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Outro obstáculo para o acordo Embraer-Boeing; Petrobras reduz preços, "má notícia" para Vale e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta sexta-feira (12)

Phenom 300
(Divulgação)

SÃO PAULO - Além do corte de rating pela S&P que deve agitar o noticiário de ações, as notícias de empresas também são destaque e devem agitar o mercado. Em destaque, está um outro obstáculo para o acordo Embraer-Boeing, a Petrobras reduzindo o preço do diesel, recomendações, entre outros. Confira no que se atentar:

Embraer (EMBR3)
A Embraer segue sendo destaque no noticiário corporativo. Conforme aponta o Valor, a venda da Embraer exige decreto presidencial, aspecto tão ou mais delicado que a da Golden Share, a ação de classe especial detida pelo governo na Embraer, e também tem sido objeto das negociações entre a Boeing e o governo brasileiro.

Além disso, o acordo colocaria em risco plano para extinção da golden share, segundo informa a Coluna do Broad, do Estadão. O julgamento do tema no Tribunal de Contas da União (TCU) estaria, inclusive, já agendado para o dia 24 de janeiro. Segundo a coluna, a perspectiva, até então, era favorável. No entanto, o caso Embraer teria alterado a posição do ministro relator do caso, José Múcio Monteiro Filho. Durante a consulta sobre esse tema, no caso da Embraer, o Ministério da Fazenda já tinha sugerido a manutenção apenas dos pontos que tratam sobre segurança nacional. 

Ainda sobre Embraer, em relatório sobre perspectivas para 2018 para o setor, o Credit Suisse apontou que está bullish com o ciclo, principalmente com as OEMs (fabricante do equipamento original, na sigla em inglês) com forte crescimento de tráfego,  o que deve aumentar o backlog. No entanto, são mais cautelosos com a recuperação de jato executivo mas, que se acontecer, a Embraer deve ser a empresa melhor posicionada para se beneficiar, mantendo recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de US$ 25 por ADR (American Depositary Receipts). Sobre a questão Boeing, os analistas reforçam a visão de que é um movimento defensivo, mas tem um racional estratégico por trés, principalmente em termos de sinergia e no segmento de defesa.

"No entanto, o governo deve exercer seu veto do Golden Share e nao deixar que uma aquisição completa aconteça", apontam. Outro ponto é que mesmo com o rali do final do ano, os analistas acreditam que os fundamentos continuam forte, com o ciclo de investimento do E2 começando a ser traduzido em caixa em 2018. 

Camil (CAML3
A Camil anunciou nesta quinta os resultados do terceiro trimestre de 2017, com uma alta de 7% do lucro líquido, para R$ 71,9 milhões, enquanto a receita líquida foi de R$ 1,2 bilhão, queda de 9,2% na base de comparação anual. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) teve queda de 11,6%, a R$ 128,9 milhões. 

A Camil também foi rebaixada a ’neutra’ pelo JPMorgan, com preço-alvo de R$ 9,50.

Vale (VALE3)
Os embarques de minério de ferro da Vale provavelmente caíram no quarto trimestre, enquanto os dos seus dois maiores concorrentes, Rio Tinto e BHP Billiton, aumentaram, de acordo com um relatório da equipe do Bernstein liderada pelo analista Paul Gait.

Bernstein estima que o total de embarques de minério de ferro observado foi de 321,2 milhões de toneladas métricas no quarto trimestre, +3,4% em relação ao 3T e 0,7% a/a, segundo nota desta quinta-feira. A Vale embarcou 93,6 milhões, queda de 2,2% na base anual, a Rio Tinto embarcou 88,5 milhões, alta de 0.8% e a BHP embarcou 71,4 milhões, alta de 3,2% na mesma base de comparação. 

Bernstein monitora os embarques de minério de ferro em tempo real dos principais produtores mundiais, na base de navio por navio, conforme a tonelagem é carregada nos terminais mundiais de exportação de minério, de acordo com a nota

Eletropaulo (ELPL4)
Na Eletropaulo, acionistas aprovaram mudanças no estatuto. Assembleia geral extraordinária autorizou a possibilidade de emissão de ações, debêntures conversíveis ou bônus de subscrição sem direito de preferência, ou com redução do prazo para seu exercício. A companhia também é dispensada de prévia autorização do Conselho de Administração para a celebração de determinados contratos de compra de energia

Petrobras (PETR3;PETR4)
A Petrobras reduziu o  preço da gasolina e do diesel em 0,7%. Os novos preços nas refinarias são válidos a partir de 13 de janeiro, segundo informações no website da empresa.

A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho de 2017. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente.

Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

AES Tietê (TIET11)
A Moody’s atribuiu ratings Ba2/Aa1.br à proposta de emissão de R$ 1,1 bilhão em debêntures seniores sem garantia de ativos reais da AES Tietê Energia com vencimento final em 2023, de acordo com comunicado. Os ratings atribuídos são baseados em documentação preliminar, diz a Moody’s.

Marfrig (MRFG3)
Duas notícias agitam o noticiário de Marfrig. A companhia precificou emissão de US$ 1 bilhão a 7,125%, segundo fonte ouvida pela Bloomberg. O guidance era de 7,25%, com indicação inicial de preço em 7,5%, segundo informações de uma fonte. 

Além disso, a Marfrig decidiu reabrir unidade de Pontes e Lacerda, no Mato Grosso, no primeiro trimestre de 2018, em linha com processo de reaberturas de outras cinco plantas anunciadas em meados de 2017, segundo comunicado por e-mail. A planta tem capacidade de abate de 700 bois por dia. A companhia cita melhoria do ciclo de bovinos e do cenário do mercado doméstico.

 (Com Agência Estado)

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