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Vale deve reduzir número de diretores; Petrobras, 4 notícias sobre JBS e mais destaques no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira (8)

Fabio Schvartsman
(Divulgação)

SÃO PAULO - Enquanto o mercado fica de olho na decisão do TSE e também no noticiário externo com BCE, eleições no Reino Unido e depoimento nos EUA do ex-FBI James Comey, o cenário corporativo segue agitado, com atenção para JBS, Vale e Petrobras. Confira os destaques:

JBS (JBSS3)
O noticiário corporativo sobre JBS segue bastante movimentado.  A companhia disse na quarta-feira que nenhum ativo estratégico nos Estados Unidos ou em outras partes do mundo são elegíveis para serem vendidos, um dia após anunciar um acordo de venda de suas operações na Argentina, no Uruguai e no Paraguai para a Minerva.

O acordo com a Minerva foi o primeiro do tipo da JBS desde que seus fundadores admitiram ter pago propina para políticos no Brasil em troca de favores, em um escândalo que envolveu o presidente Michel Temer. A JBS disse ainda que buscará oportunidades de negócios que possam reduzir a volatilidade e melhorar suas margens, além de ressaltar que a Pilgrim's Pride é um ativo fundamental para sua estratégia de longo prazo.

Já o Valor destaca que representantes da JBS informaram ao Ministério Público Federal, na segunda-feira, que a Caixa Econômica Federal teria suspendido, de forma repentina, o crédito da empresa na instituição, conforme destacado na véspera pela Reuters. O corte seria uma retaliação do governo ao fato de os donos da J&F terem feito delação premiada que compromete o presidente Michel Temer. 

A Folha, por sua vez, informa que a companhia trava uma disputa com a Receita Federal de R$ 2,4 bilhões, valor que a empresa deve ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em contribuições previdenciárias e que representa 1,4% de suas receitas. 

Ainda sobre a Receita e a JBS, a coluna do Estadão informa que  Receita Federal instaurou processo disciplinar para apurar denúncia feita por delator da JBS de que a empresa pagou propina em troca da liberação de créditos tributários. A investigação já produziu resultados. Um servidor que há anos era o único responsável por cuidar das demandas da JBS foi afastado da função. O nome é mantido sob sigilo porque a sindicância está em curso. A próxima pergunta a ser respondida é se ele agia sozinho ou em parceria com outros servidores. Na delação, a JBS não deu maiores detalhes do esquema.

Copel (CPLE6)
Segundo o Valor Econômico, a estatal paranaense de energia Copel prepara plano para fazer uma oferta de ações na qual pretende captar cerca de R$ 4 bilhões. A operação deve reforçar o caixa da elétrica e pode, no limite, levar a uma diluição da participação do governo do Paraná na empresa.

Pão de Açúcar (PCAR4)
O Pão de Açúcar teve a recomendação elevada de equalweight para overweight por Brasil Plural, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 60 para R$ 85.

Aéreas
A Câmara dos Deputados adiou para a próxima semana a votação em plenário do projeto de lei do Executivo que retira os limites à participação do capital estrangeiro em companhias aéreas que operam no Brasil.

“O projeto não tem um texto maduro”, disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao anunciar o adiamento.

Segundo parlamentares ouvidos pela Reuters, ainda não há consenso para votar a matéria.

As empresas aéreas estrangeiras atualmente podem ter no máximo 20 por cento de participação com direito a voto em empresas brasileiras.

Kroton (KROT3) e Estácio (ESTC3)
 O tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) estendeu por 30 dias o prazo de análise da fusão entre Kroton Educacional e Estácio Participações, informaram as empresas em comunicado ao mercado nesta quarta-feira.

Como resultado, o prazo final para conclusão do processo passou a ser 27 de julho de 2017, de acordo com o documento. Separadamente, a Kroton informou que ainda não há acordo com o Cade sobre eventuais desinvestimentos necessários para aprovação da combinação de negócios com a Estácio.

Na segunda-feira, a Reuters noticiou que o julgamento no Cade havia sido adiado para 28 de junho, após a conselheira e relatora do caso na autarquia sinalizar duros remédios para liberação da fusão. Entre as alternativas, ela teria proposto a venda da Anhanguera ou, até mesmo, de toda a marca Estácio, disseram fontes à Reuters.

Vale (VALE3;VALE5)
O novo presidente da Vale, Fabio Schvartsman, deve reduzir o número de diretores executivos da companhia de 6 para 4, enquanto 4 diretores de departamento ficarão diretamente
ligados a ele, diz Ancelmo Gois, colunista de O Globo. 

Minerva  (BEEF3)
A Minerva teve a perspectiva alterada de positiva para estável na S&P. A perspectiva estável reflete expectativa de que redução do endividamento levará mais tempo do que o previsto anteriormente, por conta da aquisição de ativos da JBS, segundo relatório da S&P.

A aquisição aumentará a capacidade de produção e a diversificação geográfica da Minerva, mas enfraquecerá indicadores de alavancagem a curto e médio prazos, reduzindo expectativa de potencial upgrade no curto prazo outlook estável também reflete expectativa de que Minerva manterá a forte performance de operação e capturará a sinergia da aquisição, diz a agência. A afirmação do rating em BB- reflete a eficiência de operação da Minerva e visão de que a aquisição está em linha com a estratégia da empresa de diversificar operações na América do Sul. O rating também reflete visão da S&P de fundamentos favoráveis ao setor, por conta da recente melhora nos preços do gado.

Petrobras (PETR3;PETR4)
O Valor informa que, segundo estimativas da EPE, a fatia de produção de petróleo da Petrobras no país cairá dos atuais 78% para 70% até 2026 e que o Brasil se tornará um "player muito importante" nas exportações. De acordo com as projeções da estatal, a produção do Brasil deve praticamente dobrar em dez anos e atingir entre 4,7 milhões e 5 milhões de barris diários em 2026.

Ainda sobre a estatal, o Pleno do Tribunal Regional Federal da 5ª
Região manteve na quarta-feira a suspensão da liminar que
determinava a paralisação da venda dos 90% detidos pela estatal
na Nova Transportadora do Sudeste (NTS), segundo comunicado. Em 4 de abril, Petrobras finalizou venda de fatia na NTS para Nova Infraestrutura Fundo de Investimentos em
Participações, gerido pela Brookfield Brasil. 

A Petrobras diz ainda no comunicado que em outro processo,
relacionado à Unidade de Fertilizantes UFN III de Três
Lagoas foi suspensa até 11 de setembro de 2017, em atendimento à decisão do juiz da 1ª Vara Federal de Três Lagoas/MS em 5 de junho, de ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal. A ação do MPF objetiva a retomada das obras de implantação da unidade e a proibição de venda deste ativo pela Petrobras. “Foi também revogada a decisão que determinou que a companhia se abstivesse de negociar ou alienar o referido empreendimento”.

Sabesp (SBSP3)
A Sabesp notificou à cidade do Guarujá que pretende cessar a prestação dos serviços de abastecimento de água e esgoto até a celebração de acordo com o município para regularizar a prestação dos serviços, de acordo com fato relevante divulgado na noite de quarta-feira.

O município terá prazo de 30 dias para manifestar interesse de contratação e continuidade da prestação de serviços, segundo o documento. A Sabesp informa que vem enfrentando dificuldades nas tratativas com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Guarujá, que a autuou algumas vezes por supostas infrações, e que contesta "administrativa e judicialmente" as multas aplicadas pelo órgão.

"A Sabesp se resguarda no direito de pleitear indenização do município do Guarujá pelos investimentos não amortizados, sem prejuízo de outros valores apurados no processo de encerramento administrativo dos serviços", esclareceu a empresa. Ainda segundo o fato relevante, a Sabesp seguirá prestando serviços de produção e tratamento de água na região da Baixada Santista.

São Carlos (SCAR3)
Os controladores da São Carlos doaram todas suas ações aos
herdeiros, transferência não inclui ações da LTS Trading.

Neoenergia
BB Banco de Investimento, Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) e Iberdrola Energia celebraram na quarta-feira acordo de associação para regular a incorporação da Elektro Holding pela Neoenergia, segundo fato relevante.

A operação será estruturada mediante a incorporação, pela Neoenergia, da Elektro Holding, com o consequente aumento do capital social da Neoenergia. Atualmente, Previ detém 49% do capital social da Neoenergia, Iberdrola Energia 39% e BB-BI 12%
Iberdrola Energia também é titular de 99,99% do capital social da Elektro Holding.

Após a implementação da operação, Iberdrola Energia deterá aproximadamente 52,45% do capital social da Neoenergia, Previ aproximadamente 38,21% e BB-BI aproximadamente 9,35%.

“Considerando a aprovação da Operação pela totalidade do capital social da Elektro Holding, não haverá direito de recesso na operação”. A "consumação da operação está condicionada à verificação de algumas condições suspensivas usuais nesse tipo de operação, dentre as quais a obtenção da aprovação pela Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade, bem como a aprovação da assembleia geral de acionistas da Neoenergia e da Elektro Holding”. A Neoenergia é a holding de um grupo privado do setor elétrico que opera em 11 estados e atua na geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, segundo o comunicado. 

(Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado)

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