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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta terça-feira

Confira os assuntos que agitarão os mercados nesta sessão

Donald Trump
(Photosforclass.com)

SÃO PAULO -  Os mercados internacionais têm uma terça-feira (13) levemente positiva, com bolsas e commodities em alta discreta, antes da divulgação de CPI nos EUA, que testará sinal benigno do relatório de trabalho na sexta, que apontou criação de emprego sem pressões salariais, enquanto economistas estimam desaceleração do índice. Por aqui, o noticiário político é movimentado, com atenção para a nova fase resultante de desdobramento da Lava Jato no Rio, entre outros destaques. Confira no que se atentar:

1. Bolsas mundiais

Os contratos futuros norte-americanos registram ganhos nesta manhã, à espera da divulgação dos dados de inflação ao consumidor. Há expectativa para os últimos números do indicador, que serão divulgados nesta manhã, visto que estes podem ajudar a determinar o ritmo com que o Federal Reserve elevará juros este ano. Vale destacar que na sexta-feira (9), os dados divulgados sobre o Relatório de Emprego animaram o mercado, uma vez que, mesmo mostrando forte criação de postos de trabalho em fevereiro, o que balizaria uma aceleração no ritmo de alta de juros, a remuneração ficou abaixo do esperado no último mês, aliviando temores de agressivo aumento de juros pelo Federal Reserve no curto prazo.

Na Ásia, a bolsa japonesa fechou em alta pelo quarto pregão seguido, impulsionada pela desvalorização do iene sobre dólar, embora o pregão tenha ficado pressionado boa parte do tempo após o Ministério de Finanças do país admitir que alterou documentos de uma investigação ligada à esposa do primeiro-ministro Shinzo Abe, por suspeita de envolvimento na venda irregular de um terreno público. Na China, as bolsas fecharam em queda após o governo nacional revelar planos de criar um órgão de supervisão, unindo os reguladores bancário e de seguros do país.


Às 7h22 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,21%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,08%

*DAX (Alemanha) +0,21%

*FTSE (Reino Unido) +0,03%

*CAC-40 (França) +0,43%

*FTSE MIB (Itália) +0,37%

*Nikkei (Japão) +0,66% (fechado)

*Shangai (China) -0,46% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) +0,02% (fechado)

*Petróleo WTI +0,33%, a US$ 61,56 o barril

*Petróleo brent +0,26%, a US$ 65,12 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,62%, a 479 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin US$ 9.338,21 -4,59%

R$ 30.726 -5,46% (nas últimas 24 horas)

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2. Agenda de indicadores

Entre os indicadores da agenda doméstica, atenção para dados de atividade, com o IBGE divulgando às 9h os dados de janeiro de venda do comércio. As vendas do varejo em janeiro devem ter apresentado aumento de 0,5% na comparação mensal, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, após queda de 1,5% na medição anterior.

Nos EUA, às 9h30, atenção para o CPI - Índice de Preços ao Consumidor - que mede a evolução dos preços de bens e serviços em fevereiro. A estimativa é de uma alta de 0,2% na base mensal, ante leitura no mês passado de 0,5%. Na Ásia, a China traz às 23h os dados de vendas no varejo, produção industrial e investimentos urbanos de fevereiro. 

3. IMTV

Na InfoMoney TV,  às 14h15, o programa "Mundo Bitcoin" irá receber o CEO do Mercado Bitcoin, Gustavo Chamati, e o economista-chefe da exchange, Luiz Calado. Eles irão comentar o cenário atual e a recente queda das criptomoedas em um cenário de temor com aumento da regulação no mundo todo e qual pode ser o impacto disso no preço do Bitcoin.

4. Noticiário político

As notícias sobre a política também são destaque. Nesta manhã, foi deflagrado um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Os policiais cumprem 14 mandados de prisão, sendo 9 temporárias e 5 preventivas na Operação Pão Nosso. De acordo com as investigações, os suspeitos integravam um esquema de superfaturamento e fraude no fornecimento de pão para os presos. Ainda em destaque, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu ontem (12), monocraticamente, restabelecer em partes o decreto de indulto natalino que foi editado pelo presidente Michel Temer no ano passado, mantendo de fora, porém, os crimes de colarinho branco. Falando em STF, ao defender Lula, a presidente do PT Gleisi Hoffmann criticou o que classificou como "inércia" do Supremo não analisar a legalidade de prisões nos casos de condenação em segunda instância antes de esgotados todos os recursos judiciais e disse que o partido irá com Lula "até as últimas consequências" e não aceitará de braços cruzados a prisão.

Por fim, o ex-ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff Guido Mantega e outras 12 pessoas foram colocados no banco dos réus por suposto favorecimento do Grupo Cimento Penha em julgamento no Carf, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, conhecido como "Tribunal da Receita". O ex-chefe da pasta é acusado por quatro crimes contra a ordem tributária. Mantega responderá por suposto patrocínio patrocinar, "direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração fazendária, valendo-se da qualidade de funcionário público", segundo a legislação. Ele é acusado de interceder no Carf em benefício do Grupo Cimentos Penha, do empresário Victor Sandri, também réu por crimes contra a ordem tributária e corrupção ativa. 

Situação complicada é também a do senador Aécio Neves (PSDB-MG).  Documentos da Receita Federal revelam que o patrimônio declarado do tucano triplicou após a eleição de 2014, quando foi derrotado por Dilma Rousseff (PT). O salto foi de R$ 2,5 milhões em 2015 para R$ 8 milhões em 2016. O crescimento é resultado de uma operação financeira entre Aécio e sua irmã Andrea Neves em que envolve cotas que o senador detinha em uma rádio, a Arco Íris, da qual foi sócio durante seis anos. O advogado de Aécio, Alberto Toron, disse que os R$ 6,6 milhões obtidos pelo parlamentar com a venda da rádio Arco Íris foram calculados “com base no critério de valor de mercado”.

5. Noticiário corporativo

Destaque mais uma vez para a Fibria, que recebeu uma proposta da Paper Excellence para fusão entre as companhias, porém o acordo ainda está pendente e sofre concorrência da oferta que a Suzano prepara. Já a Eletrobras terá um dia importante, uma vez que hoje ocorrerá a tentativa de instalar a comissão legislativa que discutirá sua privatização. A CCR comunicou que Luiz Alberto Colonna Rosman, Wilson Nélio Brumer, André Béla Jánszky e Carlos Mário da Silva Velloso integram o Comitê Independente que investiga eventuais atos de corrupção na empresa. Enquanto isso, a Biosev discute o prolongamento de seu endividamento, com a renovação de parte dos R$ 3,7 bilhões de passivo.

Já a Minerva teve seu rating reafirmado em “BB-” pela S&P, com perspectiva estável, apesar de sua maior alavancagem. Por outro lado, o Itaú teve seu rating cortado de BB+ para BB, com perspectiva estável, pela Fitch. Na mesma linha, o Banco ABC foi rebaixado para “market perfom” pelo Itaú BBA, ao passo que a Santos Brasil foi elevada para “neutra” pelo JP Morgan. No radar de resultados, a Aliansce divulgou lucro líquido de R$ 38,4 milhões, superando as expectativas do mercado.

(Com Agência Brasil e Agência Estado)

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