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20 ações vão de altas de 3% a quedas de 6% após balanços do 3° tri; small cap desaba 19% em 5 pregões

Confira os principais destaques da bolsa desta sexta-feira

BRF_Bloomberg

Confira abaixo os principais destaques de ações desta sexta-feira:

BRF (BRFS3, R$ 41,58, -3,30%)
A BRF reportou lucro líquido de R$ 138 milhões no terceiro trimestre de 2017, crescimento de mais de sete vezes (alta de 666,67%)  ante o mesmo período de 2016. O resultado também superou a expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg, que projetavam um lucro de R$ 121,7 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês), por sua vez, atingiu R$ 1,074 bilhão entre julho e setembro, alta de 21,3% em um ano e praticamente em linha com a projeção do mercado, que era de R$ 1,01 bilhão.

Já a receita líquida da BRF no terceiro trimestre chegou a R$ 8,732 bilhões, montante 2,6% mais alto que o dos mesmos meses do ano anterior. Os analistas consultados pela Bloomberg esperavam receita de R$ 8,65 bilhões.

De acordo com o Credit Suisse, a BRF reportou um trimestre com uma melhora operacional fundamentada por menores custos de grãos, ligeiro ganho de market share no Brasil e melhora da dinâmica competitiva na África, Ásia e Europa, enquanto a receita líquida ficou acima da expectativa do banco em função de melhores volumes no Brasil.

"A melhora de market share no Brasil pode ser justificada pelo avanço de comidas prontas, margarina e embutidos. Acreditamos que o resultado já era razoavelmente esperado, mas que marcam um novo momento para a empresa, que voltou a ganhar momentum nos lucros. Os investidores devem voltar a focar na melhora do desempenho operacional, potencial de desalavancagem e consequentemente um valuation mais atrativo", avaliam os analistas do Credit. 

Segundo o BTG Pactual, o resultado trouxe grandes melhorias, mas ainda há ressalvas. Para os analistas do banco, a receita líquida e o Ebitda ficaram um pouco abaixo das estimativas, assim como o lucro líquido, que foi impulsionado por ganhos associados ao programa de regularização tributária (efeito não-recorrente). Do lado positivo, eles apontam uma melhoria na alavancagem, com a dívida líquida/Ebitda indo para 4,6 vezes, com contribuição o Ebitda mais forte. A empresa mostrou ganhos de margem gerados por ótimo controle de despesas gerais e administrativas e forte melhora na OneFoods. O banco segue com a ação como sua "top pick". 

Minerva (BEEF3, R$ 11,60, +3,10%)
A Minerva fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 85,8 milhões, uma alta de 80,9% ante os R$ 47,4 milhões registrado no mesmo período do ano passado. Já a receita líquida da companhia avançou 34,9%, passando de R$ 2,53 bilhões para R$ 3,42 bilhões entre julho e setembro deste ano.

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), por sua vez, fechou o terceiro trimestre em R$ 311,8 milhões, um avanço de 25,1% ante os mesmos meses de 2016.

A ocupação da capacidade veio 10% acima do último ano, o que levou a um robusto crescimento dos volumes; Ebitda menor que o esperado por conta do declínio dos preços nos mercados nacional
e internacional, dizem analistas do Bradesco BBI em relatório. 

Ecorodovias (ECOR3, R$ 11,70, +1,65%)
A Ecorodovias registrou, no terceiro trimestre, lucro atribuído aos sócios da empresa controladora de R$ 125,3 milhões, alta de 86,8% sobre o mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, a melhora do resultado de deveu à redução de custos e de despesas.

Já a receita líquida avançou 9,5% no trimestre, para R$ 826,9 milhões, enquanto o Ebitda cresceu 18,5%, alcançando R$ 420 milhões, na base anual.

O destaque foi para arrecadação com pedágios, enquanto o Ebitda veio acima do esperado por conta de uma performance operacional notável e um controle de custos mais apertado, dizem analistas do Itaú BBA
em relatório. 

Cyrela (CYRE3, R$ 11,92, -0,50%)
A incorporadora Cyrela Brazil Realty fechou o terceiro trimestre de 2017 com prejuízo líquido de R$ 6,8 milhões, revertendo o lucro líquido de R$ 14,4 milhões apurado no mesmo período de 2016. Este é o segundo prejuízo seguido da companhia, que sofreu perda de R$ 140 milhões no segundo trimestre deste mesmo ano.

A receita operacional líquida totalizou R$ 598 milhões, retração de 25,7%. O documento com a apresentação de resultados não trouxe informação sobre o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização).

A Cyrela teve recuo na receita em função do menor volume de obras. Além disso, houve perda de rentabilidade devido à menor diluição dos custos fixos.

Conforme aponta o Itaú BBA, as margens brutas tiveram uma pequena queda decorrente de mais
cancelamentos de vendas; fluxo de caixa livre foi forte, afetado, em parte, pelo desinvestimento de parte da parcela da companhia na Tecnisa. 

Gafisa (GFSA3, R$ 14,42, -6,06%)
O prejuízo líquido da Gafisa cresceu mais de 2 vezes no terceiro trimestre, passando para R$ 157,84 milhões ante o mesmo período do ano passado. A receita líquida, por sua vez, caiu 40%, para R$ 160,36 milhões. Já a geração de caixa da empresa ficou em R$ 93 milhões entre julho e setembro.

As despesas gerais e administrativas da Gafisa caíram 22%, para R$ 21,44 milhões. Já a equivalência patrimonial ficou negativa em R$ 67,05 milhões, ante o valor negativo de R$ 7,62 milhões um ano antes. A companhia ainda anunciou a proposta de um aumento de capital de até R$ 300 milhões. 

Kroton (KROT3, R$ 17,75, -1,55%)
A Kroton lucrou R$ 450,8 milhões no terceiro trimestre, 22,4% a mais na comparação anual,  em meio ao crescimento na receita e por redução de custos. O lucro ajustado, por sua vez, subiu 17%, a R$ 529,7 milhões, enquanto o Ebitda teve alta de 10,7%, a R$ 544,37 milhões. O Ebitda ajustado foi a R$ 576,78 milhões, alta de 8,4%. 

A Kroton também anunciou nesta sexta-feira a distribuição de R$ 171,3 milhões de reais em dividendos, com pagamento até o dia 27 de novembro.. 

Tenda (TEND3, R$ 17,06, +2,16%)
A Tenda fechou o terceiro trimestre de 2017 com lucro líquido de R$ 30,7 milhões, crescimento de 33,3% frente ao mesmo período de 2016.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 48,7 milhões, crescimento de 27,4%. O dado ajustado desconsidera juros capitalizados e despesas não caixa com planos de ações.

A receita operacional líquida foi de R$ 361,4 milhões, uma expansão de 33,6%.

A melhora do balanço da Tenda reflete o aumento das operações, com ganho de escala e produtividade. A margem bruta subiu 4,7 pontos porcentuais, para 39,8%. Também houve queda nas provisões de calotes e distratos em comparação com o segundo trimestre deste ano.

A Tenda lançou empreendimentos com valor geral de vendas (VGV) de R$ 488 milhões no terceiro trimestre, alta de 50,1% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas líquidas totalizaram R$ 385,3 milhões de julho a setembro, um aumento de 61,4% na mesma base de comparação.

BR Insurance (BRIN3, R$ 14,41, -2,64%)
A BR Insurance fechou o terceiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 22,45 milhões, uma boa melhora em relação aos R$ 42,74 milhões registrados um ano antes. O Ebitda, por sua vez, saiu de um resultado negativo de R$ 43,56 milhões para perdas de R$ 19,52 milhões. Em comparação com um ano antes, a receita líquida da companhia recuou 28,6%, atingindo R$ 20,34 milhões entre julho e setembro de 2017.

Tecnisa (TCSA3, R$ 2,16, -5,26%)
O prejuízo líquido da Tecnisa cresceu 31,4% no terceiro trimestre, para R$ 142 milhões, na comparação com o mesmo período de 2016. A receita líquida da companhia, por sua vez, cresceu 143,9%, para R$ 12,49 milhões.

Segundo a companhia, as despesas financeiras cresceram com a realocação dos juros de dívidas atreladas a projetos entregues ou cujos custos foram remensurados. Já as receitas financeiras caíram com menor posição do caixa médio, com o aumento dos distratos e com menor contribuição dos indexadores para atualização monetária.

EzTec (EZTC3, R$ 21,62, +0,46%)
A EZTec lucrou quase seis vezes no terceiro trimestre de 2016 na base de comparação anual, somando R$ 280,35 milhões, enquanto a receita líquida também apresentou grande alta, passando de R$ 115,5 milhões para R$ 691,683 milhões, ou variação de 498%, tendo como principal motivo para tanto a venda da Torre B do EZ Towers. A incorporadora alienou o prédio de padrão 'triple A' para a Brookfield, por R$ 650 milhões. Já o resultado financeiro líquido da incorporadora caiu 48% no trimestre, para R$ 11,4 milhões. 

São Martinho (SMTO3, R$ 17,75, -0,84%)
A São Martinho viu seu lucro líquido cair 23,1% no segundo trimestre fiscal do ano de 2018, a R$ 53 milhões, enquanto a receita líquida caiu 5,5%, a R$ 736,3 milhões.  

Segundo o Bradesco BBI, a companhia reportou resultados fortes, com Ebitda crescendo 23% na base de comparação anual, 10% acima das expectativas do banco. "Vale notar que a companhia continua construindo estoques de etanol, com expectativa de se beneficiar de melhores preços no segundo semestre de 2018. A companhia também começou a fazer hedge de preços de açúcar para a safra de 2018/2019. Acreditamos que a companhia segue bem posicionada no setor, com bom histórico de hedge de preços de açúcar e forte potencial de geração de caixa futuro, combinado com um valuation atual atrativo de 5 vezes o ebitda", afirmam os analistas.

Alupar (ALUP11, R$ 17,97, +0,50%)
O lucro líquido da Alupar subiu 230,4%, a R$ 112 milhões, enquanto a receita líquida teve alta de 2,8%, a R$ 386 milhões, na base de comparação anual. 

O destaque do trimestre foi a recente aquisição de 50% sistema de transmissão Bom Jesus, que exemplifica o a nova estratégia de expansão da cia. para outros segmentos, dizem analistas do Itaú
BBA em relatório

CPFL Renováveis (CPRE3, R$ 13,72, +0,96%)
A CPFL Renováveis encerrou o terceiro trimestre com alta de 16% na receita líquida, para R$ 584,9 milhões, enquanto o Ebitda subiu 18%, a R$ 407,8 milhões, sobre o mesmo período do ano passado. O lucro líquido da companhia, por sua vez, ficou em R$ 94,9 milhões, o que representa um crescimento de 89%.

O desempenho positivo, segundo a empresa, é decorrente da entrada em operação gradual (de maio a dezembro de 2016) dos complexos eólicos Campo dos Ventos e São Benedito, que somam 231 MW de capacidade instalada, e do Complexo Pedra Cheirosa (48,3 MW), que iniciou a operação em junho, quase um ano antes da data prevista em contrato.

Contribuiu ainda para esse resultado a descontratação de 91,2 MW médios de energia do complexo eólico Macacos e dos parques eólicos Atlântica I, II e IV e Morro dos Ventos II.

Senior Solution (SNSL3, R$ 28,80, +1,41%)
A Senior Solution teve lucro caixa ajustado recorde de R$ 5,3 milhões no terceiro trimestre deste ano, uma alta de 64,6% ante o mesmo período do ano passado. O Ebitda da companhia também foi recorde, subindo 158% em um ano e atingindo R$ 5,9 milhões. Já a receita, saltou 67,8% ante o período entre julho e setembro de 2016 e ficou em R$ 33,5 milhões.

De acordo com Bernardo Gomes, presidente da empresa, o principal marco nesse trimestre foi o Ebitda, que atingiu recorde com margem Ebitda de 17,7%, aumento de 6,2 pontos percentuais. "Este é o novo patamar de lucratividade da Companhia a partir do qual buscaremos avançar com as sinergias remanescentes da attps e provenientes de novas aquisições", disse.

Ouro Fino (OFSA3, R$ 26,65, 0,0%)
A Ouro Fino viu seu lucro ajustado subir 84,9% na base de comparação anual, passando de R$ 7,3 milhões para R$ 13,5 milhões, enquanto a receita líquida foi de R$ 125,5 milhões para R$ 130,2 milhões, alta de 3,7% na base de comparação anual. 

O Ebitda ajustado subiu 79,5%, a R$ 29,8 milhões, enquanto a margem Ebitda subiu 9,7 pontos percentuais, a 22,9%. 

Os resultados mostram recuperação das margens no segmento de produção animal; bom comportamento das receitas no setor de animais de estimação mostra retomada da companhia, dizem analistas do
Itaú BBA em relatório.

Randon (RAPT4, R$ 6,80, -0,58%)
A Randon reverteu prejuízo de R$ 16 milhões e teve lucro líquido de R$ 22,6 milhões no terceiro trimestre de 2017. Já a receita líquida consolidada chegou a R$ 773,7 milhões, alta de 35,7%. Em nove meses, houve avanço de 4,1%, para R$ 2,1 bilhões.

De acordo com o Itaú BBA, os resultados foram positivos e avalia que a Randon é um grande player para quem buscar investir com a retomada da economia brasileira. 

Iochpe-Maxion (MYPK3, R$ 20,60, +2,28%)
O prejuízo líquido da Iochpe-Maxion foi de R$ 28,7 milhões no terceiro trimestre de 2017, decorrente do ajuste contábil não caixa. Excluído o ajuste contábil e os efeitos não recorrentes, o lucro teria sido de R$ 43,4 milhões, refletindo a melhora operacional da companhia, com um crescimento de 404,3 % na base de comparação anual. 

A receita operacional líquida consolidada de R$ 1,932,5 bilhão, um crescimento de 21,1% em relação ao terceiro trimestre de 2016. O Ebitda foi de R$ 220,3 milhões, com margem Ebitda de 11,4%, alta de 15,3% na comparação anual. 

PetroRio (PRIO3, R$ 59,60, -1,19%)
A PetroRio viu seu lucro líquido cair 77% na base de comparação anual, passando de lucro de R$ 71,47 milhões para R$ 16,382 milhões. Já o Ebitda ficou positivo em R$ 20,989 milhões, revertendo número negativo de R$ 628 mil do terceiro trimestre do ano passado.

A receita líquida consolidada de R$ 110 milhões, queda de 21% na base de comparação anual, teve R$ 80,3 milhões originados da venda de óleo de Polvo e R$ 29,7 milhões de Manati, referentes à participação de 10% da PetroRio no consórcio de gás natural.

Eneva (ENEV3, R$ 13,25, +0,68%)
A elétrica Eneva registrou lucro líquido de R$ 56,9 milhões no terceiro trimestre, revertendo um prejuízo de R$ 16,7 milhões no mesmo período de 2016. O Ebitda ajustado foi de R$ 371,3 milhões entre julho e setembro deste ano, alta de 16% em comparação aos mesmos meses do ano passado.

Fertilizantes Heringer (FHER3, R$ 2,69, -0,37%)
A Fertilizantes Heringer teve prejuízo de R$ 9,9 milhões no terceiro trimestre deste ano, revertendo lucro de R$ 22,5 milhões em igual período do ano passado. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) diminuiu 82,6% na mesma comparação, para R$ 14,7 milhões. A receita líquida caiu 2%, para R$ 1,48 bilhão.

Os volumes entregues pela Heringer no terceiro trimestre somaram 1,36 milhão de toneladas, um aumento de 2,9% ante igual período de 2016. As entregas para as culturas de soja, café e cana-de-açúcar cresceram 3,7%, 2,1% e 23,9%, respectivamente. Já as entregas para a cultura de milho diminuíram 21,3%. Segundo a empresa, a queda do preço do grão ao longo de 2017 deve resultar em uma área menor de milho verão e redução do consumo de fertilizantes. O volume entregue de produtos especiais caiu 1,3% no terceiro trimestre, para 628 mil toneladas.

Para todo o ano de 2017, a Heringer prevê uma sazonalidade parecida com a dos últimos anos no mercado brasileiro de fertilizantes, com 39% do volume total sendo entregue no primeiro semestre e 61% no segundo trimestre. A estimativa é de que o consumo brasileiro de fertilizantes em 2017 fique estável em relação a 2016, em aproximadamente 34 milhões de toneladas.

Sanepar (SAPR4, R$ 10,74, +2,29%)  
A Sanepar informou ontem, por meio de fato relevante, que a Agepar (Agência Reguladora do Paraná), atendendo a solicitação da empresa, apresentou a fórmula para cálculo do índice de diferimento tarifário, que será feito de forma linear, em linha com a expectativa dos analistas do BTG Pactual, comentam em relatório divulgado hoje. Apesar de ter vindo em linha, eles comentam que o anúncio é positivo, dado que é possível ter maior transparência da metodologia. 

Suzano (SUZB3, R$ 20,60, -2,51%)
A Suzano ganha hoje um novo status na Bolsa, com sua migração para o Novo Mercado. As ações PNs deixam de existir e passam a ser negociadas apenas as ONs. 

Ainda no radar da empresa, o jornal O Estado de S. Paulo informou que a empresa contratou banco para assessorá-la na compra de duas empresas de tissue: a Ondunorte e outra na região sudeste. 

Além disso, o Credit Suisse revisou o setor de papel e celulose, incorporando um real mais depreciado, preços de celulose maiores e os resultados do 3° trimestre. Para Suzano, eles chegaram ao preço-alvo de R$ 24,00 por ação e mantiveram a recomendação em "outperform" (desempenho acima da média). Os analistas destacam a forte performance operacional da empresa, que continua a diminuir o custo de caixa e melhorar seus resultados. Além disso, eles esperam também que a demanda doméstica de papel volte a contribuir positivamente para as margens da empresa.

Já para Fibria, os analistas chegaram ao preço-alvo de R$ 60,00 por ação, com recomendação "outperform". "Esperamos também que a geração de fluxo de caixa livre aumente com os volumes com yield de 6.2% em 2018, levando dívida líquida/Ebitda para 1,7 vez em 2018. Acreditamos que Fibria é o maior beneficiário das nossas revisões e do cenário mais otimista para a commodity", apontaram. 

Em relação à Klabin, eles comentam que a empresa deve se beneficiar menos das alterações no cenário, mesmo com sua planta Puma operando a capacidade máxima (1,5 milhões de toneladas por ano) ainda possui exposição limitada a celulose. "Ainda assim, gostamos da tese da empresa de capturar uma eventual retomada economica no Brasil através do setor de papel", comentam. Eles chegaram a um preço-alvo de R$ 21,00 por ação, mas mantiveram recomendação neutro. "Enxergamos o papel bem precificado a 9,4 vez a dívida líquida/Ebitda projetado para 2018". 

Eletrobras (ELET3, R$ 20,20, -1,17%;ELET6, R$ 23,00, -2,13%)
A revisão tarifária periódica das transmissoras de energia vai expor uma situação desconfortável para a Eletrobras. Cálculos realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deixarão claro que a ineficiência da estatal, até então atribuída apenas às distribuidoras, também atinge as transmissoras.

Para se adequar aos novos parâmetros que serão exigidos pela Aneel a partir de 2018, a Eletrobrás terá de fazer um corte de custos de R$ 2 bilhões. Como esse valor não pode ser repassado para as tarifas, se a empresa não for privatizada, ela exigirá mais aportes dos acionistas. A União detém, direta e indiretamente, 63% das ações da Eletrobras.

De acordo com levantamento da Aneel, entre as nove transmissoras que passarão pela revisão, Eletronorte, Chesf e Eletrosul têm os piores níveis de eficiência: 34,61%, 42,14% e 44,14%, respectivamente. A Copel-GT terá 53,02%, e Furnas, 58,37%. As melhores nessa lista são Cemig-GT, com 92,30%, e CTEEP, com 89,46%.

O índice a ser atingido pela Eletrobrás foi definido em 90% do alcançado pelas melhores empresas, algo que o governo considera possível caso a empresa seja privatizada. A Aneel estima que as tarifas de transmissão devem cair 0,71% com a revisão periódica e poderiam ser reduzidas em mais 0,11% se Eletrobrás for vendida. O efeito somado seria de -0,82%.

Ao pedir que a Aneel fizesse o estudo, o Ministério de Minas e Energia (MME) queria mostrar as perdas que a Eletrobrás causa por ser uma estatal. O resultado não causou surpresas no governo, já que as subsidiárias da empresa são líderes no número de obras atrasadas do setor.

O governo vai propor uma mudança na forma de cálculo das indenizações para as transmissoras de energia elétrica. A proposta fará parte do projeto de lei sobre a privatização da Eletrobrás, que deve ser fechado ainda nesta semana. O plano é propor às transmissoras que têm direito a indenizações que aceitem receber os valores em 25 anos, e não em 8, como estabelece a regra atual.

O dinheiro será pago por meio das tarifas e será corrigido pelo custo ponderado médio de capital (WACC) do setor de transmissão, indicador que deve reduzir os ganhos das empresas em R$ 3 bilhões, de R$ 34,5 bilhões para R$ 31,5 bilhões.

A vantagem, para quem aceitar a proposta, é a segurança jurídica, pois o acordo será firmado por meio de lei. A regulamentação anterior, que permitia correção mais alta, veio por uma portaria publicada pelo ex-ministro de Minas e Energia e senador Eduardo Braga (PMDB-AM), durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

O uso desse instrumento foi questionado na Justiça por associações de indústrias como Abrace, Abividro e Abiclor e, até agora, a Justiça deu ganho de causa para essas entidades. 

Recomendações
A Taesa (TAEE11, R$ 20,25, -0,10%) teve recomendação elevada a ’outperform’ pelo BB Investimentos, enquanto a Lojas Americanas anteriormente classificada como 'equal-weight' pelo Morgan Stanley, foi elevada a overweight. O preço-alvo elevado de R$ 16 para R$ 20. 

Cemig (CMIG4, R$ 6,92, -1,14%)
A Cemig aderiu ao Plano de Regularização de Créditos Tributários - PRCT do Estado de Minas Gerais para quitação do ICMS no total de R$ 588 milhões, segundo comunicado ao mercado. A adesão pela Cemig D reduziu em 90% os juros e multas incidentes sobre as matérias. O valor deverá ser atualizado pela taxa de 50% da Selic até a data do efetivo pagamento, a ser realizado em 6 parcelas iguais, a primeira de R$ 93 milhões quitada em 31 de outubro. A adesão pela Cemig GT, no valor de R$ 30 milhões, liquidado integralmente em 31 de outubro, reduziu em 95% os juros e multas incidentes sobre a matéria, disse a Cemig. A adesão ao PRCT impactará negativamente o Ebitda e lucro líquido do 3º trimestre de 2017, no valor aproximado de R$ 588 mi e R$ 388 mi, respectivamente.

Petrobras (PETR3, R$ 17,58, +0,46%;PETR4, R$ 16,75, +0,18%)
A Petrobras cortou o preço da gasolina em 0,3% e elevou o diesel em 1,0%. Os preços para refinarias a partir de 11 de novembro, segundo informação no website da Petrobras.

IMC (MEAL3, R$ 8,38, -3,79%)
As ações da IMC, dona das marcas, dona das redes de alimentos Frango Assado, Viena e Brunella, desabaram 19% nos últimos dias, com o mercado antecipando a precificação da oferta de ações da empresa, realizada ontem e que foi anunciada em 30 de outubro, que saiu por R$ 8,00. 

A empresa captou R$ 444,6 milhões na oferta, a R$ 8 por ação. A oferta secundária foi de 55,6 mi papés ordinários, sendo 22 mi ações de titularidade do FIP Semolina e 33,6 mi ações de títularidade do FIP Brasil Empreendimentos, ambos ligados à gestora de fundos de private equity Advent.

A quantidade inicialmente ofertada foi acrescida em 0,05%, ou 30.000 ações, com início da negociação em 13 de novembro, segundo comunicado da empresa. 

(Com Agência Estado)

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