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BB cai, Ultrapar desaba até 6%, petroleira salta 7% e mais 25 ações reagem a balanços; veja os destaques

Confira os principais destaques da bolsa desta quinta-feira

São Paulo - Seguindo o movimento do último pregão, o Ibovespa segue em correção nesta quinta-feira (10) em meio ao clima de aversão ao risco entre a crescente tensão geopolítica entre EUA e Coreia do Norte, assim como preocupações com as contas do governo, diante de discussões sobre possível revisão da meta fiscal de 2017 e 2018.

Às 11h58 (horário de Brasília), o índice caía 0,82%, a 67.113 pontos, após atingir na mínima do dia queda de 1,08%, a 66.940 pontos. Em meio ao mau humor do mercado, apenas 5 das 58 ações da carteira teórica do benchmark operavam no positivo. 

A maior alta era as ações da Usiminas, que se distanciavam das demais siderúrgicas, que operavam em baixa nesta sessão. O papel USIM5 foi destacado recentemente pelo analista técnico Bo Williams, da Clear Corretora, como uma boa oportunidade de compra gráfica para o médio prazo. Ele aponta um alvo de R$ 11,50 para a ação em um prazo de 3 a 6 meses (veja aqui). 

Do outro lado, as ações da Ultrapar apareciam entre as maiores quedas do índice após balanço fraco do 2° trimestre e duas revisões para baixo nas recomendações dos papéis. Na mínima do dia, as ações UGPA3 caíram 6,37%, a R$ 66,93.

Veja abaixo os principais destaques da bolsa desta quinta-feira:

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 30,62, -0,49%)
Depois de subirem mais de 1% próxima à abertura do pregão, as ações do BB viram para queda, em meio ao mau humor do mercado interno e na esteira do balanço do 2° trimestre. O banco viu seu lucro líquido ajustado crescer 47,1% no período em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, passando para R$ 2,649 bilhões. Já o lucro contábil teve alta de 6,2%, para R$ 2,619 bilhões.

Para analistas do mercado, os números vieram em linha com as expectativas. Embora dentro do esperado, o BTG Pactual ressaltou que o mercado pode gostar do resultado, dado que havia um temor sobre as despesas com provisão para devedores duvidosos - um ponto positivo também ressaltado pelo Credit Suisse. Por outro lado, os analistas do BTG comentam que a receita líquida veio um pouco pior do que o esperado e o banco revisou o guidance para esse ano, assim como fizeram Bradesco e Itaú Unibanco. O Credit Suisse comenta que, de maneira geral, o banco piorou a expectativa para NII (margens financeiras) para este ano, mas melhorou o opex. O banco espera agora que NII fique entre -4% e 0% (contra 0% e 4% anteriormente), queda da carteira de -4% a -1% (contra  expansão de 1% a 4%) e opex na faixa de -2,5% a 0,5% (contra crescimento de 1,5% a 4,5%.

Após o balanço, o BTG reiterou o call "long & short" que fiz no começo da semana: compra das ações do BB (BBAS3) x venda de BB Seguridade (BBSE3). 

Ainda sobre o balanço, o BB mostrou queda significativa em PDDs (provisões para devedores duvidosos) de 19,6% no período, para R$ 6,658 bilhões. Já a margem financeira bruta somou R$ 14,606 bilhões no período, 0,2% menor na base de comparação anual. As despesas administrativas tiveram baixa de 1,4%, a R$ 7,864 bilhões.

Além disso, o BB aprovou juros sobre capital próprio complementar. O valor atualizado até a data de hoje aprovado pelo conselho diretor é de R$ 0,20324134412 por ação ON, segundo comunicado à CVM. O JCP será atualizado, pela taxa Selic, da data do balanço, em 30 de junho, até a data do pagamento em 31 de agosto. O JCP terá como base a posição acionária de 21 de agosto e as ações passam a ser negociadas “ex” a partir de 22 de agosto. 

Vale (VALE3, R$ 31,70, -0,66%; VALE5, R$ 29,23, -0,44%)
Tensão no mercado interno ofusca dia positivo para o minério e as ações da Vale caem nesta sessão. Hoje, os contratos futuros da commodity negociados na bolsa chinesa de Dalian subiram 0,89%, a 564 iuanes, enquanto o minério à vista negociado no porto de Qingdao avançou 1,62%, a US$ 76,68 a tonelada. 

No radar, a mineradora brasileira Vale obteve US$ 178 milhões com a venda de dois navios do tipo VLOC, com capacidade de 400 mil toneladas, informou a companhia em um comunicado nesta quarta-feira. A companhia também está negociando a venda dos outros dois navios VLOC remanescentes, "o que é consistente com a sua estratégia de fortalecer o balanço e focar nos ativos 'core' (essenciais)", disse a Vale no comunicado.

Recomendações
Destaque ainda para as diversas recomendações. A Arezzo (ARZZ3, R$ 37,49, +1,74%) foi elevada de venda para manutenção pelo Deutsche Bank, enquanto a Cemig (CMIG4, R$ 8,53, -1,04%) foi reduzida de compra para manutenção pelo Santander. Já a Embraer (EMBR3, R$ 16,52, -2,59%) teve recomendação cortada de compra para venda pelo Goldman Sachs.  

A Movida (MOVI3, R$ 9,10, -3,70%), que reportou seu balanço na véspera e não agradou o mercado (veja aqui), foi rebaixada de compra para manutenção pelo Santander, com preço-alvo de R$ 10,00 e pelo Morgan Stanley, com preço-alvo de R$ 10,20. Contudo, vale destacar uma outra notícia, do Brazil Journal, que pode mexer com a ação: segundo a reportagem, a Movida e a Unidas estão em conversas avançadas para uma fusão, um movimento que criaria um número forte num mercado de locação ainda pulverizado e reduziria o ‘gap' com a Localiza (RENT3, R$ 53,04, +0,06%).

CVC (CVCB3, R$ 35,28, -1,18%)
A CVC encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido atribuído aos sócios controladores de R$ 13,5 milhões, alta de 10% na base anual. A receita líquida do grupo totalizou R$ 250,4 milhões,  9% superior nas mesmas bases anuais de comparação. O Ebitda somou R$ 84,8 milhões, com alta de 11%. Já o Ebitda ajustado — por itens que ela entende como não recorrentes ou que não afetam a sua geração de caixa — subiu 20,9% no trimestre, para R$ 94 milhões.  

Segundo o BTG Pactual, o resultado veio forte, com crescimento de receita líquida impulsionado pela melhora nas vendas de pacotes internacionais e vendas nas mesmas lojas de 13.4%. Para os analistas, o resultado da empresa corrobora com a visão positiva com o case, sendo que a companhia ainda deve captar as sinergias das empresas recentemente adquiridas e consolidar sua posição de liderança no mercado de turismo.

Aliansce (ALSC3, R$ 2,88, -0,69%)
As ações da Aliansce caem apesar de balanço do 2° trimestre ter sido considerado "forte" pelos analistas do BTG Pactual. A empresa registrou lucro líquido ajustado, excluindo os efeitos não recorrentes e não caixa, de R$ 26,2 milhões, comparado a um lucro líquido ajustado de R$ 7,7 milhões um ano antes - ou seja, uma alta de 241,8%. Segundo a companhia, a melhora do lucro líquido ajustado em R$ 37,4 milhões nos seis primeiros meses do ano está relacionada à melhora nas despesas operacionais que, em conjunto com a nova estrutura de capital da companhia, impulsiona a geração de lucro em 2017.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 99,0 milhões, crescimento de 8,2%. Excluindo o efeito do aluguel linear, o Ebitda ajustado cresceu 11,4% no trimestre, atingindo R$ 95,8 milhões. No período, a a receita bruta da companhia cresceu 6,9% na base anual. 

Ultrapar (UGPA3, R$ 67,95, -4,94%)
As ações da Ultrapar afundam após balanço fraco no 2° trimestre, que levaram o Credit Suisse e Bank of America Merrill Lynch a cortaram a recomendação dos seus papéis hoje. 

Afetada pelo desempenho mais fraco da Ipiranga e da Oxiteno, a Ultrapar reportou lucro líquido de R$ 247 milhões no segundo trimestre de 2017, com recuo de 33% ante o mesmo período de 2016. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da companhia, que controla as empresas Ipiranga, Ultragaz, Extrafarma, Oxiteno e Ultracargo, atingiu R$ 784 milhões entre abril e junho, o que representa recuo de 22% na comparação anual. A margem Ebitda atingiu 4,1%, ante 5,2% em igual intervalo de 2016. A receita líquida trimestral alcançou R$ 19,173 bilhões, com declínio de 1% sobre o mesmo intervalo do ano anterior.

Após o balanço, o Credit Suisse cortou a recomendação dos papéis de "outperform" (desempenho abaixo da média) para neutro, com preço-alvo passando de R$ 89 para R$ 78,00. O BofA reduziu a recomendação de neutra para "underperform" (desempenho abaixo da média), com preço-alvo indo de R$ 77,00 para R$ 75,00. 

Para os analistas do Credit, apesar dos não-recorrentes, o resultado traz diversas dúvidas sobre qual é o nível de margem sustentável de Ipiranga que ainda permitiria uma continuidade de recuperação de share. "A recuperação do volume vem acontecendo, mas a contração de margem observada nesse trimestre nos deixa céticos sobre quanto é necessário abrir mão de rentabilidade para recuperar o volume perdido", apontam os analistas.

Cosan (CSAN3, R$ 35,80, -1,08%)
A Cosan apresentou prejuízo líquido de R$ 76 milhões no segundo trimestre, frente a lucro líquido de cerca de R$ 280 milhões reportado no mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, o prejuízo foi reflexo principalmente do menor resultado contábil da Raízen Energia, afetado principalmente pelo impacto não caixa da variação do ativo biológico, e da Comgás.

Adicionalmente, a empresa disse que o resultado líquido do trimestre foi negativamente impactado por efeitos não recorrentes nos negócios. A empresa disse que registrou um lucro líquido ajustado por estes efeitos extraordinários de R$ 24,5 milhões, versus R$ 163 milhões no mesmo trimestre de 2016.

Guararapes (GUAR3, R$ 115,55, +3,63%)
As ações ONs da Guararapes - que possuem mais liquidez na bolsa - registram forte alta após balanço do 2° trimestre. Na máxima do dia, os papéis subiram 4,49%, a R$ 116,51. Os papéis PNs (GUAR4, R$ 113,51, +5,08%) da varejista subiam forte também. 

A ação foi incluída ontem na Carteira InfoMoney do mês de agosto. Clique aqui para conferir. 

A companhia, dona da Riachuelo, reportou lucro líquido de R$ 82,3 milhões no segundo trimestre de 2017, crescimento de 126,9% ante o apurado nos mesmos meses de 2016. No acumulado do primeiro semestre do ano, o lucro da Guararapes foi de R$ 192 milhões, montante equivalente a quatro vezes o lucro do mesmo semestre do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 213,6 milhões entre abril e junho, aumento de 84,8% na comparação com igual período de 2016. Em seis meses, o Ebitda atinge R$ 485,3 milhões, crescimento de 144%.

A companhia divulga ainda o Ebitda ajustado ao incentivo fiscal de Imposto de Renda. O resultado ajustado foi também de R$ 213,6 milhões entre abril e junho, com crescimento de 62% ante o trimestre anterior dado o maior volume de incentivos fiscais do ano passado.

A receita líquida da Guararapes no segundo trimestre chegou a R$ 1,608 bilhão, montante 10% mais alto que o dos mesmos meses do ano anterior. Entre janeiro e junho, a receita acumulada é de R$ 2,877 bilhões, alta de 7,5%.

IMC (MEAL3, R$ 7,75, +0,91%)
A IMC, dona das redes Frango Assado e Viena, reportou receita líquida de R$ 376,9 milhões em seu balanço do 2° trimestre, queda de 2,8% na comparação com o mesmo período de 2016. Por sua vez, a empresa mostrou uma expansão de 80,5% no Ebitda do período, para R$ 37,2 milhões, levando a margem Ebitda de 5,3% para 9,9%, crescimento de 4,6 pontos percentuais. Já o Ebitda ajustado cresceu 60,3%, para R$ 37,9 milhões, com a margem Ebitda ajustada indo de 6,1% para 10,1% no período. Já o lucro líquido saltou de R$ 191 mil para R$ 14,86 milhões no trimestre. 

Wiz (WIZS3, R$ 20,24, +0,40%)
O lucro líquido da Wiz passou de R$ 40,2 milhões para R$ 32,8 milhões, o que representa uma queda de 18,5% na comparação anual, enquanto a receita líquida subiu 33,8%, para R$ 131,6 milhões. O Ebitda teve avanço de 8,7%, passando de R$ 54,5 milhões para R$ 59,2 milhões, enquanto a margem Ebitda caiu 10,4 pontos percentuais, para 45%. Segundo o Itaú BBA, os números apresentados pela companhia foram sólidos mais uma vez. 

MRV Engenharia (MRVE3, R$ 14,00, -0,92%)
A MRV Engenharia teve alta de 2,3% no lucro líquido do segundo trimestre sobre um ano antes, para R$ 141 milhões. O Ebitda, por sua vez, ficou em R$ 191 milhões, alta de 18,2% sobre o mesmo período do ano anterior.

Os lançamentos somaram R$ 1,33 bilhãoem valor geral de vendas no segundo trimestre, crescimento de 18,6% ante o período de abril a junho de 2016.

Segundo o Bradesco BBI, a MRV reportou resultados fortes, em linha com nossas expectativas do banco, com destaque para a expansão de volume sem grandes dificuldades. 

QGEP (QGEP3, R$ 7,47, +0,54%)
A QGEP teve lucro líquido de R$ 61 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 7,7 milhões na base de comparação anual. Segundo a petroleira, a variação cambial no exterior impactou positivamente o resultado financeiro líquido da petroleira no período. A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 114,6 milhões, em queda ante os R$ 120,4 milhões no mesmo período do ano passado. O Ebitda, por sua vez, subiu, para R$ 45,9 milhões ante R$ 19,5 milhões em 2016. 

Randon (RAPT4, R$ 5,56, +1,28%)
A Randon registrou um lucro líquido de R$ 18,987 milhões no segundo trimestre deste ano, com avanço de 176,5% ante igual período de 2016. Com o resultado, a empresa obteve uma melhora de 1,6 ponto porcentual na margem líquida, para 2,6%. No primeiro semestre, a empresa obteve lucro líquido consolidado de R$ 20,6 milhões, contra prejuízo de R$ 2,7 milhões, no mesmo período de 2016.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado da Randon somou R$ 86,882 milhões no segundo trimestre, com expansão de 15,4% no comparativo anual. A margem Ebitda consolidada ficou em 11,9%, ante 10,8% de um ano antes. No semestre, o Ebitda consolidado registrou alta de 10,9% no comparativo anual, somando R$ 135,1 milhões.

A receita líquida consolidada atingiu de abril a junho R$ 730,1 milhões, representando um aumento de 4,8% sobre o mesmo período do ano passado. A companhia atribuiu o resultado ao crescimento de produção de caminhões no País e ampliação do market share na venda de semirreboques. No comparativo semestral, a receita líquida registrou queda de 8,5%, para R$ 1,3 bilhão.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 14,9 milhões no segundo trimestre, ante perdas de R$ 13,4 milhões de igual intervalo de 2016. No semestre, o resultado financeiro líquido da companhia ficou negativo em R$ 14,4 milhões, ante perdas de R$ 28,3 milhões informadas nos primeiros seis meses de 2016.

Oi (OIBR4, R$ 3,15, -5,97%)
A Oi teve prejuízo líquido de R$ 3,303 bilhões no segundo trimestre, resultado negativo 16 vezes maior que o prejuízo de R$ 200 milhões apurado nos três meses imediatamente anteriores. Um ano antes, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 822 milhões.

Segundo a companhia, o balanço foi impactado por perdas com posições de hedge que foram fechadas por causa da recuperação judicial da companhia. O resultado negativo veio muito acima da expectativa média de analistas apurada pela Thomson Reuters, de prejuízo de R$ 332,8 milhões.

Taesa (TAEE11, R$ 23,36, -2,01%)
A Taesa registrou lucro líquido de R$ 72 milhões no segundo trimestre, queda de 65% ante o mesmo período do ano passado. O lucro caiu em meio ao impacto de reajustes inflacionários na receita da companhia, conforme contrato de concessão. A transmissora destacou que a queda se deu pela diferença significativa dos índices macroeconômicos, IGP-M e IPCA, entre o segundo trimestre deste ano e o mesmo período de 2016.

O Ebitda da transmissora de energia somou R$ 384,9 milhões no período, 12,9% maior do que o registrado no segundo trimestre de 2016.

Positivo (POSI3, R$ 3,56, -8,48%)
A Positivo Tecnologia reportou lucro líquido de R$ 1,9 milhão no segundo trimestre de 2017, o que representa queda de 84,5% sobre o mesmo período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 31 milhões no período, redução de 41,6% ante abril e junho do ano passado. O Ebitda ajustado somou R$ 32,6 milhões, o que significa redução de 27,7% ante o mesmo período do ano passado. A companhia informou que concentrou esforços na venda de computadores no varejo, obtendo ganhos de participação.

Ainda de acordo com os dados, a receita líquida no segundo trimestre foi de R$ 435,5 milhões, queda de 22,9% sobre o mesmo período do ano passado, afetada pelo menor faturamento ao governo devido à forte base de comparação do segundo trimestre do ano passado, e celulares, em função do acirramento da competição no período.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 21,7 milhões, prejudicado pela perda na conta de variação cambial, de R$ 4,7 milhões. Segundo informe, esta conta está representada pela soma do resultado dos instrumentos de hedge, que foi positivo em R$ 5,3 milhões, e do efeito da oscilação cambial sobre as obrigações em aberto denominadas em moeda estrangeira, que registrou uma perda em R$ 10,0 milhões.

As demais despesas financeiras totalizaram R$ 17,0 milhões, afetadas por um ganho, reconhecido no segundo trimestre de 2016, de R$ 3,2 milhões referentes à atualização monetária de créditos tributários, aumento do spread bancário, maior endividamento líquido médio e volume de cartas de crédito em aberto para suportar a aquisição de insumos de fornecedores internacionais.

Rumo Logística (RAIL3, R$ 10,62, -1,12%)
A empresa de logística Rumo fechou o segundo trimestre com prejuízo líquido de R$ 30,2 milhões, uma melhora ante os R$ 32,6 milhões registrado um ano antes. A receita líquida, por sua vez, avançou 9,4%, passando de R$ 1,37 bilhão para R$ 1,51 bilhão. Já o Ebitda teve forte avanço de 23,5%, encerrando o trimestre em R$ 732,70 milhões.

O volume total transportado no trimestre atingiu 12,3 bilhões de TKU, uma alta de 14% ante o período entre abril e junho de 2016. O aumento de capacidade devido aos investimentos realizados, resultou em crescimento dos volumes transportados, com maior representatividade de cargas mais rentáveis, originadas no Mato Grosso, explicou a companhia.

Anima (ANIM3, R$ 16,33, -1,86%)
A Anima registrou lucro ajustado de R$ 10,9 milhões e receita líquida de R$ 260 milhões, que superou a maior estimativa de analistas consultados pela Bloomberg. Segundo o Bradesco BBI, os principais destaques foram taxas de retenção e melhorias da margem bruta, e fortes PDA despesas de vendas. Já o Santander apontou que os resultados foram “suaves, já que o aumento do nível de descontos não recuou como esperávamos, ofuscando os ganhos graduais e contínuos resultantes das medidas de eficiência econômica implementadas pela administração.

PetroRio (PRIO3, R$ 42,81, +7,54%)
A PetroRio reverteu o prejuízo de R$ 51,022 milhões no segundo trimestre de 2016 e passou para lucro de R$ 47,107 milhões no mesmo período deste ano. A receita total foi de R$ 155,5 milhões, alta de 50% na base de comparação anual, enquanto o Ebitda subiu 1016%, para R$ 66,1 milhões, enquanto o dado ajustado foi de um resultado negativo para um valor positivo em R$ 23,75 milhões. A margem Ebitda foi de 42,5%. 

Alliar (AALR3, R$ 15,78, -0,50%)
A Alliar viu sua receita líquida atingir R$ 270,4 milhões, enquanto o Ebitda ajustado foi de R$ 59,2 milhões, enquanto a margem Ebitda subiu 22,7%. O Itaú BBA espera reação neutra a resultados “em linha, que mostraram tendências operacionais semelhantes às dos últimos trimestres”, enquanto o Santander reiterou leitura positiva em relação ao segundo semestre de 2017. 

Brasil Pharma (BPHA3, R$ 5,00, -0,40%)
A Brasil Pharma teve prejuízo líquido de  R$ 149,9 milhões no segundo trimestre, enquanto a receita bruta somou R$ 191,1 milhões, enquanto o Ebitda foi  negativo em R$ 94,5 milhões. A receita comparável no segundo trimestre caiu 44,9%. 

T4F (SHOW3, R$ 6,50, +2,52%)
A empresa de entretenimento Time For Fun viu seu lucro líquido subir 126% no segundo trimestre sobre um ano antes, passando de R$ 3,2 milhões para R$ 7,2 milhões. O Ebitda, por sua vez, teve um avanço menor, de 14%, fechando o período em R$ 18,9 milhões, enquanto a receita líquida recuou 24%, ficando em R$ 170,9 milhões entre abril e junho.

No segundo trimestre, a companhia promoveu 225 eventos de música ao vivo, teatro e família, com público pagante de 591 mil pessoas, o que representa uma alta de 32% no número de evento em comparação com o mesmo período de 2016, mas uma queda de 15% no número de ingressos.

Em música ao vivo, foram realizados 72 shows, com 365 mil ingressos vendidos. "Mesmo com crescimento de 14% no número de shows, foram vendidos 35% menos ingressos ano contra ano, devido à menor atividade em shows outdoor", disse a T4F em seu release de resultados.

Biosev (BSEV3, R$ 5,00, -6,02%)
A Biosev, braço sucroenergético da Louis Dreyfus Company (LDC), reportou prejuízo líquido de R$ 577,3 milhões no primeiro trimestre do ano-safra 2017/2018, entre abril e junho deste ano. O resultado supera em 63% os R$ 353,3 milhões de prejuízo registrados em igual período do ciclo anterior.

A receita líquida da companhia (ex-HACC) aumentou 15,4% na mesma base de comparação, para R$ 1,954 bilhão, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 159 milhões, uma alta de 13,5%. A dívida líquida em 30 de junho era de R$ 5,218 bilhões, aumento de 11,1% na comparação com o nível verificado o final do primeiro trimestre de 2016/2017.

A Biosev investiu um total de R$ 266,7 milhões no trimestre, 6,5% mais do que em igual período do ciclo anterior. Do total, R$ 231,68 milhões foram investidos em atividades operacionais, alta de 6,5%. Para expansão, o montante foi de R$ 1,66 milhão, redução de 64%.

No primeiro trimestre da safra 2016/2017, as usinas da Biosev moeram 9,62 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, crescimento de 6,5% em relação ao ciclo anterior. O destaque é o polo de Ribeirão Preto, cuja moagem cresceu 10,2% no período, para 5,8 milhões de toneladas de cana. O Açúcar Total Recuperável (ATR) por tonelada de cana processada subiu 0,7% entre os períodos, para 120,4 quilos.

Com mix de 53% da oferta de matéria-prima para a fabricação de açúcar, a produção do alimento alcançou 587 mil toneladas no primeiro trimestre de 2017/2018, um aumento de 12,6%. A fabricação de etanol ficou em 320 milhões de litros, alta de 6,3% entre os períodos, e a cogeração de energia elétrica para venda foi de 278 Gwh, aumento de 17,3%.

Senior Solution (SNSL3, R$ 21,95, +1,43%)
A Senior Solution reportou um lucro líquido de R$ 1,407 milhão, o que representa uma queda de 41,7% ante os R$ 2,413 milhões registrado um ano antes. Enquanto isso, a receita líquida da companhia avançou 60%, passando de R$ 20,531 milhões no segundo trimestre de 2016 para atuais R$ 32,847 milhões. Já o Ebitda encerrou em R$ 3,805 milhões, uma alta de 41,8% sobre os R$ 2,684 milhões ante o ano passado.

A companhia destacou que teve receita líquida recorde no segundo trimestre, com a consolidação dos resultados da attps, adquirida em novembro do ano passado. A administração da Senior Solution também reforçou que deu início a uma reestruturação com ajustes de preços, custos e despesas "visando compensar o eventual aumento de tributos sobre a folha de pagamentos, assunto em discussão no Congresso desde o final de março".

CPFL Renováveis (CPRE3, R$ 12,80, 0,0%)
A CPFL Renováveis teve prejuízo líquido de R$ 71,78 milhões no segundo trimestre, uma piora de 16,4% ante os R$ 61,68 milhões negativos registrados um ano antes. Por outro lado, a receita líquida da companhia teve uma alta de 14,4%, passando de R$ 360,17 milhões para R$ 412,07 milhões em um ano.

O Ebitda, por sua vez, teve leve avanço de 5,7%, para R$ 222,99 milhões, com a margem Ebitda piorando 4,5 pontos percentuais, caindo de 58,6% para 54,1%.

SLC Agrícola (SLCE3, R$ 22,53, +2,04%)
A SLC Agrícola teve lucro líquido de R$ 78,194 milhões no segundo trimestre de 2017, revertendo prejuízo de R$ 74,521 milhões em igual período do ano passado. O Ebitda ajustado mais do que quadruplicou na mesma comparação, para R$ 73,78 milhões, enquanto a margem Ebitda ajustado passou de 4,5% para 21,5%.

Já a dívida líquida ajustada caiu 13,8%, para R$ 1,009 bilhão ao fim do trimestre. A alavancagem permaneceu estável na comparação com o primeiro trimestre de 2017, em 2,65 vezes na relação dívida líquida/Ebitda.

Em balanço, a empresa destacou que, ao longo do segundo trimestre, finalizou a colheita da soja e iniciou as colheitas do algodão de primeira e segunda safras e também do milho de segunda safra. “O desempenho da safra está sendo muito bom, reflexo de um comportamento normal do clima”, disse a SLC em comunicado.

No trimestre, a produtividade da soja ficou em 3,282 toneladas por hectare, um aumento de 6,7% ante a previsão inicial e de 27,2% em relação ao ciclo anterior. No milho segunda safra, o rendimento até o fim do segundo trimestre estava em 6,916 toneladas por hectare, um aumento de 0,6% ante a previsão inicial e de 28,6% em relação à temporada anterior.

A produtividade do algodão primeira safra estava em 1,827 tonelada por hectare, altas de 12,8% e 46,2%, respectivamente. Já a do algodão segunda safra era de 1,696 tonelada por hectare, aumentos de 8% e 22,1%.

Energisa (ENGI11, R$ 25,47, +0,28%)
A Energisa reverteu o prejuízo de R$ 31,1 milhões um ano atrás e passou para um lucro líquido de R$ 59,6 milhões no segundo trimestre deste ano, enquanto a receita líquida subiu 13,9%, para R$ 3 bilhões. O Ebitda, por sua vez, teve alta de 6,9%, totalizando R$ 406,8 milhões. 

Santos Brasil (SBTP11, R$ 1,99, +0,51%)
A Santos Brasil teve prejuízo líquido de R$ 20,73 milhões no segundo trimestre, 262% superior na comparação anual, quando o resultado líquido negativo foi de R$ 5,7 milhões. Já a movimentação de cargas teve baixa de 6,2%, para 229,4 mil contêineres, com o desempenho afetado pelo término do contrato de um serviço de navegação na rota para a Ásia em abril no Tecon Santos, principal ativo do grupo e maior do país em contêineres.

Eternit (ETER3, R$ 1,19, -4,80%)
A Eternit viu seu prejuízo líquido saltar 156,4% na comparação anual, passando de R$ 9 milhões para R$ 23,091 milhões. Já o Ebitda passou de positivo em R$ 4,685 milhões para negativo em R$ 14,175 milhões. A receita operacional líquida caiu 19,8%, de R$ 203,708 milhões para R$ 163,47 milhões. 

Outro evento pode mexer com a ação nesta sessão. O julgamento das ações que questionam leis dos estados de Pernambuco, São Paulo e do Rio Grande do Sul que proíbem a produção, comercialização e o uso de produtos com amianto vai ser retomado hoje  pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Dias Toffoli, no dia 23 de novembro de 2016. Nessa quarta-feira (9), o Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou nota em que defende, junto com outras entidades, o banimento total da produção, comercialização e do uso da fibra de amianto no país.

Segundo o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, não existem níveis seguros de exposição ao amianto. “Não há como eliminar o risco na manipulação de fibras do amianto, elas ficam em suspensão”, disse.  “A partir de estudos que comprovam que não existe manipulação segura do amianto, nosso propósito é trabalhar pelo banimento total dessa fibra no Brasil”, acrescentou o procurador.

Em agosto de 2012, o STF promoveu audiência pública para discutir o assunto, quando foram ouvidos mais de 30 especialistas entre cientistas, representantes da indústria, do governo e de entidades de apoio aos trabalhadores expostos ao amianto. No mesmo ano, o MPT criou o Programa Nacional de Banimento do Amianto e, desde então, vários termos de ajustamento de conduta (TAC) foram acordados com empresas que concordaram em substituir o amianto por outro material.

Gol (GOLL4, R$ 10,13, -3,34%) e Azul (AZUL4, R$ 27,60, -1,43%)
Depois de subirem 6% ontem entre balanço do 2° trimestre e expectativa pela aprovação no Senado da proposta que fixa um teto no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para querosene de aviação, as ações da Gol têm correção nesta sessão. Os papéis da Azul que ontem subiram 1% também reagindo a dados operacionais de julho recuam hoje.

O movimento ocorre na esteira da notícia de que a tão esperada proposta do ICMS foi novamente adiada após interferência do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Em votação simbólica, os senadores aprovaram um requerimento do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) para que o projeto seja encaminhado para a Comissão de Infraestrutura (CI). O acordo informal firmado entre líderes partidários é para que proposta retorne à pauta do plenário em 15 dias. 

Lojas Americanas (LAME4, R$ 15,48, -0,51%)
O conselho de administração da Lojas Americanas elegeu Luiz Augusto Saraiva Henriques como novo diretor de Relações com Investidores, em substituição a Murilo dos Santos Corrêa, que renunciou ao cargo. Corrêa foi eleito no dia 2 de maio e permanece na função até o próximo dia 18 de agosto.
 

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