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No ritmo em que está, estrangeiros devem zerar fluxo positivo na bolsa até o final do mês, aponta banco

Credit Suisse projeta que até 26 de março o saldo anual estará zerado

Compra e venda de ações
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Na última quinta-feira (15), os estrangeiros venderam R$ 393 milhões em ações, acumulando em março saldo negativo de R$ 3,43 bilhões, resultado de vendas que somaram R$ 60,29 bilhões, enquanto as compras atingiram R$ 56,85 bilhões. Com isso, os "gringos" acumulam 14 pregões consecutivos na ponta vendedora, ou seja, desde 26 de fevereiro os estrangeiros não registram saldo positivo no dia.

Permanecendo neste ritmo de vendas, os investidores estrangeiros devem zerar o fluxo positivo no ano, que atualmente está em R$ 1,88 bilhão, já na próxima segunda-feira (26), segundo os cálculos do Credit Suisse. Em janeiro, os "gringos" alocaram a marca recorde de R$ 9,55 bilhões na bolsa, mas essa força foi se dissipando ao longo de fevereiro e março, quando venderam R$ 7,7 bilhões em ações. Com 50% de participação nas negociações na bolsa brasileira, acompanhar as movimentações dos estrangeiros sempre foi um bom indicativo sobre a tendência do Ibovespa, tendo em vista que cerca de metade de todas as transações efetuadas partem desses investidores.

Em contrapartida, o segmento pessoa física registra em março com saldo positivo em R$ 1,88 bilhão, com as posições vendidas em ações somando R$ 21,85 bilhões, enquanto as compradas R$ 23,73 bilhões. No mesmo ritmo, os investidores institucionais registram fluxo positivo de R$ 1,53 bilhão no mês. Vale lembrar que o saldo divulgado pela B3 tem atraso de 2 dias.

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