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MRV dispara 5% e só 9 das 59 ações do Ibovespa caem; Oi sobe até 12% e estatal salta 23%

Confira os principais destaques de ações desta terça-feira

Oi - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O Ibovespa ganhou força na reta final do pregão desta terça-feira (12) após o desembargador Leandro Paulsen, do TRF-4, pedir à secretaria da 8ª Turma que marque uma data para o julgamento do ex-presidente Lula no caso do triplex, segundo informação da Folha de S. Paulo. Com isso, o índice, que operava próximo da estabilidade, fechou em alta de 1,39%, a 73.814 pontos. 

Diante da euforia do mercado, apenas 9 das 59 ações do Ibovespa encerraram a sessão no negativo, com Rumo, Raia Drogasil e Usiminas entre as maiores quedas. Do outro lado, lideraram os ganhos as ações da MRV Engenharia, com alta de 5% após anunciar que voltará a lançar no segmento de média renda, devido à melhora na economia, seguida por Estácio e Kroton, com ganhos de mais de 4%. 

Confira abaixo os destaques da Bolsa desta terça-feira:

Eletrobras (ELET3, R$ 18,60, +1,53%;ELET6, R$ 21,27, +1,29%)
Segundo o Valor Econômico, a equipe econômica venceu uma queda de braço dentro do governo e conseguiu mudar um ponto sensível do projeto de lei de privatização da Eletrobras. Por pressão da Fazenda, que contestou as orientações iniciais do Planalto, foi retirado um artigo que mantinha a prerrogativa da União em indicar o futuro presidente do conselho de administração da empresa - mesmo depois da transferência do controle para o setor privado. 

MRV Engenharia (MRVE3, R$ 14,18, +5,43%)
A MRV Engenharia e Participações anunciou que voltará a lançar no segmento de média renda, devido à melhora na economia. "Sempre atenta às oportunidades e tendências do mercado,(a MRV) voltará a lançar no segmento de média renda", disse a empresa em comunicado, acrescentando que "com o aumento da confiança" pretende investir mais na Linha Premium. A companhia faz nesta terça-feira um encontro com investidores e analistas, quando deve dar maiores detalhes sobre os planos.

"Mantemos a recomendação de compra para as ações MRVE3 para investidores com perfil de longo prazo e também para investidores com perfil de dividendos, já que a expectativa de dividend yield para 2018 é de 6,7% neste atual patamar de preços", aponta a XP Investimentos. Vale destacar que, nesta terça, acontece o MRV Day. 

Vale (VALE3, R$ 36,18, +1,17%)
Descoladas dos preços do minério de ferro, as ações da Vale fecharam em alta nesta sessão. Enquanto isso, os contratos futuros da commodity negociados na bolsa chinesa de Dalian recuaram 0,98%, a 503 iuanes.

Acompanharam o movimento positivo da Vale os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 26,43, +1,73%) - holding que detém participação na mineradora - e as siderúrgicas, com Gerdau (GGBR4, R$ 12,00, +1,35%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,47, +0,74%) e CSN (CSNA3, R$ 7,74, +3,34%). A exceção foi a Usiminas (USIM5, R$ 8,88, -0,67%), que encerrou entre as poucas perdas do Ibovespa. 

Ontem, o Broadcast informou que a Usiminas e CSN estão na reta final das negociações com as montadoras para a alta dos preços do aço para 2018. O aumento deverá ser da ordem de 25%, conforme o almejado, e será aplicado a partir do início do ano. Em 2017, as siderúrgicas subiram seus preços entre 25% e 28%. Procurada, a Usiminas disse que mantém sua posição para um reajuste de 25% e esclarece, ainda, que as negociações com cada cliente seguem normalmente. Já a CSN não comentou.

Petrobras (PETR3, R$ 16,19, +1,38%;PETR4, R$ 15,49, +0,72%)
Também se descolaram do movimento da commodity as ações da Petrobras, que fecharam em alta em dia de queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Em Londres, os contratos futuros do petróleo Brent caíam 1,70%, a US$ 63,59 o barril, enquanto, em Nova York, os contratos do WTI recuaram 1,5%, a US$ 57,14 o barril. 

No radar, a Petrobras anunciou a elevação em 1,1% do preço da gasolina e de 1% do diesel, com preços válidos a partir de quarta-feira (13). A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 69,72, -0,06%)
As ações da Magazine Luiza interromperam os ganhos após dispararem 25% em três pregões, considerando a máxima registrada ontem. Embora tenha subido 4,6% no melhor momento da última segunda-feira, os papéis da varejista fecharam em leve queda de 0,29%. 

O movimento de euforia em torno da varejista nos últimos dias ocorreu na esteira do "ML Day 2017", evento realizado semana passada na sede da varejista em São Paulo e que reuniu mais de 170 analistas e investidores. Embora nenhuma grande novidade tenha sido revelada para justificar a disparada, o evento trouxe um tom bem positivo e como havia uma quantidade significativa de investidores no ML Day e como boa parte deles não possuíam ainda as ações MGLU3 em carteira - mesmo com a disparada de 2.800% desde 2016 -, isso foi o suficiente para atrair novos compradores ao papel, comentaram gestores e analistas ao InfoMoney.

ESPECIAL: 3 motivos para (tentar) entender a disparada da Magazine Luiza

Vale menção ainda que diversos analistas já estavam emitindo opiniões positivas sobre o papel antes do evento, mas alguns aproveitaram o dia para reforçar o tom positivo no papel, caso do BTG Pactual, que demonstrou, em relatório divulgado ontem, forte entusiamo com a empresa e disse que ela é, de fato, a "prime" do setor. 

A ação da Magazine Luiza faz parte da Carteira InfoMoney do mês de dezembro (clique aqui e confira o portfólio completo). 

LPS Brasil (LPSB3, R$ 5,30, -2,93%)
O Itaú BBA revisou sua recomendação para a LPS Brasil para underperform e rolou o preço-alvo de R$ 4,30 em 2017 para R$ 5,40 em 2018. De acordo com os analistas do banco, é esperado que a empresa tenha uma significativa recuperação das vendas à frente, apoiada por uma aceleração dos lançamentos e melhora das perspectivas de demanda de moradias. No entanto, a avaliação atual da ação já incorpora uma recuperação um tanto alta, deixando o upside limitado neste momento.

Fleury (FLRY3, R$ 27,10, +1,12%)
O Itaú BBA rolou o preço-alvo para Fleury de R$ 33 em 2017 para R$ 32,40 em 2018, mantendo recomendação outperform. Os analistas destacam que há uma preocupação sobre a expansão da receita da companhia em meio as mais fracas vendas nas mesmas lojas, enquanto a inflação mais baixa deve contribuir para a desaceleração da receita. Contudo, a recomendação segue de compra.  

Wiz (WIZS3, R$ 11,40, -2,23%)
Uma das “ações queridinhas” do setor de seguros de muitos analistas de mercado segue sofrendo na bolsa. Em evidência nos últimos meses, a corretora Wiz começou o ano de 2017 com uma boa performance, mas de uns três meses para cá, a ação já caiu cerca de 50%, muito por conta da renegociação envolvendo a Caixa Seguradora e a francesa CNP Assurance. 

Rodrigo Heilberg, sócio-fundador e gestor do HIX Capital FIA, contou no programa Papo com Gestor da última semana, que o fundo contava com ações da Wiz, mas que optou por deixar o investimento há dois meses, antes de todo o rebuliço envolvendo a companhia - que ocorreu em novembro (veja a entrevista completa aqui).

ABC Brasil (ABCB4, R$ 15,98, +0,76%)
O BTG Pactual manteve recomendação de compra para os ativos da ABC Brasil, com um preço-alvo de R$ 19, destacando que a instituição financeira está bem posicionada para crescer e as provisões devem cair em 2018. 

Oi (OIBR3, R$ 4,89, +8,43%; OIBR4, R$ 4,17, +3,99%)
As ações ONs e PNs da Oi dispararam até 12% e 9,9%, respectivamente, com a expectativa para que a empresa protocole nesta terça-feira o novo plano de recuperação judicial. 

Hoje, é o último para a companhia entregar seu plano à 7ª Vara Empresarial do Rio de JaneiroProcurada pela Bloomberg, a assessoria de imprensa da empresa disse que prevê protocolá-lo ainda nesta terça-feira.  

Mais cedo, a imprensa apontava que a proposta ainda não estava concluída. Se for recusada, a Justiça pode, em tese, decretar a falência da empresa ou conceder mais prazo. Uma das hipóteses, em caso de rejeição, é uma intervenção do governo na operadora.

JBS (JBSS3, R$ 8,86, +3,02%)
 A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) informou na segunda-feira (11) abriu na última sexta um novo processo administrativo contra a JBS, Seara, Eldorado e o empresário Wesley Batista. Este novo processo investiga a compra de dólares pelo frigorífico no mercado futuro, dias antes da divulgação da notícia de que seus executivos fizeram delação premiada.

Segundo comunicado, Wesley Batista é investigado "por ter ordenado a compra de contratos derivativos de dólar com uso de práticas não equitativas" em nome da JBS, Eldorado e Seara. O executivo era presidente da JBS na época. As três empresas são investigadas por terem se beneficiado da compra de dólar.

Vale destacar que este processo é sancionador, em uma etapa mais À frente das investigações, no qual a acusação é formulada contra empresas e seus administradores ou acionistas. Antes disso, a CVM abre um processo administrativo e um inquérito dentro do órgão. Ao todo, a CVM tem 12 processos em curso contra a JBS e seus acionistas.

Locamerica (LCAM3, R$ 15,43, +0,19%)
A Locamerica vai emitir R$ 118 milhões em notas comerciais, a CDI + 1,40%. Os recursos obtidos com a emissão serão utilizados para reforço de caixa, diz companhia em comunicado ao mercado. O prazo é de até 4 anos. 

BR Properties (BRPR3, R$ 10,62, -1,58%)
O Conselho de Administração da BR Properties aprovou a emissão de R$ 250 milhões em debêntures. A oitava emissão de debêntures terá juros de 121,50% do CDI, segundo comunicado ao mercado, com vencimento de 20 de dezembro de 2021. A data de emissão será em 20 de dezembro. A oferta é para investidores qualificados e os recursos serão integralmente utilizados para o reforço de caixa.

Celesc (CLSC4, R$ 23,97, +22,92%)
As ações da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) dispararam nesta sessão, com forte volume financeiro. Os papéis, que praticamente não tiveram negociação na Bolsa até às 15h50 (horário de Brasília), fecharam em alta de 22,92%, na máxima do dia. No radar da empresa, no entanto, nenhuma notícia que pudesse justificar o movimento, que foi puxado por um forte volume financeiro. Hoje, a ação teve um giro financeiro de R$ 806,2 mil, contra média diária de R$ 257,4 mil dos últimos 21 pregões. 

Segundo dados do Profit Chart, as compras ficaram concentradas em ordens intermediadas pela CM Capital Markets, cujo saldo financeiro fechou positivo em R$ 372,5 (ou 47,9% do volume total). Bem distante, em segundo lugar, apareceu Icap e Itaú BBA, cujos volumes intermediados representaram 8,58% e 8,04% do saldo positivo no ativo, ou R$ 75,5 mil e R$ 71,7 mil, nesta ordem. 

Somos Educação (SEDU3, R$ 15,00, +3,09%)
A Somos Educação informou que a compra de escolas de ensino básico é parte da estratégia e que permanece aberta a alternativas de financiamento que possam viabilizar o plano de aquisição de escolas por meio de recursos próprios ou parceria com terceiros, segundo comunicado ao mercado esclarecendo notícias da mídia. A Somos também diz que não há negociação com Kroton ou outro terceiro envolvendo a alienação da companhia ou de seu controle. Em 8 de dezembro, o Valor Econômico disse em 8 de dezembro que Somos deve desistir de venda de fatia do negócio de colégios e que Kroton fez duas propostas para comprar o grupo.

PetroRio (PRIO3, R$ 69,60, +2,02%)
A PetroRio convocou AGE (Assembleia Geral Extraordinária) para decidir sobre recompra de 1 milhão de ações. A assembleia será realizada em 22 de dezembro às 16h, segundo comunicado ao mercado. A proposta de recompra no prazo de 18 meses para manutenção das ações em tesouraria, cancelamento ou posterior alienação.

São Martinho (SMTO3, R$ 16,80, -1,29%)
Na São Martinho, o Conselho de Administração aprovou o financiamento com o BNDES de R$ 135 milhões. 

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