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Desligou no feriado? O que você precisa saber para voltar para a Bolsa bem informado

Queda do índice de ADRs brasileiro, Trump e noticiário político movimentado: confira o que foi destaque nesta quinta-feira

SÃO PAULO - A bolsa esteve fechada no Brasil nesta quinta-feira (12) por conta do feriado de Nossa Senhora Aparecida, mas o noticiário não parou. Entre política no Brasil, anúncios e rumores nos Estados Unidos e as negociações sobre o Brexit, novidades não faltaram nesta data - e que tem potencial de impactar a bolsa brasileira na próxima sexta-feira. Confira os destaques:

Brazil Titans cai 0,36%
Em dia sem atividades na Bolsa brasileira por conta do feriado de 12 de outubro, o índice Brazil Titans 20, que reúne os principais ADRs (American Depositary Receipt) de empresas nacionais negociados em Wall Street, fechou em leve baixa de 0,36%, a 23.797 pontos, em linha com o desempenho das principais bolsas mundiais e entre alta de Vale e siderúrgicas e queda de bancos e Petrobras. 

Na Bolsa de Nova York, as principais bolsas recuaram das máximas uma vez que a temporada de balanços começa a se intensificar. Nesta sessão, o destaque ficou para os números do JPMorgan e do Citigroup. Já entre os papéis brasileiros, o maior impacto aconteceu por conta do desempenho das commodities. Os papéis da Vale chegaram a subir quase 2%, mas fecharam com ganhos mais modestos, de 0,72%, a US$ 9,86, em um dia de alta para o minério de ferro após dois dias de baixa. A commodity à vista negociada em Qingdao, na China, fechou com alta de 0,74%, a US$ 60,09 a tonelada, enquanto o contrato futuro negociado na bolsa de Dalian tinha ganhos de 1,61%, a 441 iuanes. Os papéis de Gerdau e CSN também registraram ganhos. 

Já a Petrobras viu os seus papéis registrarem baixa de cerca de 1% seguindo o desempenho do petróleo. Os contratos futuros do petróleo encerraram essa sessão em queda, diante do desconforto dos investidores com a oferta global da commodity. Na Nymex, o contrato futuro do petróleo WTI para novembro fechou em queda de US$ 0,70 (-1,36%), a US$ 50,60 o barril. Confira o desempenho clicando aqui

Noticiário político
As notícias de Brasília também devem agitar o pregão de amanhã. Além da repercussão sobre a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de que deputados e senadores não podem ser afastados do mandato por meio de medidas cautelares da Corte sem aval do Congresso, outra questão promete mexer ainda mais com o mercado. Trata-se da insatisfação do presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) com o governo Michel Temer.

Além de Maia, muitos integrantes dos partidos do "Centrão" têm mostrado descontentamento com o governo sobre acordos feitos durante a tramitação da primeira denúncia, cobrando a liberação de mais emendas e a saída do tucano Antônio Imbassahy da articulação política, já que o PSDB rachou na primeira denúncia.  Preocupado com mais uma possível rebelião na base aliada, Temer escalou o próprio Imbassahy (PSDB), ministro da Secretaria de governo, para conversar com o presidente da Câmara, informa a Veja, destacando também outra questão que levou à insatisfação com o governo. 

Veja mais: Temer tenta conter rebelião da base, Aécio "injustiçado", reações ao STF, perícia de Lula e mais notícias

Trump, Trump, Trump
O noticiário sobre Donald Trump também foi movimentado. O presidente dos EUA fará anúncio amanhã às 12h45 a sua decisão sobre o histórico pacto nuclear multilateral assinado com o Irã em 2015 e a nova estratégia para se relacionar com o país, informou a Casa Branca na tarde desta quinta. 

Trump tem que anunciar antes de domingo se considera que o Irã está cumprindo o acordo multilateral para limitar seu programa atômico, em troca do fim das sanções internacionais contra o país. Tudo indica que o presidente se negará a "certificar" de novo que o acordo está de acordo com o interesse nacional dos Estados Unidos. "É o pior acordo", disse Trump na quarta-feira, ao criticar "a fraqueza" do governo anterior, de Barack Obama, frente a Teerã.

Veja mais em: Trump anunciará decisão sobre acordo nuclear histórico com Irã nesta sexta-feira

Além disso, destaque para a notícia do "The Wall Street Journal" de que o presidente americano entrevistou hoje o economista da Universidade Stanford John Taylor para discutir a sua potencial nomeação para a presidência do Federal Reserve, segundo informou uma fonte da Casa Branca ao jornal. 

Por fim, os Estados Unidos anunciaram a decisão oficial de deixar a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) a partir de 31 de dezembro deste ano. “Essa decisão não foi tomada facilmente, e reflete as preocupações dos EUA com crescentes contas atrasadas na Unesco, a necessidade de reformas fundamentais na organização e o contínuo viés anti-Israel na Unesco”, disse o departamento de Estado norte-americano. O departamento afirmou que os EUA irão buscar “continuar engajados... como Estado observador não membro, de forma a contribuir com as visões, perspectivas e expertise dos EUA”. 

Veja mais em: Estados Unidos anunciam que sairão da Unesco 

Brexit e FMI
Além dos EUA, o Brexit e a Catalunha movimentaram os mercados. Na Europa, as principais bolsas fecharam esta quinta sem sinalização única, em meio a notícias de que as negociações sobre o Brexit atingiram um impasse. Os relatos fizeram a libra perder valor ao longo do dia, beneficiando as ações de multinacionais listadas em Londres. Porém, mais tarde, a tendência para a moeda britânica mudou após o jornal alemão Handelsblatt informar que o Reino Unido poderá seguir na União Europeia por mais dois anos. 

Já a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que a instituição multilateral espera um crescimento mundial maior neste ano e em 2018, quando deverá avançar 3,6% e 3,7%, respectivamente. Segundo ela, 75% do mundo estão registrando elevação do nível de atividade. "Mas a retomada da economia mundial não está completa", destacou Lagarde. Ela apontou que 47 países registraram queda de Produto Interno Bruto (PIB) em 2016.

Noticiário corporativo
O noticiário corporativo também esteve movimentado, com três notícias principais. Um mês após suspender o acordo de leniência da J&F para fins criminais, o juiz federal Vallisney de Souza, da 10ª Vara Federal em Brasília, decidiu revalidar parte do acordo firmado em junho pelo grupo e a Procuradoria da República no Distrito Federal. Veja mais clicando aqui. 

Além disso, o jornal Valor Econômico informou que o Banco do Brasil (BBAS3) contratou os bancos BB Securities, BofA Merrill Lynch, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander e Wells Fargo para preparar uma possível emissão externa em dólar. O roadshow acontece na segunda-feira (16) e terça (17), em Londres, Los Angeles, Nova York e Boston. 

Porém, o grande destaque fica para a Oi (OIBR4), que protocolou ontem (11) o plano de recuperação judicial na 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, responsável por conduzir o processo. A proposta, que altera as condições para a negociação com credores, foi aprovada na terça-feira (10) pelo conselho de administração e pela diretoria e prevê uma capitalização de R$ 9 bilhões. Com o novo plano, as ações da acionista Pharol (antiga Portugal Telecom) fechou com ganhos de 13% na Europa. O presidente da holding portuguesa, Luis Palha da Silva, afirmou que a Pharol fará esforços para manter sua participação na Oi no maior nível possível após a reestruturação. Atualmente a Pharol possui participação de 25,7% na Oi. Veja mais sobre o plano aqui. 

Falando em repercussões internacionais de notícias brasileiras, a notícia de que a Amazon aumentará as suas operações no Brasil foi um baque para os papéis do Mercado Livre na Nasdaq, despencando 10%. Confira aqui

(Com Agência Brasil e Agência Estado)

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