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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta sexta-feira

Confira os assuntos que agitarão os mercados nesta sessão

SÃO PAULO - Após a forte alta do Ibovespa, de 2,38%, na última quinta-feira, o mercado estará nesta sessão de olho dos dados dos EUA, enquanto pode repercutir o movimento positivo das commodities. Por outro lado, o noticiário político sobre reforma da previdência e a última sessão antes do feriado da segunda-feira da Consciência Negra, com a B3 fechada, pode levar a um maior movimento de cautela dos mercados. Confira os destaques desta sexta-feira (17):

1. Bolsas mundiais
O dia é de leve queda para os principais índices de ações europeus, após a alta forte da véspera com o avanço da reforma tributária nos EUA, enquanto as bolsas asiáticas fecharam sem direção única após o governo chinês alertar por uma bolha dos papéis da fabricante de bebidas alcoólicas Kweichow Moutai, cuja ação mais do que triplicou de valor desde o início de 2016, gerando receios dos investidores por sanções para futuras Ofertas Públicas de Ações.

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No mercado de commodities, o petróleo se recupera depois de três sessões consecutivas de desvalorização, movimento positivo que também é visto pelas commodities metálicas, com o minério de ferro negociado em Dalian fechando em alta de 2%.

Às 8h21 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*CAC-40 (França) -0,27%

*FTSE (Reino Unido) -0,27%

*DAX (Alemanha) -0,14% 

*FTSE MIB -0,64%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,62% (fechado)

*Xangai (China) -0,50% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,20% (fechado)

*Dow Jones futuro -0,14%

*Petróleo WTI +1,34%, a US$ 55,88 o barril

*Petróleo brent +0,85%, a US$ 61,88 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +1,98%, a 462,5 iuanes

2. Agenda econômica
A agenda econômica brasileira terá como destaque a PNAD Contínua do IBGE, com os números do mercado de trabalho do terceiro trimestre, além dos dados de serviços, ambos às 9h. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, faz palestra fechada à imprensa na Reunião Plenária do Instituto para Desenvolvimento do Varejo durante a tarde, em São Paulo, enquanto o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, faz palestra no FGV Finance Club sobre “Carreira e Perspectivas para Economia”, às 17h00.

Nos EUA, atenção para os dados de construção de residências e concessões de alvarás de outubro, às 11h30, além da sondagem industrial de Kansas City às 14h. Já no final da noite, às 23h30, será divulgado o índice de preços de imóveis na China.

3. As reformas de Temer
Uma das condições para aprovação do texto da Previdência, a reforma ministerial pode não ser suficiente para alavancar a aprovação das novas regras de aposentadoria no Congresso, segundo alerta dos líderes da base ao Palácio do Planalto, informa a coluna Painel, da Folha de S. Paulo. De acordo com a matéria, os  deputados avaliam que há risco da Câmara aprovar as novas regras de aposentadoria, assumindo o ônus das mudanças, e o Senado depois engavetar a proposta para não enfrentar o tema em ano eleitoral. O plano do governo é que se vote a reforma na Câmara até 15 de dezembro. 

Já O Globo informa que, na Previdência, só idade mínima tem amplo apoio. Líderes de oito partidos de sustentação ao governo, que somam 309 votos, disseram ao jornal que vão apresentar as linhas gerais da proposta mais enxuta às suas bancadas na próxima semana, mas antecipam que o texto defendido pela Fazenda — com ajustes mínimos no relatório aprovado pela comissão especial em maio — não passa agora no Congresso. Justamente de olho na aprovação da impopular reforma, o governo lançará uma campanha para defender a mudança da Previdência na televisão, onde ataca o que chama de "privilégios" dos servidores públicos e afirma que "tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo".

Além disso, em busca de apoio no Congresso para a reorganização da base aliada, a ala política do governo pressiona por um desbloqueio de R$ 10 bilhões de despesas do orçamento em novembro. Mesmo com a melhora da arrecadação de tributos, a equipe econômica considera elevado esse valor, mas já prepara uma liberação superior a R$ 5 bilhões nesta sexta-feira, segundo informa o Estadão. 

4. Reforma tributária de Trump
Por 227 votos a 205, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou a reforma tributária na última quinta-feira, um passo importante para uma das mudanças legislativas mais esperadas do governo Trump. Os 13 republicanos e todos os democratas que votaram "não" foram insuficientes para derrubar a proposta, que agora segue para o Senado.

No entanto, destaca a LCA Consultores, como existe uma outra proposta sendo analisada no Senado, é provável que, com a aprovação de uma proposta em cada casa, estas teriam que elaborar uma proposta conjunta de reforma para passar a versão final nas duas casas. "As duas propostas diferem em alguns pontos, como os níveis de imposto de renda individual e o ano de início para redução dos impostos corporativos. De qualquer forma, esta é uma vitória significativa do governo Trump, mas que ainda deve gerar conflitos no Congresso", destaca a consultoria. Não se espera nenhuma ação decisiva do Senado até o feriado de Ação de Graças na semana que vem.  

5. Noticiário corporativo
Após a temporada de resultados, o destaque desta sexta-feira fica para o radar de recomendações. A Suzano teve a cobertura retomada pelo Itaú BBA com recomendação ’outperform’ e preço-alvo de R$ 25, enquanto a Klabin foi rebaixada a ’market perform’ pela mesma instituição. A Valid foi elevada a ’outperform’ pelo Bradesco BBI, com preço-alvo de R$ 22.

A Bloomberg informa, citando uma fonte, que a Vale, BHP e advogados da Samarco concordaram em tentar suspender R$ 175 bilhões em processos judiciais civis relacionados ao acidente com a barragem de rejeitos de Mariana em 2015, enquanto continuam a negociar os termos de compensação. Na Petrobras, Roberto Moro renunciou à diretoria de desenvolvimento da Produção, enquanto a controladora Stigma fará OPA para a saída da Brasil Pharma do Novo Mercado. A CCR, por sua vez, nega negociação em caráter vinculante com a Invepar. 

Por fim, no InfoTrade de hoje, destaque para a recuperação do Ibovespa, que precisa encerrar a semana acima da faixa de 71 mil pontos para sacramentar o sinal de reversão formado no gráfico semanal, assim como para a recomendação de compra para as ações da Qualicorp (QUAL3) - confira a análise completa.

(Com Agência Estado e Agência Brasil) 

Donald Trump e Michel Temer
(Beto Barata/PR)

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