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BRF sobe 5%, B2W dispara 9% e mais 22 ações reagem a balanços; Wiz afunda 20%

Confira os principais destaques de ações da bolsa desta sexta-feira

SÃO PAULO - Em semana marcada pela tensão no exterior e na política doméstica, a temporada de resultados agitou as ações da B3, que teve o Ibovespa fechando com ganhos de 0,69% no acumulado destes cinco dias, aos 67.358 pontos. Das 58 ações que fazem parte do índice, 9 tiveram ganhos de mais de 5%, enquanto apenas 5 caíram mais de 4%.

Na ponta positiva, destaque para a Kroton, que subiu 8,62%, a R$ 16,01, e para as siderúrgicas CSN e Usiminas, que fecharam a semana com alta de 8,04% e 6,53%, respectivamente, cotadas a R$ 8,47 e R$ 5,87. Já entre as perdas, a Cemig liderou a ponta negativa com folga ao cair 8,14%, para R$ 8,13. 

Confira os principais destaques de ações desta sexta-feira:

Petrobras (PETR3, R$ 13,51, -0,81%; PETR4, R$ 12,95, -1,82%)
Embora tenha frustrado as projeções do mercado, o balanço da Petrobras do 2° trimestre foi bem recebido pelos analistas. Ainda assim, os papéis da companhia recuaram nesta sessão, destoando do dia positivo dos preços do petróleo no mercado internacional. Em Londres, os contratos do petróleo Brent subiram 0,13%, a US$ 51,97 o barril, enquanto os contratos do WTI avançaram 0,31%, a US$ 48,74 o barril. 

A estatal encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 316 milhões, abaixo da expectativa dos analistas compilada pela Bloomberg, que era de um lucro de R$ 1,186 bilhão. O resultado ficou 14,5% abaixo dos R$ 370 milhões de lucro registrado um ano atrás.

Apesar da queda na comparação anual, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que o lucro foi “bastante expressivo“ e só não foi maior por conta de fatores não recorrentes.

O resultado também agradou os analistas: o Itaú BBA vê uma reação positiva do mercado e destaca a queda de 6,5% nas despesas de vendas, gerais e administrativas na base de comparação anual, evidenciando os esforços bem-sucedidos de redução de custos da administração. Também destacando a queda da dívida, o Santander apontou ainda que os números operacionais foram sólidos, mesmo ficando abaixo das estimativas do banco devido aos resultados de exploração e produção mais baixos do que o esperado. Os analistas do Santander ainda ressaltam que as vendas de ativos continuam sendo um catalisador importante para as ações e um driver importante para o processo de desalavancagem.  

A receita de vendas da Petrobras caiu 6% no período, indo de R$ 71,320 bilhões no segundo trimestre de 2016 para atuais R$ 66,996 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado recuou 6,6%, de R$ 20,450 milhões para R$ 19,094 milhões entre abril e junho deste ano. (Confira o balanço completo clicando aqui).

A estatal anunciou também a descoberta de acumulação de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos, localizada na área de Campo de Marlim Sul. Segundo a empresa, o resultado demonstra potencial de novas descobertas em bacias maduras, com infraestrutura de produção já implantada. Análise dos dados atuais indica reservatórios carbonáticos com boas características de porosidade e permeabilidade, a 4.420m de profundidade e 45 metros de espessura com óleo.

Por fim, a Petrobras anunciou hoje novo reajuste com alta de 1,6% da gasolina e corte de 1,2% do diesel, válido no próximo sábado (12).

Eletrobras (ELET3, R$ 13,73, +0,59%; ELET6, R$ 17,72, +2,43%)
A Eletrobras viu seu lucro líquido cair 98% no segundo trimestre na comparação anual, para R$ 306 milhões de reais. Em termos ajustados, a estatal teve lucro de R$ 162 milhões, revertendo resultado negativo de R$ 157 milhões do ano anterior. 

Já o Ebitda do período foi de R$ 3 bilhões de reais, 87% menor na mesma base de comparação, enquanto o Ebitda ajustado foi de R$ 1,9 bilhão, alta de 83% sobre o segundo trimestre de 2016. 

O Safra espera reação neutra aos números, apontando que os principais catalisadores são privatização de ativos de geração, programa de economia de custos e plano de desinvestimento. 

BRF (BRFS3, R$ 41,05, +5,26%)
A BRF reportou prejuízo líquido de R$ 167,3 milhões no segundo trimestre de 2017, ante o resultado positivo de R$ 31 milhões apresentado no mesmo período de 2016. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 39,1%, passando de R$ 944 milhões de abril a julho de 2016 para R$ 575 milhões em igual intervalo deste ano. A margem Ebitda recuou de 11,1% no segundo trimestre de 2016 para 7,2% agora. A receita líquida da alimentícia somou R$ 8,027 bilhões no segundo trimestre, queda de 5,7% frente a de R$ 8,515 bilhões em igual período de 2016.

Para o BTG Pactual, o resultado veio em linha com as expectativas. Se ajustado pelas despesas associadas com a Operação Carne Fraca, a margem Ebitda teria sido de 8,6% e Ebitda de R$ 688 milhões. As vendas ficaram 6% abaixo do projetado, em R$ 8 bilhões, impactadas pelas exportações também como efeito da Operação Carne Fraca em preço médio no Brasil.

"Vemos sinais claros de recuperação e achamos que o 'turning point' está muito próximo. A alavancagem da empresa pode ser uma preocupação (nesse trimestre bateu 4,9 vezes dívida líquida/Ebitda), mas acreditamos que, em breve, veremos a margem Ebitda normalizada em 14%", comentaram. Eles seguem com recomendação de compra para a ação, que aparece como a "top pick" do banco no setor.

Gafisa (GFSA3, R$ 11,53, -7,09%)
A incorporadora Gafisa encerrou o segundo trimestre de 2017 com um prejuízo líquido consolidado de R$ 180 milhões, o que representa um crescimento de 368% nas perdas em comparação com o mesmo período do ano passado. No semestre, o prejuízo totalizou R$ 229,4 milhões, deterioração de 150%.

A Alphaville, empresa de loteamentos onde a Gafisa detém participação, respondeu por R$ 35,8 milhões do prejuízo no trimestre, contabilizados na linha de equivalência patrimonial. Isso representou uma piora de 200% nessa linha frente à perda de R$ 11,952 milhões um ano antes.

O resultado líquido também sofreu um impacto negativo de R$ 9,54 milhões devido à baixa nas operações da ex-subsidiária Tenda, resultado do processo de separação da construtora concluído em maio.

Sem considerar os números de Alphaville e Tenda, a Gafisa teve um prejuízo líquido de R$ 134,6 milhões no segundo trimestre de 2017. Ainda assim, a perda mostrou crescimento de 265% em comparação com o mesmo período do ano passado. No semestre, as perdas subiram 144%, totalizando R$ 260,6 milhões.

Segundo a Gafisa, a piora do balanço se deve a um conjunto de fatores, como maior nível de distratos, queda no faturamento, menor capacidade de diluição de custos e o efeito negativo no resultado financeiro.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou negativo em R$ 65 milhões no segundo trimestre de 2017, o que representa uma reversão frente ao segundo trimestre de 2016, quando ficou positivo em R$ 12,49 milhões. No semestre, o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 112,3 milhões ante um dado negativo de R$ 5,64 milhões um ano antes.

A receita líquida totalizou R$ 147,253 milhões no segundo trimestre, queda de 31%. No semestre, atingiu R$ 283,792 milhões, recuo de 26%.

Tenda (TEND3, R$ 15,05, -1,51%)
A Tenda, construtora que atua nas faixas 1,5 e 2 do Minha Casa Minha Vida (MCMV), encerrou o segundo trimestre de 2017 com lucro líquido de R$ 20,8 milhões. O montante representa uma alta de 141% frente ao mesmo período do ano passado, quando obteve lucro de R$ 8,6 milhões. Já no acumulado do semestre, o lucro atingiu R$ 39,7 milhões, um salto de 196% na mesma base de comparação.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Tenda somou R$ 30,7 milhões no segundo trimestre, crescimento de 40,4%. No semestre, o Ebitda totalizou R$ 62,4 milhões, avanço de 40%. A margem Ebitda no fim do semestre subiu 0,8 ponto porcentual, para 9,8%.

A receita líquida alcançou R$ 314,6 milhões no segundo trimestre, aumento de 20,7% na comparação anual. No semestre, a receita foi de R$ 639,3 milhões, avanço de 29,1% na mesma base de comparação.

No primeiro balanço após concluir o processo de cisão da Gafisa, a Tenda mostrou uma forte evolução do lucro. Essa melhora provém do crescimento das vendas líquidas, com ampliação da receita. Em paralelo, a companhia vem obtendo ganhos de escala e produtividade, que se traduziram em margens maiores.

Conforme já anunciado em relatório preliminar, os lançamentos da Tenda atingiram R$ 446,4 milhões em valor geral de vendas (VGV) no segundo trimestre, alta de 7,6%. As vendas líquidas foram de R$ 387,0 milhões, avanço de 19,1%. Esse número é composto por vendas brutas de R$ 462,8 milhões (aumento de 20,9%) e distratos de R$ 75,8 milhões (elevação de 30,8%).

A Tenda reportou ainda um resultado financeiro positivo de R$ 700 mil no trimestre, enquanto um ano antes o resultado financeiro foi negativo em R$ 400 mil. A melhora se deve ao aumento da posição de caixa.

Cyrela (CYRE3, R$ 12,34, +2,41%)
A incorporadora Cyrela fechou o segundo trimestre de 2017 com prejuízo líquido de R$ 141 milhões, ante lucro de R$ 44,7 milhões no mesmo período de 2016. No acumulado do semestre, as perdas acumuladas ficaram em R$ 137 milhões, ante lucro de R$ 106 milhões no ano passado.

A Cyrela não forneceu os números do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). A companhia reportou a geração de caixa, que ficou em R$ 64 milhões, no trimestre, queda de 45,3% na comparação com o primeiro trimestre deste ano. Não foi informada a geração ou queima de caixa do segundo trimestre de 2016.

A receita líquida da Cyrela entre abril e junho ficou em R$ 575 milhões, ante R$ 600 milhões no ano passado, queda de 4,2%. No acumulado do ano, a receita somou R$ 1,213 bilhão, número 10,6% menor que em 2016. Assim, a margem bruta da Cyrela no segundo trimestre ficou em 26,7%, ante 39,8% no mesmo período de 2016.

A dívida líquida da Cyrela caiu 1,6% em três meses, para R$ 1,725 bilhão. Na mesma base de comparação, a alavancagem medida pela relação dívida líquida/patrimônio líquido passou de 27,1% para 27,3%.

EzTec (EZTC3, R$ 20,60, +0,64%)
A construtora e incorporadora Eztec apurou lucro líquido de R$ 21,917 milhões no segundo trimestre de 2017, resultado 43% menor que os R$ 38,782 milhões do mesmo período de 2016. No semestre, o resultado foi de R$ 53,482 milhões, recuo de 52% ante o mesmo período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Eztec ficou em R$ 14,957 milhões, 45% menor que os R$ 27,207 milhões que em 2016. Entre janeiro e junho, o indicador somou R$ 25,867 milhões, o que representa recuo de 68%. Essas quedas foram atribuídas pela companhia à redução nas receitas e menor volume de equivalência patrimonial dos projetos com controle compartilhado.

A receita líquida do segundo trimestre caiu 31% em relação ao mesmo período de 2016, para R$ 106,407 milhões. No acumulado do semestre, o recuo foi de 34%, para R$ 202,917 milhões.

A incorporadora Eztec lançou, no segundo trimestre, seu primeiro empreendimento de 2017. O projeto batizado de Legittimo Vila Romana tem valor geral de vendas (VGV) de R$ 49,479 milhões e é composto por 54 apartamentos. Com isso, os lançamentos da companhia ficaram 46% abaixo do registrado no segundo trimestre do ano passado.

A Eztec fechou junho com um caixa líquido de R$ 292,954 milhões, resultado 21,4% maior que no primeiro trimestre. A geração de caixa no segundo trimestre foi de R$ 51,662 milhões, avanço de 67,2% em três meses.

Tecnisa (TCSA3, R$ 2,29, -1,29%)
A Tecnisa encerrou o período com prejuízo líquido de R$ 139,9 milhões, conforme balanço publicado ontem. O prejuízo foi 52,5% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando ficou em R$ 91,8 milhões. No acumulado do semestre, as perdas cresceram 127,6%, totalizando R$ 203,4 milhões. O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 85,185 milhões, piora de 18,5%.

Kroton (KROT3, R$ 16,01, +5,33%)
A Kroton registrou lucro líquido de R$ 547,149 milhões no segundo trimestre de 2017, um avanço de 5,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. No primeiro semestre, o resultado foi de R$ 1,040 bilhão, queda de 7% na comparação anual. A Kroton também divulgou um lucro ajustado de R$ 644,885 milhões, um crescimento de 14,8% ante o segundo trimestre de 2016. No semestre, esse resultado somou R$ 1,221 bilhão, alta de 14,4%.

De abril a junho de 2017, a Kroton somou um Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 700,230 milhões, um montante 10,7% superior a igual intervalo do ano passado. A margem Ebitda no trimestre passou de 45,5% para 46,1%. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o Ebitda somou R$ 1,339 bilhão, avanço de 8,1%.

No semestre, a margem Ebitda foi de 46,4%, ante 46,6% no ano passado. A Kroton informa que o Ebitda é ajustado para desconsiderar o ganho de capital com a venda da Uniasselvi. A receita líquida totalizou R$ 1,519 bilhão no segundo trimestre de 2017, alta de 9,2% na comparação com o mesmo trimestre de 2016. De janeiro a junho, a receita somou R$ 2,884 bilhões, avanço de 8,5% ante o ano passado.

O resultado financeiro da Kroton ficou positivo em R$ 17,503 milhões ao final do segundo trimestre de 2017, ante um valor negativo de R$ 7,642 milhões no segundo trimestre de 2016. 

A Kroton distribuirá R$ 207,917 milhões em dividendos mínimos obrigatórios. Por ação, o valor será de R$ 0,12776. O pagamento dos proventos ocorrerá no dia 28 de agosto e a base acionária a ser considerada é 17 de agosto. Dessa forma, as ações passam a ser negociadas como ex-dividendos no dia 18 do mesmo mês.

Carrefour (CRFB3, R$ 15,19, +4,83%)
O Carrefour reportou lucro líquido de R$ 299 milhões no segundo trimestre de 2017, uma queda de 3,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado de janeiro a junho deste ano, o lucro cresceu 1,6%, para R$ 498 milhões.

De abril a junho de 2017, o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 827 milhões, um montante 3,5% na comparação com 2016. A margem Ebitda do trimestre foi de 7,4% para 7,1%. Nos seis primeiros meses do ano, o Ebitda ajustado atingiu R$ 1,552 bilhão, o que representou um incremento de 5% na comparação anual. A margem Ebitda foi de 7% para 6,8%.

A receita líquida total teve uma expansão de 7,9% no segundo trimestre de 2017 ante igual intervalo de 2016, para R$ 12,299 bilhões. No primeiro semestre, a receita líquida somou R$ 24,177 bilhões, uma alta de 7,6% contra 2016.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 216 milhões ao final do segundo trimestre de 2017, 21% acima do valor também negativo de R$ 179 milhões do ano passado. 

Lojas Americanas (LAME4, R$ 15,82, +3,74%)
A Lojas Americanas registrou no segundo trimestre de 2017 um lucro líquido de R$ 62,7 milhões, o que representa um crescimento de 23,9% sobre o mesmo período do ano anterior. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado ficou em R$ 673,1 milhões no critério ajustado no segundo trimestre, alta de 10,2% sobre o mesmo intervalo do ano anterior. Na visão controladora (que reflete os dados do varejo físico), o Ebitda ajustado foi de R$ 536,6 milhões no segundo trimestre, 18,5% maior na comparação anual. 

No trimestre, a receita líquida consolidada foi de R$ 4,1 bilhões, expansão de 4% sobre os mesmos três meses de 2016, ao passo que a controladora registrou receita de R$ 2,716 bilhões, crescimento de 22,3% na mesma comparação. 

Segundo o BTG Pactual, os resultados semestrais da empresa foram decentes, com crescimento de vendas nas mesmas lojas (que considera os pontos abertos há mais de um ano) de 3,7% na comparação anual, enquanto as margens foram um destaque positivo.

O banco manteve a recomendação de compra para a ação, com uma visão positiva para os próximos trimestres, considerando a potencial melhora nos resultados de varejista online e ambiente macro mais positivo, especialmente relacionado a juros.

B2W Digital (BTOW3, R$ 14,00, +9,38%)
A companhia de comércio eletrônico B2W registrou prejuízo líquido de R$ 111,8 milhões no segundo trimestre de 2017, perda 5,5% mais elevada que a registrada em igual período do ano passado. O Ebitda ajustado da companhia atingiu R$ 136,6 milhões entre abril e junho, queda de 14% na comparação anual. A receita líquida da B2W chegou a R$ 1,638 bilhão no segundo trimestre deste ano, um recuo de 7,9% ante igual período do ano anterior. 

Para o BTG Pactual, os números vieram fracos, com queda no Ebitda e prejuízo líquido, mesmo com aumento considerável de penetração do marketplace sobre o GMV total. Entretanto, a queima de caixa foi significativamente inferior no 2° trimestre quando comparado ao 1° tirmestre (R$ 348 milhões contra R$ 1,07 bilhão), indicando que o foco ao longo dos próximos trimestres deve ser a melhora de rentabilidade da empresa.

Os analistas mantiveram a recomendação de compra, considerando as perspectivas de longo prazo, mas apontam que os resultados nos próximos trimestres serão essenciais para avaliarmos se a empresa está no caminho correto.

CPFL Energia (CPFE3, R$ 26,91, -0,15%)
A CPFL Energia apurou lucro líquido de R$ 123,17 milhões no segundo trimestre de 2017, montante 48,7% menor que os R$ 240,135 milhões anotados em igual etapa do ano passado. No acumulado em seis meses, o resultado somou R$ 355,29 milhões, 24,8% abaixo do reportado em igual etapa de 2016

O lucro líquido atribuído aos acionistas controladores recuou 48,8% no segundo trimestre, para R$ 143,47 milhões, somando R$ 389,36 milhões no semestre (-26,7%).

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,027 bilhão entre abril e junho, alta de 6,3% ante os R$ 966,3 milhões registrados no primeiro trimestre de 2016. Nos primeiros seis meses do ano, o Ebitda totalizou R$ 2,223 bilhões, alta de 11,1% frente igual etapa do ano passado.

A receita operacional líquida da CPFL cresceu 26,7% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 5,963 bilhões. No semestre, a receita alcançou R$ 11,501 bilhões, 30,4% acima do reportado na mesma etapa de 2016.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 418,168 milhões no trimestre, perda 58,4% maior na comparação anual. No semestre, o prejuízo financeiro alcançou R$ 854,3 milhões, alta de 46,5%.

Light (LIGT3, R$ 20,99, -4,37%)
A Light teve prejuízo líquido de R$ 51 milhões no segundo trimestre de 2017, menor em 12,6% quando comparado a igual período do ano passado. O Ebitda ficou em R$ 208 milhões, ante R$ 177 milhões um ano antes, um avanço de 17,7%. O indicador ajustado ficou em R$ 212 milhões, evolução de 5,8%. A margem Ebitda ajustado passou de 9,8% para 9,2%. A receita líquida da empresa ficou em R$ 2,288 bilhões, aumento de 12,3%.

Segundo o BTG Pactual, o trimestre foi muito impactado pelo aumento das PCLD (provisões para créditos de liquidação duvidosa), que estão relacionadas à alta taxa retroativa de clientes que estavam roubando eletricidade, e, por isso, o resultado veio pior que o esperado. Essas provisões saltaram em R$ 200 milhões na comparação anual. Além disso, comentam os analistas, os volumes caíram 4,3% na comparação anual. Os efeitos combinados trouxeram o Ebitda ajustado (excluindo non-cash impairment) para cerca de R$260 milhões, contra o esperado de R$ 500 milhões.

"Esse aumento das PCLD foi ruim, maior que o esperado, mas é o curso natural dos eventos. Esse sem dúvida é o maior desafio da empresa e somente o trabalho contínuo contra as perdas pode dar esperança à operação. As perdas totais no trimestre (12 milhões acumulados) caiu 12 pontos-base na comparação anual. Os indicadores de qualidade foram bons", comentaram os analistas.  

Copel (CPLE6, R$ 26,50, +4,95%)
A Copel teve lucro líquido de R$ 151 milhões no segundo trimestre, 85% menor frente ao mesmo período do ano passado. A receita com a venda de bens e serviços também registrou queda, passando de R$ 3,8 bilhões para R$ 3,2 bilhões de reais. 

A Copel ainda informou que decidiu não prosseguir com uma oferta subsequente de ações - ou follow-on - após finalizar estudos relacionados à operação, entendendo que, neste momento, há melhores alternativas de geração de caixa que possam continuar suportando o plano estratégico de crescimento sustentável da companhia, segundo o comunicado enviado ao mercado. 

JSL (JSLG3, R$ 7,78, +7,16%)
A JSL encerrou o segundo trimestre de 2017 com lucro líquido de R$ 13,9 milhões, saindo de prejuízo líquido de R$ 16,9 milhões no mesmo período do ano anterior. “A resiliência da operação logística diante do cenário macroeconômico difícil, com uma oferta diversificada de serviços, é o grande destaque desse trimestre”, afirmou Denys Ferrez, diretor financeiro (CFO) da JSL, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Segundo relatório da administração, a queda na linha de despesas financeiras também contribuiu para o bom resultado no período.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa cresceu 3,1% no segundo trimestre no comparativo anual, para R$ 304,8 milhões e a margem foi a 22,2%, 0,6 ponto porcentual menor que no segundo trimestre de 2016 (22,8%).

A receita líquida consolidada ficou em R$ 1,830 bilhão no segundo trimestre, alta de 10,6% ante igual período de 2016. Na mesma base de comparação, a receita de Serviços cresceu 6,2%, para R$ 1,375 bilhão, enquanto a receita líquida de venda de ativos cresceu 26,3%, somando de R$ 455,4 milhões.

“Estamos vendo um pouco mais de animo na economia. Não acredito em novos sobressaltos, mas em uma melhora gradual, com consequente melhora nas margens”, afirmou Ferrez.

Na comparação dos últimos doze meses, o Fluxo de Caixa Livre evoluiu de R$ 78 milhões em junho de 2016 para R$ 413 milhões em junho deste ano. Em relatório, a companhia atribui a melhora à diminuição do Capex líquido na Logística e aumento das vendas dos ativos na Movida, com a maturidade da frota.

Mahle Metal Leve (LEVE3, R$ 18,28, +3,86%)
A fabricante de autopeças Mahle Metal Leve registrou um lucro líquido de R$ 57 milhões no segundo trimestre de 2017, incremento de 32,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Na mesma base de comparação, a receita líquida da companhia subiu 3,2%, passando de R$ 558,2 milhões para R$ 576,3 milhões. O Ebitda da empresa ficou em R$ 107,7 milhões, aumento de 18,7%.  

Rodobens (RDNI3, R$ 4,95, -0,40%)
O prejuízo da Rodobens subiu 35% no segundo trimestre de 2017, na comparação com o mesmo período de 2016, indo a R$ 35,142 milhões. O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 20,406 milhões, alta de 68% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a receita líquida teve queda de 8%, passando de R$ 74,666 milhões para R$ 69,061 milhões. 

Helbor (HBOR3, R$ 2,16, -2,26%)
A Helbor registrou prejuízo líquido atribuível aos controladores de R$ 79,3 milhões no segundo trimestre, revertendo lucro de R$ 4,6 milhões registrados no mesmo período de 2016. Já a receita líquida teve recuo de 55,5%, passando de R$ 269,1 milhões para R$ 119,8 milhões. 

As despesas operacionais subiram 8,3%, a R$ 39,6 milhões no segundo trimestre deste ano. 

Direcional (DIRR3, R$ 5,60, 0,00%)
A Direcional, por sua vez, apresentou prejuízo de R$ 29,7 milhões, revertendo o lucro de R$ 22 milhões do segundo trimestre de 2016. Já a geração de caixa chegou a R$ 28 milhões. Ao comentar o balanço, o Itaú BBA afirmou esperar reação “levemente negativa” a resultados. 

Iochpe-Maxion (MYPK3, R$ 18,38, +0,05%)
A Iochpe-Maxion registrou receita operacional de R$ 1,90 bilhão no 2° trimestre, acima das expectativas dos analistas consultados pela Bloomberg de R$ 1,83 bilhão e superior em 8% ao registrado um ano antes de R$ 1,76 bilhão. O lucro líquido ficou em R$ 24,6 milhões, contra prejuízo líquido de R$ 7,19 milhões no mesmo período de 2016. 

Bradespar (BRAP4, R$ 23,69, -1,29%)
A Bradespar, holding de investimentos que controla a Vale, registrou prejuízo de R$ 116,8 milhões no segundo trimestre, revertendo o lucro de R$ 181,5 milhões registrado um ano antes. A receita operacional ficou negativa em R$ 34,3 milhões, ante receita positiva de R$ 223 milhões no segunto trimestre do ano passado. O total de ativos foi de R$ 10,6 bilhões. Vale destacar ainda que o Conselho decidiu renovar o programa de recompra de até 10,9 milhões de ações entre 14 de agosto de 2017 e 14 de agosto de 2018. 

Lojas Marisa (AMAR3, R$ 6,20, -8,15%) 
As ações da Lojas Marisa afundam após fraco resultado do 2° trimestre. Na mínima do dia, os papéis recuaram 8,15%, a R$ 6,20.

A empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 24,4 milhões no segundo trimestre de 2017, 32,4% superior aos R$ 18,4 milhões registrados no mesmo período do ano passado. A receita da companhia caiu 8,9%, de R$ 781,4 milhões para R$ 711,7 milhões. O Ebitda totalizou R$ 42,3 milhões, queda de 30,4%. O resultado foi afetado pela manutenção da fraca demanda no varejo e pelo acirramento da disputa por preços em lojas de rua e em shoppings, afirma a companhia. 

Para o BTG Pactual, o resultado foi bastante bastante fraco (vendas nas mesmas lojas caíram 13,4% na comparação anual), mesmo com ganho considerável de margem bruta (+770 pontos-base), sobretudo impulsionadas por menores promoções no trimestre.

O banco manteve recomendação de venda para a ação, com uma visão mais "bearish" (pessimista) sobre o case, ainda esperando sinais mais claros de recuperação.

Além da temporada de balanços...

Fibria (FIBR3, R$ 36,38, +2,97%)
A Fibria aparece entre as maiores altas do dia após a companhia anunciar o aumento do preço da celulose em US$ 30 por tonelada, válido a partir de 1 de setembro, para os mercados da Ásia, Europa e América do Norte.

Com isso, o novo preço da celulose de eucalipto da Fibria na Ásia sobe para US$ 720/ton, na América do Norte o novo preço será de US$ 1.090/ton e na Europa, US$ 910/ton. A Suzano (SUZB5, R$ 16,28, +3,76%) também sobe forte na esteira da novidade. É comum quando uma das empresas eleva os preços a outra também fazer o anúncio.

Vale (VALE3, R$ 30,80, -2,22%; VALE5, R$ 28,73, -1,44%)
As ações da Vale caem acompanhando o desempenho do minério de ferro. A commodity negociada no porto de Qingdao com 62% de pureza, um dos mais acompanhados pelo mercado, recuou 1,94%, na marca de US$ 75,19 por tonelada, enquanto os contratos futuros de minério de ferro negociados na Bolsa de Mercadorias de Dalian caíram 4,80%, a US$ 80,42 por tonelada (536 iuanes). 

Em relatório desta manhã, o BTG comenta que as mineradoras lá de fora estão sofrendo basicamente porque os reguladores chineses estão dizendo que o rali está excessivo e indicaram que o aumento recente não é por fundamento. "Os chineses estão preocupados com a especulação excessiva nos mercados de futuros e estão aumentando os custos de negociação (limitando o posicionamento). Isso deve pesar os papéis por aqui", comentaram. 

Além disso, no radar da Vale, a empresa divulgou resultado parcial da conversão de ações preferenciais ema ordinárias que a companhia realiza até esta sexta-feira, 11. Segundo as informações recebidas pela mineradora da B3, do Bradesco, banco escriturador da operação, e do Citibank, agente da conversão, um total de 1.421.178.947 ações PN, inclusive as representadas por American Depositary Shares (ADS), aderiram à conversão para ON. Esse número corresponde a 72,2% do total em circulação no mercado.

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A Vale ressalta que assim já foi superado o porcentual mínimo estabelecido na conversão voluntária, de 54,09% do total de ações preferenciais em circulação. O prazo de conversão termina amanhã (11), quando será conhecido o resultado definitivo da conversão.

Natura (NATU3, R$ 25,35, +1,04%)
A Natura informou que foram obtidas todas as autorizações regulatórias necessárias à aprovação da aquisição da The Body Shop International pela Natura (Brasil) International B.V., subsidiária da companhia, inclusive as aprovações pelas autoridades de defesa da concorrência no Brasil e nos Estados Unidos, como comunicado em 26 de julho.

Com isso, foram cumpridas todas as condições precedentes à consumação da operação, conforme contrato celebrado com a vendedora L’Oréal. O fechamento da operação está previsto para ocorrer em setembro de 2017.

CSN (CSNA3, R$ 8,47, +3,80%)
A CSN aumentará, a partir do dia 25 deste mês, o preço do aço plano em 12,75%. Segundo o diretor executivo comercial da empresa, Luiz Fernando Martinez, o ajuste contemplará todos os clientes – rede de distribuição, indústria e setor automotivo. O executivo destaca que o reajuste foi necessário por conta do aumento do preço do aço no mercado internacional, e ainda pela alta dos custos das matérias-primas, o carvão e minério de ferro.

Esse é o segundo aumento promovido pela CSN neste ano. Em julho a empresa ajustou seus preços do laminado a quente em 10%, mas apenas para a distribuição. Ou seja, o efeito no resultado da companhia será maior desta vez.  Já Usiminas ampliou seus preços em cerca de 10% mês passado, apenas para a distribuição. O aumento da Gerdau, nesse mesmo porcentual para o aço plano, entrou em vigor do início deste mês.

Em relatório, o BTG Pactual comenta que o impulso de preços globais é favorável, mas acredita que esee aumento parece ser um pouco esticado. Também é interessante ver que a CSN está adotando uma estratégia comercial diferente da Usiminas. A Usiminas indicou há alguns dias que não há nenhum trigger para ajustar os contratos automotivos no curto prazo (apenas em 2018). Portanto, outra indicação de risco para a implementação. "Reconhecemos que o setor está sendo inundado por um fluxo de notícias positivo e isso está ajudando os papéis, mas seguimos cautelosos. A Gerdau segue como nossa top pick", comentaram. 

Ainda sobre o setor, o Estadão destaca que o governo de Donald Trump anunciou a imposição de barreiras contra determinados produtos siderúrgicos brasileiros. O anúncio foi feito pelo secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, e as sobretaxas cobradas pelo país poderão chegar a mais de 50%. Nos últimos meses, os dois governos chegaram a tratar do assunto até mesmo em reuniões na Organização Mundial do Comércio (OMC). O Brasil queria garantias de que o processo estava correndo dentro das regras internacionais. O setor siderúrgico, um dos centros da política comercial de Donald Trump, recebeu promessas desde a campanha presidencial de que ganharia proteção por parte do novo chefe da Casa Branca.

Assim que o governo foi iniciado, uma série de medidas foi adotada, principalmente contra o aço chinês. Mas já no mês de março, Washington abriu investigações sobre o metal de sílica exportado pelo Brasil. Nesta semana, a decisão preliminar foi a de impor uma sobretaxa contra o produto nacional, alegando que preços injustos estavam sendo cobrados pelos brasileiros. Empresas da Austrália e do Casaquistão também foram afetadas pelo novo modelo de importação. Em dezembro, as medidas definitivas devem ser anunciadas oficialmente.

Em média, todos os produtos brasileiros desse setor pagarão uma sobretaxa de 3,69% a partir de agora, incluindo os da empresa Dow Corning Silício do Brasil. Mas o imposto será de 52,07% para as exportações da empresa brasileira Liga de Alumínios S.A (Liasa). O motivo da diferença de taxação teria sido a recusa da empresa em cooperar com as investigações feitas pelo governo americano sobre supostas irregularidades no setor.

Gol (GOLL4, R$ 9,65, -3,11%)
A taxa de ocupação nos voos da Gol Linhas Aéreas teve queda de 1,3 ponto percentual em julho ante o mesmo mês de 2016, para 81,9% refletindo um pior desempenho no mercado doméstico. Já  a oferta total de assentos da Gol teve alta de 7,9% nos voos domésticos e internacionais, enquanto a demanda aumentou 6,3%, levando à queda na taxa de ocupação.

A taxa de ocupação caiu 1,7 ponto percentual para 82,6% no mercado doméstico, com aumento de 7,9% na oferta e de 5,8% na demanda. Já a oferta em voos internacionais teve alta de 8%, enquanto a demanda subiu 10,2% em julho, elevando a taxa de ocupação em 1,6 ponto percentual para 77%.

Oi (OIBR4, R$ 3,20, +1,27%)
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) confirmou na quinta, em reunião de seu conselho diretor em Brasília, a aplicação de duas multas que totalizam R$ 58,82 milhões para a Brasil Telecom. A prestadora foi comprada pela concessionária Oi, que agora herda esse passivo.

Segundo nota divulgada pela agência reguladora, a primeira multa, de R$ 50 milhões, se refere ao fato de que a Brasil Telecom cobrou serviços adicionais sem a solicitação dos usuários do Mato Grosso do Sul entre janeiro de 2004 e fevereiro de 2005. A penalidade foi determinada em março de 2013 pelo conselho diretor da agência. Além disso, a Anatel também determinou a devolução em dobro dos valores pagos indevidamente. Após nova rodada de discussões, a multa foi ratificada hoje.

A Anatel também multou em R$ 8,82 milhões a Brasil Telecom por infrações na telefonia fixa no Rio Grande do Sul ocorridas em 2010. Na época, 8,4 mil clientes da prestadora no Estado tiveram, devido à inadimplência, o bloqueio parcial das linhas fixas mantido por período superior ao estabelecido na regulamentação. Entre as infrações também incluídas no processo, estão o não restabelecimento do serviço em 24 horas após os usuários terem regularizado os débitos, que afetou 235 clientes da prestadora.

A nota apontou ainda que as multas também estão incluídas no Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) estabelecido pela Anatel com a Oi para troca de multas por investimentos, o que está em análise no Tribunal de Contas da União. No entanto, com a decisão do conselho diretor da agência, elas devem ser retiradas do processo do TAC.

Unipar Carbocloro (UNIP6, R$ 9,24, +0,11%)
A Unipar Carbocloro informou que a data da OPA (Oferta Pública de Aquisição) da empresa foi alterada para o dia 23 de agosto. O preço por ação da oferta foi ajustado para refletir dividendos adicionais, passando a ser de R$ 2,92 por ação ON e R$ 2,46 por ação PNB, segundo comunicado enviado hoje à noite ao mercado. 

A OPA da empresa havia sido suspensa a pedido da ofertante em 27 de julho, após a aprovação do desinvestimento na Tecsis.  

J&F
Segundo apurado pelo Valor Econômico, a J&F, holding da família Batista, capitalizou o Banco Original, que pertence ao grupo, com aporte de R$ 490 milhões, sendo R$ 245 milhões por meio de transferência de ações da JBS e o restante em dinheiro. Procurada pelo jornal, a J&F disse que se trata de "uma operação de rotina do banco" e informou que a transferência de ações se deu porque a holding comprou uma carteira de crédito do Original. O jornal ainda informa que o balanço da JBS (JBSS3, R$ 8,40, +5,66%) do segundo trimestre virá sem revisão do auditor. 

Arezzo (ARZZ3, R$ 38,00, +4,98%)
A Arezzo teve o preço justo revisado de R$ 31,60 em 2017 para R$ 42,00 em 2018 pelo Itaú BBA, que manteve recomendação outperform para os ativos da companhia e destacou as razões para seguir otimista com o papel. Os analistas esperam que o crescimento nas vendas em dois dígitos devem ser dirigidas por uma aceleração na abertura de lojas, estabilização nas vendas multimarcas e crescimento do e-commerce. 

Wiz (WIZS3, R$ 15,75, -20,45%)
As ações da Wiz desabam 19% e entram em leilão após a CAIXA Seguridade Participações informar que comunicou à CNP Assurances sua decisão de encerrar em 14 de Fevereiro de 2021 o Acordo Operacional vigente que disciplina o acesso exclusivo por parte da coligada Caixa Seguros Holding S.A. e suas controladas à rede de
distribuição da CAIXA. 

Segundo o BTG Pactual, o comunicado não era esperado pelo mercado e traz mais um capítulo a essa negociação que já se arrasta há mais de 2 anos. "Por conta das incertezas e da quantidade de e-mails e mensagens que recebemos de investidores preocupados ontem e hoje de manhã, papel deve sofrer hoje", comentaram os analistas em relatório divulgado antes da abertura do mercado.

Para eles, o fato relevante da Caixa não traz nenhuma grande novidade, pois é quase igual ao emitido pela CNP 45 dias atrás, o que pode ter sido uma exigência regulatória ou estratégia de negociação. Além disso, eles seguem acreditando que o cenário mais provável é a de renovação com a CNP. "Dado que o contrato é vigente até 2021, é difícil acreditar que outra companhia, além da CNP, estaria disposta a pagar hoje por uma receita gerada a partir de 2021", afirmam os analistas. "Economicamente para Caixa, e do ponto de vista operacional, faria muito mais sentido um potencial novo entrante entrar no lugar da CNP na Caixa Seguros. Nesse cenário, nada mudaria para a Wiz", comentam.

"Em um cenário extremo, onde o contrato da Caixa Seguros acaba em 2021 e uma outra seguradora é criada, deixando assim a Wiz sem um contrato de exclusividade, continuamos achando que a Wiz tem todas as condições de ser a corretora exclusiva. Lembrem que a CNP é controlada pela FENAE, associação dos funcionários da Caixa", afirma o BTG.

"Caso papel sofra muito hoje, veríamos como oportunidade de compra", dizem os analistas do BTG. 

Segundo o Itaú BBA, o entendimento é que a rescisão do contrato entre a Caixa Seguros e a Caixa Seguridade desencadeia a rescisão do contrato de exclusividade entre a Wiz e a Caixa Seguros também. "Ao invés de ser necessariamente negativo, em nossa opinião, esta cláusula realmente protege a Wiz, porque permite que a empresa estabeleça uma relação comercial com quem sucede a Caixa Seguros como fornecedora de apólices de seguro na rede de agências Caixa Econômica Federal, se isso for o caso.

"Nós não acreditamos que a Wiz será sucedido dos ecosistemas de seguros da CEF porque o CE tem feito um bom trabalho, o que se reflete claramente nas taxas de expansão convidadas registradas pelos prêmios escritos pela Caixa Seguridade nos últimos anos - a Caixa Seguridade vem ganhando participação de mercado nos últimos anos", comentam.

Dito isto, eles acreditam que a Wiz estará sujeita à volatilidade na parte de trás deste anúncio, particularmente, enquanto o grau de incerteza nesta frente permanece alto. Ainda assim, optaram por manter recomendação outperform (desempenho acima da média) para as ações, com preço justo em R$ 21, embora, comentem, que o nível de confiança nesse caso tenha naturalmente diminuído com o anúncio da Caixa Seguridade.

Bancos
Um dos principais esqueletos deixados pelas décadas de 1980 e 1990, a disputa bilionária entre poupadores e bancos sobre as perdas das cadernetas de poupança nos planos econômicos – Cruzado, Bresser, Verão, Collor I e Collor II – caminha para uma solução, destaca o Estadão A expectativa é de que, nas próximas semanas, seja marcada uma reunião entre as partes envolvidas para sacramentar um acordo, com aval do Supremo Tribunal Federal (STF). O valor total do acordo, no entanto, ainda está em aberto. Há alguns anos, consultoria contratada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) chegou a citar R$ 341 bilhões como o passivo das instituições financeiras, caso elas perdessem o julgamento no STF. Autoridades da área econômica já falaram em R$ 150 bilhões.

As associações de poupadores calculam valores bem menores. Tanto o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) quanto a Frente Brasileira pelos Poupadores (Febrapo) falam em montantes próximos de R$ 10 bilhões ou R$ 11 bilhões. E o valor final tende a cair, já que o acordo pressupõe um “desconto” do que será efetivamente pago aos poupadores. Além disso, o pagamento pode ser parcelado, já que envolve valores na casa dos bilhões. Todos esses detalhes precisarão ser definidos. “É impossível precisar um valor, porque essas ações estão espalhadas em todo o País. Mas o número aproximado, com vários cruzamentos e atualizações, está na casa de R$ 10 bilhões”, disse o advogado João Rodrigo Stinghen Alvarenga, da Febrapo. “Os mais de R$ 300 bilhões citados no passado seriam uma estimativa se, talvez, todos os poupadores do Brasil, na época, tivessem entrado com uma ação. E ainda assim o número é controverso.”

Alvarenga lembra que o número de ações em curso já está congelado pela Justiça. Quem entrou com ação no passado pode se beneficiar de eventual acordo, quem não entrou não terá mais como reaver perdas. Foi a Advocacia-Geral da União (AGU) quem começou a costurar o acordo do STF com representantes das partes interessadas. A principal preocupação do Banco Central é que os valores a serem pagos pelos bancos tragam algum tipo de instabilidade para o Sistema Financeiro Nacional. Nas últimas semanas, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, tem se empenhado pessoalmente na questão e chegou a se reunir com a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia.

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