tem queda em Dalian. 

 

Às 8h (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

  • *S&P 500 Futuro (EUA) +0,49%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,61%

*DAX (Alemanha) +0,87%

*FTSE (Reino Unido) +0,22%

*CAC-40 (França) +0,45%

*FTSE MIB (Itália) +0,22%

*Nikkei (Japão) +0,06% (fechado)

*Shangai (China) -1,39% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) -0,83% (fechado)

*Petróleo WTI +0,13%, a US$ 66,30 o barril

*Petróleo brent +0,07%, a US$ 71,47 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -1,57%, a 439 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin US$ 8.086,27 0%
R$ 27.883 +0,07% (nas últimas 24 horas)

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2. Agenda econômica

Na agenda econômica americana da semana, atenção para a produção industrial de março, trazendo também os dados de utilização da capacidade instalada às 9h15. Em foco, também estão as falas do diretor do Federal Reserve Randal Quarles (11h) ao Congresso dos EUA, do presidente do Fed de Filadélfia Patrick Harker (12h), do presidente do Fed de Chicago Charles Evans (14h10) e, por fim, do presidente do Fed de Atlanta Raphael Bostic (18h40). Mais tarde, atenção para novos dados da China após a divulgação do PIB: às 22h30, serão divulgados os preços de novas moradias de março.

3. Notícias do dia

Depois da repercussão da última pesquisa Datafolha, que trouxe um cenário de indefinição para a corrida eleitoral e o candidato reformista Geraldo Alckmin "patinando", enquanto Marina Silva e Joaquim Barbosa apareciam como destaques (Jair Bolsonaro , por sua vez, aparece como um dos líderes, empatado tecnicamente com Marina sem Lula no páreo), o noticiário eleitoral segue sendo destaque. O Vox Populi registrou pesquisa no TSE encomendada pelo PT com divulgação prevista para esta terça- feira.

Sobre os candidatos, Marina Silva afirmou, em entrevista a Merval Pereira, do O Globo, que não precisa reinventar a roda para fazer um plano de governo eficiente. Ela fala em recuperar os fundamentos da política macroeconômica do Plano Real e aprofundar a inclusão social, indo para os programas sociais de terceira geração com inclusão produtiva e com políticas sociais customizadas. Enquanto isso, o Estadão aponta que já há consenso no PSB para a candidatura de Joaquim Barbosa; já o Globo aponta que o ex-ministro do STF ainda enfrenta resistências na legenda, principalmente entre os nomes do Nordeste. 

Já sobre Geraldo Alckmin, a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, aponta que a estagnação do tucano fará com que Michel Temer tente abrir uma oportunidade para se colocar como o agente disposto a reorganizar o campo de centro, usando a base do governo como ponto de partida. Assim, destaca a publicação, ele tentará isolar a candidatura de Alckmin ao menos até junho e se reaproximar do DEM. 

Falando em PSDB, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide hoje (17) sobre o recebimento da denúncia contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, da JBS. A sessão está marcada para as 14h. A Primeira Turma é composta pelos seguintes ministros: Marco Aurélio Mello (relator), Alexandre de Moraes (presidente), Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Rosa Weber.

4. RenovaBR na IMTV

A InfoMoney entrevista, ao vivo, a partir das 15h45 (horário de Brasília), o empresário Eduardo Mufarej, idealizador do RenovaBR. No bate-papo, ele apresentará sua leitura do atual quadro político brasileiro e analisará o espaço disponível para renovação, dadas as atuais regras do jogo. Veja a grade completa da IMTV clicando aqui.  

5. Noticiário corporativo

Em destaque no radar corporativo, o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) disse que o governo não desistiu de editar dispositivo que permita a continuação dos estudos e avaliações sobre a desestatização da Eletrobras. Mas, de acordo com ele, o texto deixará claro que o processo de privatização necessita de autorização do Congresso Nacional. 

Já o Banrisul informou alterações na diretoria executiva, em função de distribuição de responsabilidades entre seus membros. O atual diretor de planejamento e atendimento, Júlio Francisco Grgory Brunet, exercerá cumulativamente o cargo de diretor de relações com investidores, no lugar de Ricardo Richiniti Hingel, que assumirá o cargo de diretor de administração de recursos de terceiros. Na Eletropaulo, a companhia aprovou oferta de ações; a Neoenergia é investidor âncora. O Valor, por sua vez, informa que a União Europeia deverá embargar 15 unidades de frango da BRF; o Estadão informa que a CSN pode vender usina por US$ 250 milhões. 

Por fim, no InfoTrade de hoje, destaque para o Ibovespa, que encerrou a segunda testando seu principal suporte e abre caminho para uma recuperação. No "Gráfico do Dia", atenção para as ações do Itaú (ITUB4) e Santander (SANB11), que podem oferecer uma oportunidade de compra diante desta expectativa. Confira clicando aqui.

(Com Bloomberg e Agência Estado)

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