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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quinta-feira

Confira os assuntos que agitarão os mercados nesta sessão

SÃO PAULO - A forte queda do minério de ferro, a leve recuperação do petróleo e o desenrolar da reforma da Previdência dão o tom para os mercados nesta quinta-feira (7). As questões em torno da votação da reforma podem ter impacto no mercado, pois o Banco Central destacou os maiores riscos em torno de seu cenário de flexibilização da política monetária (apesar de deixar uma janela para um novo corte na próxima reunião). Confira estes e outros destaques do pregão: 

1. Bolsas mundiais
As bolsas europeias sobem após dois dias de perdas em meio à realização de lucros, mas o movimento é limitado pelas ações do setor de mineração, que mais uma vez pressionam os mercados em vista da forte queda do minério de ferro na China. Diante de receios sobre a demanda do gigante asiático e à espera pela balança comercial de novembro na noite de hoje, os contratos futuros da commodity recuaram 7,5%.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, refletindo também a forte queda do minério de ferro: “ainda há uma série de catalisadores que precisamos esperar se concretizar antes de estabelecermos uma visão de curto ou médio prazos”, comentou Woon Tian Yong, analista do Informa Global Markets.

Às 8h09 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,10%

*CAC-40 (França) +0,33%

*FTSE (Reino Unido) -0,15%

*DAX (Alemanha) +0,54% 

*FTSE MIB +0,26%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,28% (fechado)

*Xangai (China) -0,67% (fechado)

*Nikkei (Japão) +1,45% (fechado)

*Petróleo WTI +0,43%, a US$ 56,20 o barril

*Petróleo brent +0,62%, a US$ 61,60 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -7,48%, a 494,5 iuanes

2. Reação ao Copom
O destaque fica para a reação do mercado ao Copom (Comitê de Política Monetária), que decidiu por unanimidade reduzir a Selic em 50 pontos-base, cravando o décimo corte consecutivo e levando para a mínima histórica em 7% ao ano.

Segundo o Goldman Sachs, o BC deixou a porta aberta para um corte de taxa de 25 pontos-base na reunião de fevereiro e, ao mesmo tempo, sinaliza que uma nova redução de 50 pontos está fora dos planos. A avaliação de outros economistas, como Ivo Chermont, da Quantitas Gestão, é de que, se aprovada a previdência, é possível um corte de maior magnitude, mas esse não é o cenário base. 

Temer divulgou na noite de ontem vídeo em que comemorou a decisão do Copom e a atribui ao governo: "temos esta boa notícia fruto daquilo que o governo está fazendo ao longo do tempo e que é em benefício de você consumidor, que vive do trabalho, do cotidiano", afirmou.

3. Agenda de eventos
O dia é fraco em termos de dados econômicos. Nos EUA, teremos os dados de pedidos de auxílio desemprego às 11h30 e aos dados de crédito ao consumidor de outubro às 18h, enquanto na Europa o foco ficará para o discurso de Mario Draghi, presidente do BCE, às 14h00, com possíveis sinalizações sobre o rumo da política monetária. 

Ainda nos EUA, os líderes republicanos e democratas planejam votar nesta quinta-feira um projeto de lei no Congresso que aumentaria o teto da dívida e manteria o governo "funcionando" até 22 de dezembro, a fim de dar mais tempo para a resolução do impasse em relação ao Orçamento. O teto da dívida expira nesta sexta-feira e os democratas como moeda de troca para aprovar o projeto políticas mais brandas em relação à imigração.

4. Reforma da previdência
Ontem, Temer esperava terminar de contabilizar durante a noite quantos votos existem a favor da reforma da Previdência, mas o governo ainda não tem a resposta que queria. Em entrevista após o encontro, o vice-líder do governo, Beto Mansur, admitiu um apoio de apenas 260 votos, muito longe do que a PEC exige e abaixo dos 290 congressistas levantados pela manhã. Em vista da negativa, o deputado afirmou que Temer pretende adiar a votação para o dia 18, antes esperada para a próxima quarta-feira (13).

Vale ressaltar que, na véspera, o PMDB e o PTB fecharam questão para apoiar a reforma, sendo que o aval do partido do presidente animou os ativos brasileiros no final da sessão. Mas ainda não é o suficiente. Em busca de votos, Temer acena com mais verba para reforma da Previdência avançar, informa o Estadão, dando aval para projetos que podem custar R$ 30 bilhões em 15 anos, incluindo novos parcelamentos de dívidas. 

5. Noticiário corporativo
Após o Copom, Itaú Unibanco, BB e Bradesco reduziram juros de linhas de crédito. Na Vale, Eduardo Bartolomeo foi nomeado diretor executivo Metais Básicos. Atenção ainda para as recomendações: Direcional, Tenda e Even foram iniciadas como ’outperform’ por Safra, enquanto Helbor e Tecnisa foram iniciadas como neutra. Já a Estácio foi elevada a ’compra’ por Santander. 

(Com Agência Estado) 

Ilan Goldfajn, Michel Temer e Henrique Meirelles
(Lula Marques/Agência PT)

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