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Ibovespa Futuro destoa do exterior e aciona "modo cautela", de olho na política

Contratos futuros do índice sinalizam sessão de leve correção após 3 pregões em terreno positivo

BM&FBovespa - sala de operações
(Divulgação)

SÃO PAULO - Após três sessões consecutivas em terreno positivo, o Ibovespa Futuro iniciou a sexta-feira (13) sinalizando leve correção. Às 9h17 (horário de Brasília), os contratos futuros do índice operavam em queda de 0,29%, a 85.195 pontos, depois de chegar a abrir em leve alta. O movimento dos papéis destoa da sessão levemente otimista observada nas principais bolsas mundiais. No plano doméstico, os investidores adotam postura cautelosa em meio ao momento de indefinição política.

No mesmo horário, os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 operavam estáveis, a 6,225%, ao passo que os DIs com vencimento em janeiro de 2021 recuavam 1 ponto-base, a 8,02%. Os contratos de dólar futuro com vencimento em maio caíam 0,12%, sinalizando cotação de R$ 3,413.

Confira os destaques deste pregão:

Bolsas mundiais

A sexta-feira é de leves ganhos para os índices futuros americanos e para as bolsas europeias após o presidente Donald Trump sinalizar que os EUA poderão voltar à Parceria Trans-Pacífica e que o país e a China poderão acabar não impondo tarifas um ao outro.

Já na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, com alguns índices também favorecidos pela diminuição de tensões geopolíticas e comerciais e as da China pressionadas pelo inesperado fraco desempenho de sua balança comercial no mês passado. 

A melhora de sentimento também veio após o presidente dos EUA, Donald Trump, publicar no Twitter ontem que “nunca disse” quando ocorreria um eventual ataque americano na Síria. “Pode ser muito em breve ou nada em breve!”, afirmou na rede social. O tuíte aliviou preocupações de que uma ofensiva dos EUA na Síria poderia ser iminente. Trump vem ameaçando intervir na Síria desde que um suposto ataque com armas químicas matou dezenas de civis sírios no último fim de semana.

Por outro lado, os mercados chineses e de Hong Kong reagiram negativamente aos últimos números da balança comercial da China. Em março, a segunda maior economia do mundo teve um inesperado déficit comercial de US$ 4,98 bilhões, frustrando analistas que previam superávit de US$ 19,6 bilhões no mês passado. O déficit foi resultado de uma queda anual de 2,7% nas exportações de março e um avanço de 14,4% nas importações. A projeção de analistas era de ganhos de 10% tanto em exportações quanto em importações.

No mercado de commodities, o petróleo tem quinta  alta seguida ainda refletindo tensões no Oriente Médio, enquanto cobre e níquel sobem em Londres. 

Às 9h (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

  • *S&P 500 Futuro (EUA) +0,21%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,19%

*DAX (Alemanha) +0,64%

*FTSE (Reino Unido) +0,13%

*CAC-40 (França) +0,39%

*FTSE MIB (Itália) +0,13%

*Nikkei (Japão) +0,55% (fechado)

*Shangai (China) -0,65% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) -0,07% (fechado)

*Petróleo WTI -0,09%, a US$ 67,01 o barril

*Petróleo brent -0,14%, a US$ 71,92 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +1,34%, a 454 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin US$ 8.053,36 +12,22%
R$ 27.723 +8,13% (nas últimas 24 horas)

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Agenda econômica

No Brasil, o destaque da agenda fica para os dados de serviços de fevereiro. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o indicador cresceu 0,1% no período, na compração mensal, e caiu 2,2% na comparação anual. O resultado veio abaixo da mediana das estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg, de queda de 0,6% no comparativo anual.

O mercado brasileiro também volta as suas atenções às falas do presidente do Banco Central Ilan Goldfajn, que participa de dois eventos em São Paulo abertos à imprensa. 

Já nos EUA, as atenções se voltam para o discurso de três presidentes regionais do Federal Reserve: Eric Rosengren (Fed de Boston, às 9h), James Bullard (Fed de Saint Louis, às 10h) e Robert Kaplan (Fed de Dallas, às 14h). 

Política na IMTV

A InfoMoneyTV recebe a senadora Ana Amélia (PP-RS) para uma entrevista ao vivo, a partir das 13h30 (horário de Brasília). Na pauta, destaque para o cenário eleitoral nacional e gaúcho, a agenda legislativa esperada até outubro e o ajuste fiscal no Rio Grande do Sul. O bate-papo com a parlamentar conta ainda com a participação do analista político Paulo Gama, da XP Investimentos. Logo em seguida, a IMTV transmitirá ao vivo o programa de estreia de William Waack na internet, o Painel WW, das 14h às 14h45.  Já o programa Conexão Brasília debate os acontecimentos políticos que marcaram a semana com o analista político Leopoldo Vieira, da Idealpolitik. A transmissão é ao vivo, a partir das 14h45. Veja a grade completa da IMTV clicando aqui.  

Notícias do dia

O noticiário eleitoral segue movimentado. De acordo com informações do jornal Valor Econômico, o PT mantém a candidatura de Lula como opção única, mas já admite alianças com Ciro Gomes (PDT) ou Joaquim Barbosa, sendo que o nome do pedetista é visto como mais provável. 

Enquanto isso, o Estadão destaca que o PT e o Palácio do Planalto iniciaram uma aproximação para tentar barrar a prisão após condenação em segunda instância no Supremo Tribunal Federal. Conversas preliminares ocorreram há algumas semanas, antes mesmo de a Corte negar o habeas corpus para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas foram intensificadas depois da prisão do petista, condenado na Operação Lava Jato. Um dos objetivos é pressionar o ministro Alexandre de Moraes, nomeado pelo presidente Michel Temer para o Supremo e que já se manifestou a favor do início da execução penal após a segunda instância.

Além dessa questão, a coluna Painel, da Folha, destaca que, enquanto o STF adia o debate sobre a possibilidade de decisões monocráticas de seus membros serem alvo de habeas corpus, avolumam-se na corte recursos desta natureza em favor de Lula. No último dia 9, por exemplo, o ministro Alexandre de Moraes foi sorteado para analisar HC contra a decisão de Edson Fachin de negar, no último sábado, pedido para evitar a prisão do petista. A peça não foi feita por um advogado do ex-presidente. O autor é um advogado do Maranhão.

Noticiário corporativo

O noticiário corporativo é bastante movimentado. Em destaque, a Embraer informou em comunicado que possível acordo com Boeing pode excluir área de defesa; já o CEO da Eletrobras afirmou que o leilão das distribuidoras deve ocorrer no final de maio. No radar de resultados, a Oi registrou um prejuízo líquido consolidado de R$ 3,916 bilhões de reais no quarto trimestre de 2017, ante prejuízo de R$ 4,808 bilhões no mesmo período de 2016, enquanto a Copel reverteu prejuízo e lucrou R$ 160 milhões no quarto trimestre. Nas prévias operacionais, as vendas contratadas da Cyrela subiram 18% no 1º trimestre, mas lançamentos caíram 29%.

No InfoTrade de hoje, destaque para o Ibovespa, que abre caminho para uma correção após o teste de uma importante resistência. No "Gráfico do Dia", atenção para as ações da Lojas Renner (LREN3), que podem oferecer uma boa oportunidade de compra nos próximos dias. Confira clicando aqui. 

(Com Agência Brasil, Bloomberg e Agência Estado) 

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