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Petrobras e BP formam aliança estratégica; Vale, Embraer, 5 recomendações e mais destaques no radar

Confira os destaques do mercado na sessão desta quinta-feira (12)

Petrobras
(Alf Ribeiro / Shutterstock.com)

SÃO PAULO - A quinta-feira (12) tem como destaque a formação de aliança estratégica entre a Petrobras e a BP, enquanto a Vale divulgou o resultado da oferta de recompra de títulos. Dados operacionais da Gafisa, recomendações e mais notícias são destaques no radar:

Petrobras (PETR4)

A Petrobras e a BP anunciaram a formação de aliança estratégica. O memorando de entendimentos entre as duas empresas tem o propósito de confirmar a intenção das empresas de combinar esforços para discutir e negociar oportunidades de investimento na cadeia de óleo e gás, em projetos no Brasil e no exterior, nas áreas de upstream, downstream e trading de petróleo, dentre outras, em caráter não exclusivo, segundo comunicado.

As companhias acordaram em cooperar em assuntos de interesse mútuo, como compartilhamento de riscos, intercâmbio tecnológico, fortalecimento da governança corporativa e capacitação em treinamento e pesquisa.

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Vale (VALE3)

A Vale anunciou  encerramento e resultados finais de oferta de recompra de bonds em circulação emitidos pela subsidiária integral Vale Overseas Limited com cupom de 4,375% e vencimento em 2022 até o valor máximo, segundo comunicado ao mercado. 

Eletrobras (ELET6)

O novo ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse que o governo deve publicar nesta quinta-feira o decreto que inclui a Eletrobras no Plano Nacional de Desestatização (PND). O decreto, que está pronto há meses, é uma pré-condição para a privatização da companhia, cujo projeto de lei está em tramitação na Câmara dos Deputados. 

Moreira Franco fez o anúncio durante a cerimônia de transmissão do cargo, no auditório do Ministério de Minas e Energia. Em seu discurso, ele reiterou que a privatização da estatal será sua prioridade na pasta. "A Eletrobras não capitalizada é um retrato e uma manifestação de atraso. Os problemas se aprofundarão", disse o ministro, para quem a companhia tem consumido dinheiro público e tem encarecido as contas de luz.

A privatização se dará por meio do aumento do capital social da empresa, que oferecerá novas ações na bolsa e, com isso, a participação dos atuais acionistas será diluída. De acordo com a proposta, o aumento de capital social poderá ser acompanhado de oferta pública secundária de ações da União. Isso significa que o governo pode vender suas ações na empresa e o dinheiro arrecadado vai para os cofres públicos - e não para o caixa da empresa.

Empresas controladas pelo governo, direta ou indiretamente, também poderão vender sua ações na Eletrobras. Hoje a União tem 51% das ações ordinárias (com direito a voto) e fatia de 40,99% no capital total da Eletrobras. Além disso, o BNDES e seu braço de investimentos, o BNDESPar, têm, juntos, 18,72% do capital total da empresa.

Num esforço para combater as notícias de baixas na equipe do MME após sua nomeação, Moreira Franco disse que a equipe da pasta será comandada "no espírito da continuidade". O ministro disse que os secretários de Energia Elétrica, Fábio Lopes, e de Mineração, Vicente Lôbo, vão permanecer na pasta, apesar dos rumores de que eles também deixariam o ministério.

Ao ex-ministro Fernando Coelho Filho, a quem chamou de "Fernandinho", Moreira Franco disse: "Seus secretários serão os meus secretários". O secretário-executivo de Moreira Franco será Márcio Félix, que deixa a Secretaria de Petróleo e Gás do MME. O secretário-executivo Paulo Pedrosa já anunciou sua exoneração, além do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso.

Moreira disse ainda que pretende levar adiante, o mais rapidamente possível, o novo marco regulatório do setor elétrico, elaborado pela equipe do ex-ministro Fernando Coelho Filho, que deixou o cargo para concorrer às eleições. A proposta está na Casa Civil, em fase de ajustes, há meses.

Outro projeto que o ministro disse que será levado adiante é o novo marco regulatório da mineração, que foi enviado ao Congresso no ano passado, mas perdeu validade, uma vez que a proposta era uma medida provisória que não foi votada dentro do prazo. Moreira Franco disse que Vicente Lôbo fica para concluir o trabalho nessa área.

Moreira Franco, que comandou o Programa de Parceiras de Investimentos (PPI), disse que o governo tem valores que se sobrepõem a outros, e a segurança jurídica e a previsibilidade no calendário da administração pública são os principais. "O setor de energia foi o que mais contribuiu para o crescimento econômico e o sucesso do PPI."

 

Gafisa (GFSA3)

A Gafisa divulgou a prévia operacional do primeiro trimestre de 2018, lançando  apenas um empreendimento representando um VGV (valor geral de vendas) de R$ 138,7 milhões. No mesmo período de 2017, não houve lançamentos.

As vendas brutas no trimestre totalizaram R$ 293,4 milhões, alta de 24,6% em relação a janeiro e março de 2017. As vendas contratadas mais que dobraram, na mesma comparação, para R$ 235,7 milhões. Os distratos no primeiro trimestre totalizaram R$ 57,7 milhões, queda de 51,2% em relação ao mesmo período de 2017. Segundo a Gafisa, esse número deve refletir um novo patamar para os próximos trimestres. O indicador de velocidade de vendas (VSO) ficou em 14,4% ante 6,7%.

Embraer (EMBR3)

Atenção ainda para novidades sobre o acordo Boeing-Embraer. Segundo o Valor Econômico, o lado brasileiro - Embraer e governo - quer que a fabricante brasileira tenha pelo menos 20% da joint-venture, além de assentos no conselho, enquanto a Boeing não aceita menos do que 90% do controle da nova empresa e não deseja ter conselheiro indicado pelo Brasil, segundo a reportagem. 

A Boeing disse ao Valor que está trabalhando na análise e detalhamento das opções possíveis e espera poder chegar a um acordo para a negociação em curso
A Embraer disse, por sua vez, não poderia comentar o assunto.

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Recomendações

Atenção ainda para o radar de recomendações, Cielo (CIEL3) e Vivo (VIVT4) tiveram a recomendação reduzida para underweight e neutra, respectivamente, pelo JPMorgan, enquanto Locamerica (LCAM3) foi iniciada como overweight pelo mesmo banco. Já a EcoRodovias (ECOR3) foi elevada a compra pelo HSBC.

Por fim, a Lojas Renner (LREN3) foi elevada a ’outperform’ pelo Bradesco BBI, com preço-alvo de R$ 39. Os analistas do banco ressaltam que a baixa performance do papel fez abrir uma oportunidade de compra, dando destaque ainda para a visão de que o papel é atrativo, de alta qualidade e consistente para um ano de volatilidade. A equipe de análise do banco também espera que o resultado do primeiro trimestre de 2018 mostre um ponto de inflexão na tendência de margem (que caiu 170 pontos-base em 2017), com 2018 sendo o primeiro ano cheio de expansão da margem Ebitda de varejo desde 2015. 

Suzano (SUZB3)

O anúncio de aumento de capacidade da Chenming na China em 1 milhão de toneladas de fibra curta, o mercado levantou preocupações sobre o balanço de oferta/demanda no segundo semestre de 2018. Chenming deve começar a rodar no segundo semestre e atingir o limite da capacidade em meados de 2019, quando a base de demanda deve ser 3,5 milhões de toneladas maior do que o nível atual, aponta o Bradesco BBI.

"A oferta de madeira para essa planta ainda é uma dúvida, o que pode levar a um ramp-up maior do que o normal. Apesar de não descartarmos uma correção de preços durante o terceiro trimestre de 2018, ainda se vê o mercado para celulose nos próximos 3-5 anos. A Suzano continua como nossa top pick no setor", afirmou o analista. 

BRF (BRFS3)

O executivo Augusto Cruz, ex-Pão de Açúcar, enviou comunicado nessa quarta-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à BRF pedindo a exclusão de seu nome da chapa montada pelo empresário Abilio Diniz para o novo conselho de administração da companhia de alimentos. Cruz, indicado em fevereiro pelos fundos de pensão Previ (Banco do Brasil) e Petros (Petrobrás) para presidir o colegiado da BRF, disse que teve o seu nome incluído na chapa concorrente montada por Abilio na sexta-feira passada, sem ser consultado.

Outros quatro conselheiros – Walter Malieni, Roberto Mendes, Vasco Dias e José Luiz Osório – também foram incluídos nessa nova chapa e teriam ficado contrariados com a inclusão, segundo fontes. A BRF recebeu nessa quarta-feira o pedido de exclusão de Osório desta lista, de acordo com pessoas a par do assunto.

A nova chapa de Abilio foi apresentada para concorrer com a dos fundos de pensão no dia 26 de abril. Previ e Petros estão insatisfeitos com o desempenho da BRF, que registrou prejuízo pelo segundo ano seguido, e questionam o processo de reestruturação da empresa conduzido por Abilio e Tarpon.

Como atual representante da Previ no colegiado, Walter Malieni estava na reunião de conselho onde a chapa concorrente, que inclui seu nome, foi apresentada. Segundo fontes, sinalizou a Abilio e Tarpon na ocasião que não concordava com a inscrição de nova lista de conselheiros. Procurados, Malieni e Osório não responderam os pedidos de entrevista. Mendes e Dias não foram encontrados pela reportagem.

Oi (OIBR4)

A Oi informou que detentores de bônus da empresa equivalentes a US$ 8,46 bilhões optaram pelo pagamento de seus respectivos créditos na condição de credores qualificados. Se essa opção for integralmente exercida, a diluição total será de 72,12%. De acordo com a empresa, esse percentual está sujeito a fatores como o resultado do exercício do direito de preferência pelos atuais acionistas da Oi.

M.Dias Branco (MDIA3)

A M. Dias Branco confirmou o adiamento da precificação da sua emissão de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) no valor de R$ 600 milhões. Em comunicado ao mercado, a empresa, que é devedora na operação, e o coordenador líder do CRA, o Itaú BBA, informam que optaram por postergar a data indicativa para a realização do procedimento de bookbuilding (coleta de intenções de investimento), que seria inicialmente realizado nesta quinta-feira, 12 de abril, para “fornecer aos investidores esclarecimentos que eventualmente se façam necessários.”

Na quarta-feira, a fabricante de alimentos enviou esclarecimento sobre a notícia, afirmando que a oferta seguia seu curso normal e também reiterava que tem colaborado com as autoridades sobre os fatos investigados por autoridades.

A companhia é citada na Operação da Polícia Federal Tira-Teima, deflagrada na terça-feira sobre pagamentos de vantagens indevidas a políticos para obter benefícios em medidas de interesse de grupo econômico. A Polícia Federal realizou na ocasião busca e apreensão na sede da empresa.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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