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Natura salta 15% e lidera ganhos da semana; Estácio sobe 11% e Petrobras e Braskem caem 5%

Confira os principais destaques da bolsa desta sessão

SÃO PAULO - A semana termina com o Ibovespa encerrando uma sequência de quatro quedas semanais quedas ao avançar 1,76%. Neste cenário, 10 das 59 ações que fazem parte do índice tiveram ganhos de mais de 5%, enquanto 6 papéis registraram perdas de mais de 2% nestes quatro pregões.

Na ponta positiva, destaque para a Natura, que saltou 15,03%, a R$ 32,90, após o forte salto de quinta-feira com o resultado. Entre as maiores altas também ficaram os papéis educacionais da Estácio e da Kroton, com ganhos em torno de 10% cada um.

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Já entre as maiores perdas, atenção especial para a Petrobras, com os papéis ordinários recuando 5,76% nesta semana, para R$ 16,52, enquanto os ativos preferenciais recuaram 4,19%, a R$ 16,02. Entre os dois, apareceu a Braskem, com queda de 4,65%, cotada a R$ 47,21.

Confira abaixo os principais destaques de ações desta sexta-feira:

RD (RADL3, R$ 84,40, +4,52%)
Apesar do beta reduzido, o que faz com que essas ações subam menos em dias de alta do Ibovespa, com o inverso também verdadeiro, as ações da RD, ex-Raia Drogasil, disparam nesta sessão, que é marcada também pela alta do Ibovespa. Com ganhos de quase 4%, esses papéis figuram como a segunda maior alta do índice nesta sexta-feira. 

A ação da RD está na Carteira InfoMoney do mês de novembro (clique aqui para ver o portfólio completo). 

Só 6 ações do Ibovespa caem
Em mais um dia de recuperação do mercado, apenas 6 das 59 ações do Ibovespa caíram nesta sexta-feira. O movimento negativo foi liderado por JBS (JBSS3, R$ 7,73, -1,53%), BB Seguridade (BBSE3, R$ 27,45, -1,26%) MRV Engenharia (MRVE3, R$ 13,38, -0,74%), Copel (CPLE6, R$ 23,47, -0,34%) e Engie, ex-Tractebel (EGIE3, R$ 36,59, -0,84%).  

Papel e Celulose
Em destaque no radar de recomendações, o Itaú BBA atualizou os modelos para o setor de celulose e papel, incorporando uma visão mais positiva para os preços a curto e a longo prazo como resultado de uma melhor dinâmica da oferta e da demanda. "Esperamos uma combinação de preços de celulose sustentáveis e esforços de redução de custos para aumentar os retornos das empresas brasileiras, revertendo a tendência de retornos abaixo que persistiram na última década", avaliam.

Assim, eles mantiveram as recomendações outperform em Fibria (FIBR3, R$ 52,45, +1,00%) e Suzano (SUZB3, R$ 20,39, +1,95%) - sem preferência clara por uma das duas -, e reduziram para marketperform a Klabin (KLBN11) por conta do valuation, com novo preço-alvo de R$ 22,00. 

Cielo (CIEL3, R$ 23,40, +0,91%)
O Itaú BBA também revisou sua recomendação para Cielo, com novo preço-alvo de R$ 30 (ante R$ 28), para incluir as novas premissas econômicas e incorporar o resultado do terceiro trimestre da companhia. Os analistas seguem com recomendação marketperform, por conta das perspectivas de ganhos ainda pouco animadores em 2018. 

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 59,30, +4,04%)
O BTG Pactual reiterou recomendação de compra para o Magazine Luiza, com novo preço-alvo de R$ 80 (versus preço-alvo anterior de R$ 74).

Os analistas apontam que não é de hoje que eles vêm falando o quão atrativo acham o case de MGLU, bem como a qualidade da execução. Além disso, apontaram que nos últimos trimestres a dinâmica competitiva mudou com players como Walmart e Cnova ficando mais racionais e a B2W decidindo descontinuar algumas categorias no B2C.

"Mais importante do que tudo isso, na nossa visão, foi a capacidade do Magalu de montar uma plataforma omnichannel de sucesso. Dito isso, achamos que essa será a chave do sucesso para que a companhia entregue crescimento acima da média nos próximos anos, corroborando nossa visão positiva estrutural no case. O sell-off recente em decorrência do aumento da presença da Amazon no Brasil e de mais competição por parte do MercadoLibre nos pareceu exagerado e abriu oportunidade compra".

Falando em Amazon, a empresa americana  anunciou nesta sexta-feira a inclusão de produtos para casa e cozinha em sua plataforma de marketplace no Brasil. Entre os produtos disponíveis estarão liquidificadores, fritadeiras, aspiradores, talheres e cafeteiras.  Assim como acontece com os livros e eletrônicos, a venda dos produtos acontece pelo modelo de marketplace, em que outras empresas usam o site da Amazon para vender seus produtos, pagando uma comissão de 10% para cada item vendido. 

De acordo com a Amazon, mais de 90 mil produtos da categoria serão anunciados em seu site, incluindo itens de marcas como KitchenAid, Mondial, Philco, Walita e iRobot. Além disso, as varejistas Etna e Imaginarium também disponibilizarão seus catálogos no site. 

Valid (VLID3, R$ 17,06, +2,90%)
A Valid foi elevada a outperform pelo Bradesco BBI, com preço-alvo de R$ 22,00, tendo em vista o desempenho abaixo do Ibovespa, que cria um ponto de entrada atraente. "O fraco desempenho das ações nos parece exagerado à medida que os fundamentos estão melhorando, especialmente no negócio de registro de identidade, que representa cerca de 70% do nosso valuation. Vemos agora mais chance de valorização do papel do que riscos que possam levar à queda em nossas estimativas já conservadoras", apontam os analistas. 

Petrobras (PETR3, R$ 16,52, +1,04%; PETR4, R$ 16,02, +1,33%)
As ações da Petrobras subiram na esteira dos preços do petróleo no mercado internacional. Em Londres, os contratos do Brent subiram 2,28%, a US$ 62,76 o barril, enquanto os contratos do WTI, negociados em Nova York, avançaram 2,63%, a US$ 56,59 o barril. 

Ainda no radar, a Petrobras comunicou que seu diretor de desenvolvimento da produção e tecnologia, Roberto Moro, apresentou sua renúncia ao cargo, em razão de aposentadoria. O conselho de administração aprovou a indicação para que diretor de assuntos corporativos, Hugo Repsold Júnior, acumule o cargo interinamente até a eleição de um novo diretor em definitivo.

A estatal ainda iniciou fase não-vinculante para a cessão de campos terrestres. A Petrobras anunciou o início da fase não vinculante referente aos processos de cessão da totalidade dos direitos de exploração, desenvolvimento e produção em três conjuntos de campos terrestres de Polos Riacho da Forquilha, Buracica e Miranga, localizados nos estados do Rio Grande do Norte e Bahia, segundo comunicado. Interessados habilitados na fase anterior para cada conjunto de campos terrestres terão acesso a um data room virtual contendo mais informações sobre esses campos, além de instruções sobre os processos de desinvestimentos, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes, segundo documento.

Também em comunicado, a Petrobras informou que realizou nesta quinta-feira a captação de recursos com um sindicato de bancos comerciais, liderado pelo banco Standard Chartered, no valor de US$ 1 bilhão, segundo comunicado. O sindicato é também composto pelo China Construction Bank, ABN AMRO Bank, Industrial and Commercial Bank of China, Banco
Latinoamericano de Exportações e Commerzbank. O financiamento tem como garantia a plataforma P-56. A Petrobras efetuou, simultaneamente, o pré-pagamento de financiamento com o Standard Chartered, no valor de US$ 500 milhões, que venceria em dezembro de 2018. O restante dos recursos captados será utilizado para o pré-pagamento de dívidas existentes, diz a empresa. 

Por fim, a Petrobras cortou o preço da gasolina em 1,4% e do diesel em 0,3%, válidos a partir de sábado (18). 

Ambev (ABEV3, R$ 20,54, +0,59%)
O Credit Suisse disse que vê oportunidade de curto e longo prazo para recuperar market share, com destaque para 5 pontos: 1) confirmações de que competidores seguiram o aumento de preço da Ambev no final do 3° trimestre; 2) Ambev reformulou seu portfolio mainstream, com uma diferenciação mais clara e mudança e embalagens. Com a melhora da economia, acreditamos que o portfólio deve se beneficiar de um movimento de trade-up; 3) utilização de tecnologias com a força de vendas, ficando mais eficiente de acordo com a necessidade do cliente; 4) Heineken/Kirin deve perder market share no segmento value/mainstream, que representa 70% do volume. Esse business nao é muito rentável para a Heineken e não acreditamos que ela precise de 4 marcas nesse segmento. Considerando que o Grupo Petrópolis tem limite de capacidade, a Ambev nos parece bem posicionada para ganhar share; 5) O portfolio da Ambev é menos correlacionado com o custo das latinhas em relação aos competidores. Assim, o recente aumento do preço do aluminino (+23% y/y) deve aumentar o custo das latinhas, o que deve criar valor para a estrategia de RGB da Ambev.

Vale (VALE3, R$ 32,92, +0,98%)
Segundo uma fonte ouvida pela Bloomberg, a Vale, BHP e advogados da Samarco concordaram em tentar suspender R$ 175 bilhões em processos judiciais civis relacionados ao acidente com a barragem de rejeitos de Mariana em 2015, enquanto continuam a negociar os termos de compensação. 

Os dois lados apresentaram uma petição endereçada a um juiz estadual de Minas Gerais para que conceda mais 150 dias para finalizar os termos da reparação, incluindo a forma como os procuradores participarão da supervisão dos pagamentos, de acordo com documentos obtidos pela Bloomberg. Diagnósticos e audiências públicas serão realizados para continuar avaliando os danos causados pelo rompimento da barragem na mina de minério de ferro da Samarco. A Vale e a Samarco não responderam; Bloomberg não conseguiu falar com BHP e Ministério Público.

Eletropaulo (ELPL4, R$ 15,65, +0,97%)
A AES Holdings, que detém 16,84% do capital da Eletropaulo, pediu AGE para mudanças no Conselho. Ela quer redução do número de conselheiros efetivos para 9 e término do mandato de todos os membros suplementes, segundo comunicado ao mercado.

A companhia também pede a eleição de 3 membros do conselho, em substituição a 5 conselheiros efetivos atualmente em exercício, para completar mandato até AGO sobre resultados de 2017. O Conselho da Eletropaulo se reunirá em 28 de novembro para deliberar pedido da AES Holdings. 

Brasil Pharma (BPHA3, R$ 4,75, +4,86%)
 A Stigma II, controladora da Brasil Pharma, manifestou sua intenção de realizar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) para tirar a companhia do Novo Mercado. Em nota, a empresa informou convocará uma Assembleia Geral para escolher a empresa que irá elaborar o laudo de avaliação.

De acordo com a Brasil Pharma, a intenção da controladora se insere no contexto de reestruturação societária, o que inclui possível venda de ativos. "A decisão da Acionista Controladora decorre da inviabilidade, especialmente relacionada à atual situação econômica da companhia e às condições de mercado, de recomposição do percentual mínimo de ações em circulação da companhia até a presente data", diz a empresa.

Além disso, a companhia ressalta que a Stigma II, até o momento, não demonstrou a intenção de cancelar seu registro de companhia aberta categoria "A" na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

CCR (CCRO3, R$ 17,07, +0,95%)
A CCR nega que esteja em negociação, sob caráter vinculante, para incorporar a Investimentos e Participações em Infraestrutura (Invepar). A companhia prestou esclarecimentos por meio de Fato Relevante, em resposta a notícias veiculadas na imprensa.

A companhia afirma que uma eventual formalização de proposta vinculante depende da prévia aprovação do Conselho de Administração, e que nesse caso divulgará Fato Relevante sobre o tema.

“A CCR está sempre atenta às oportunidades em infraestrutura, dentro da sua estratégia de crescimento qualificado e disciplina de capital, orientada pelas normas vigentes e as boas práticas de governança corporativa, informando aos seus acionistas e ao mercado em geral o desenrolar dos fatos que vinculem a Companhia a compromissos de investimento/desinvestimento, com o objetivo de viabilizar soluções de investimentos e serviços em infraestrutura, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental das regiões onde atua”, diz a empresa.

Sobre a Invepar,  Petros e Previ receberam proposta vinculante da Mubadala Consultoria Financeira para a subscrição de novas ações de emissão da Invepar e aquisição de número de ações atualmente detidas por Petros, Funcef e Previ no capital social da companhia. Caso a transação venha a ser concretizada, Mubadala poderá deter até 50,1% do capital social total e votante da Invepar. A Petros notificou que proposta está sob análise, segundo a Invepar.

Oi (OIBR4, R$ 3,96, +1,80%)
Uma solução para a Oi, cuja recuperação judicial se arrasta desde junho do ano passado, deve ficar somente para 2018. A avaliação é compartilhada hoje por representantes de credores internacionais, de bancos públicos, de investidores e da própria empresa, aponta o Estadão, que conversou com oito executivos a par do assunto.

Eles afirmam que, a despeito dos avanços recentes, ainda há muitos pontos de divergência sobre o plano e, por isso, são muito baixas as chances de um acordo estar de pé até o dia 7 de dezembro, quando está agendada a assembleia para votar o plano de reestruturação da operadora de telefonia.

Segundo essas fontes, o mais provável é que se instale a assembleia no mês que vem, mas que não haja votação. A reunião deve ser usada para definir se haverá um único plano de reestruturação ou se mais de uma proposta será levada à deliberação. Com isso, a votação ficaria para fevereiro. Negociações entre credores internacionais, os “bondholders”, representantes da companhia e dos acionistas ocorrem esta semana em Nova York e devem se estender ao longo do dia de hoje. Mas a evolução, por enquanto, é pequena.

 Persiste o impasse sobre o porcentual da companhia que os credores deterão após a reestruturação. O plano da Oi previa que os atuais acionistas ficassem com 75% da Oi. Os credores discordaram e defendem que eles fiquem com apenas 5%. Uma fonte do governo avalia que a posição dos acionistas não era razoável, mas será preciso ajuste também na ambição dos credores. Segundo essa fonte, ainda não há solução pronta e formatá-la até 7 de dezembro será muito difícil.

Um executivo próximo aos credores internacionais lembra que a Oi tem de protocolar um plano revisado até o dia 27 de novembro e, até o momento, não há desenho fechado. Os credores estrangeiros são peça-chave para a aprovação do plano da Oi. Isso porque, dos R$ 64 bilhões em dívidas da Oi, quase metade corresponde a títulos emitidos no exterior. Esse grupo ganhou poder de barganha com decisão na semana passada da Justiça do Rio.

A desembargadora Mônica Maria Costa determinou que empresas holandesas, subsidiárias da Oi, possam ter seu voto registrado na assembleia. Até então, os representantes dessas companhias, os “trustees”, só poderiam ser ouvintes. As holandesas têm R$ 21 bilhões a receber da Oi e devem a credores na Europa. Por essa razão, a posição dos trustees tende a ser muito próxima da defendida pelos bondholders.

Já a coluna de Lauro Jardim, do O Globo, informa que o juiz Fernando Viana, da 7ªVara Empresarial do Rio de Janeiro, acolheu pedido dos grupos de credores da Oi liderados por Moelis e G5 e decidiu que os dois recém-escolhidos diretores da empresa, os conselheiros Hélio Costa e João Vicente Ribeiro, não podem tratar de questões relacionadas ao processo de recuperação judicial da empresa.

Santos Brasil (STBP3, R$ 3,45, +14,62%)
O Conselho de Administração da Santos Brasil aprovou a assinatura de aditivo ao contrato do terminal de contêineres de Vila do Conde para prorrogação antecipada, segundo fato relevante. O aditivo prevê prorrogação do arrendamento do terminal localizado no Pará por mais 15 anos, segundo outro comunicado da empresa. A Santos Brasil vai investir R$ 37,24 milhões na ampliação e modernização do terminal nos próximos dois anos.

Serão investidos R$ 129,04 milhões até 2033; projeto vai elevar capacidade de movimentação do terminal para 163.000 TEU por ano. 

Segundo o BTG Pactual, sem dúvida, esse foi um passo importante apesar de já estar refletido nos nossos números da companhia. Os analistas destacam ainda que tiveram ontem um almoço com o CFO da empresa, que reiterou uma visão positiva, impulsionado por grandes esforços para reduzir custos fixos (apenas 1/3 dos esforços para cortar os custos diretos foram totalmente implementados até agora), além de maior volumes (o fluxo de contêineres no Porto de Santos deve continuar a melhorar em 2017, provavelmente acelerando no próximo ano), e a empresa não prevê qualquer deterioração adicional dos preços – corroborando para a visão de que o pior já passou em termos de competição. Em cima de uma melhora do fluxo de containers, a diretoria da empresa vê riscos de upside para os volume no ano que vem no Tecon Santos, com algumas linhas asiáticas potencialmente reorganizadas.

Os analistas do banco comentaram que a ação segue como sua top pick no setor de portos, com recomendação de compra.

Novos IPOs
A Blau Farmacêutica entra com pedido de companhia aberta na CVM, de acordo com registro no site da Comissão.

Nesta semana, o grupo SBF, dono da Centauro, protocolou junto à CVM em 14 de novembro o pedido de registro de companhia aberta na qualidade de emissor categoria “A”, e o pedido de registro para oferta pública de distribuição primária de ações ON. A oferta será realizada no Brasil, com esforços de colocação no exterior. A realização da oferta dependerá de condições favoráveis dos mercados de capitais nacional e internacional.

A Centauro é um dos cases que fazem parte da carteira do GP Investimentos (GPIV33, R$ 6,76, +10,82%), um dos dois private equities com ações listadas na bolsa. O CEO da GP, Antonio Bonchristiano, falou sobre o sucesso deste investimento em entrevista ao InfoMoney no final de 2016 (veja a entrevista clicando aqui). 

(Com Agência Estado)

Loja Natura - sede SP
(Mariana Zonta)

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