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JBS desaba 9%, small cap salta 20% e mais 15 ações reagem a balanços; Vale e siderúrgicas disparam até 5%

Confira os principais destaques de ações da bolsa nesta terça-feira

JBS_Bloomberg

SÃO PAULO - O Ibovespa conseguiu reverter a queda vista mais cedo e fechou na sua sexta alta nesta terça-feira (16), aos 68.684 pontos, com os ganhos das ações da Vale ajudando a compensar a forte queda dos papéis dos frigoríficos. 

A JBS liderou as perdas do índice em meio ao resultado fraco do 1° trimestre e puxaram a queda de 3% da BRF. Fora do índice, as ações da Minerva caíram 2%, na esteira da Operação Lucas, da Polícia Federal, deflagrada nesta manhã. Além de JBS, mais 16 reagiram a balanços nesta sessão, com destaque para duas small caps - Metal Frio e Bombril, que saltaram entre 15% e 19%. 

Do outro lado do Ibovespa, as ações da Vale e siderúrgicas saltaram até 5%. "O mercado não tem força para cair e correções intradiárias acabam sendo técnicas; mercado acaba se aproveitando do desconto de empresas do setor de siderurgia e mineração, especialmente Vale", disse Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora, à Bloomberg

Quem seguiu a recuperação do Ibovespa também foi a ação PN da Petrobras, que depois de cair de 1,02% na mínima do dia, conseguiu fechar em leve alta, apesar do dia negativo para os preços do petróleo. Esse foi o sexto pregão seguido que a ação fechou no positivo, acumulando no período valorização de mais de 11%. 

Confira abaixo os principais destaques de ações da bolsa nesta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 16,19, 0,0%;PETR4, R$ 15,70, +0,13%)
As ações PNs da Petrobras se recuperaram ao longo do pregão e conseguiram fechar em leve alta, após caírem 1,02% na mínima do dia. Essa foi a sexta alta seguida da ação PN. O movimento, contudo, veio descolado dos preços do petróleo, que caíam no exterior apesar das declarações dadas ontem de que a Rússia e Arábia Saudita irão estender o corte de produção da commodity até março de 2018. Os contratos futuros do petróleo Brent registravam queda de 0,46%, a US$ 51,60 o barril, enquanto os do WTI caíam 0,55%, a US$ 48,58 o barril. 

No radar, três notícias agitavam a Petrobras. Em primeiro lugar, a companhia confirmou a captação de US$ 4 bilhões com a reabertura de títulos com vencimentos em 2022, 2027 e 2044. A captação realizada por meio da subsidiária integral Petrobras Global Finance (PGF) “com a garantia total e incondicional da Petrobras”, segundo comunicado. 

A PGF “pretende usar os recursos líquidos da venda dos títulos para a liquidação voluntária antecipada” dos títulos:
5,875% Global Notes, em dólares, com vencimento março/2018
2,750% Global Notes, em euros, com vencimento janeiro/2018
4,875% Global Notes, em euros com vencimento março/2018
“Recursos também serão utilizados para o refinanciamento de outras dívidas e, caso haja recursos remanescentes, para fins corporativos gerais”. A  Petrobras aproveitou a queda nos custos de empréstimos para vender títulos denominados em dólares, destaca a Bloomberg.

Além disso, atenção para a fala do CEO da companhia Pedro Parente. Ele afirmou em Londres que a Petrobras está trabalhando para melhorar resultados e ter lucro em 2017. Parente apontou ainda que a companhia pagará dividendos se tiver lucro em 2017. 

Por fim, a empresa iniciou etapa de divulgação da oportunidade de venda de 100 por cento de participação no Campo de Azulão (concessão BA-3), na Bacia do Amazonas. O anúncio faz parte do plano de desinvestimentos da petroleira, revisado e aprovado pela diretoria, segundo o documento.

Ainda de acordo com a empresa, "a transação em potencial representa uma oportunidade para desenvolver uma descoberta de gás natural, perto de infraestrutura já existente, bem como de linha de transmissão de energia".

Vale e siderúrgicas
Com os investidores seguindo com apetite ao risco, as ações ligadas a commodities - Vale (VALE3, R$ 27,26, +2,29%; VALE5, R$ 25,94 +3,22%), Bradespar (BRAP4, R$ 18,90, +1,94%) - holding que detém participação na mineradora - e as siderúrgicas, com Gerdau (GGBR4, R$ 10,35, +3,71%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 4,85, +4,98%), CSN (CSNA3, R$ 7,79, +1,17%) e Usiminas (USIM5, R$ 4,50, +2,51%) dispararam até 5% nesta sessão.

No radar, a CSN reagiu aos números não auditados do 1° trimestre, que vieram fortes, na visão dos analistas da XP Investimentos, embora tenham ressaltado a empresa segue com elevada alavancagem financeira, tendo um risco ainda bastante elevado. 

Do lado positivo, eles comentaram que o resultado deixou claro que o ativo pode ser beneficiado de um cenário de recuperação da atividade econômica. Os analistas apontaram que a expansão da receita líquida pode ter vindo de um aumento de preços (recuperação de volume ainda não veio), mas já é possível verificar uma forte expansão do Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). 

No 1° trimestre de 2017, as vendas de aço da companhia recuaram 4% em um ano, para 1,19 milhão de toneladas, enquanto as vendas de minério de ferro caíram 13% ante o primeiro trimestre do ano passado, fechando em 7,24 milhões de toneladas. 

A receita líquida da CSN, por sua vez, subiu 15%, passando de R$ 3,84 bilhões para R$ 4,41 bilhões. Enquanto isso, o Ebitda ajustado teve um salto de 82%, saindo de R$ 733 milhões no início de 2016 para R$ 1,33 bilhão entre janeiro e março deste ano.

A CSN informou que o adiamento da divulgação de seu balanço do primeiro trimestre ocorreu por conta "da revisão do tratamento contábil acertado à operação realizada pela companhia em 30 de novembro de 2015, que resultou na combinação de negócios das atividades de mineração e logística correlata". Segundo a empresa, essa revisão impacta as demonstrações financeiras do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2015 e, consequentemente impacta os saldos de abertura dos números das demonstrações financeiras referentes ao exercício do fim do ano passado e do primeiro trimestre deste ano. Apesar disso, a empresa decidiu divulgar os principais indicadores operacionais dos três primeiros meses deste ano, sem a revisão dos auditores.

Sabesp (SBSP3, R$ 32,31, +6,81%) 
Depois de caírem 2,36% ontem, fechando entre as maiores quedas do Ibovespa, as ações da Sabesp dispararam quase 7% hoje, encerrando o pregão como a maior alta do índice. Na máxima do dia, a valorização atingiu 7,54%, a R$ 32,53. 

Na segunda-feira, o papel reagiu aos comentários da teleconferência sobre o balanço da empresa. Embora os números do 1° trimestre tenham agradado, o mercado ficou decepcionado com a fala da empresa sobre o futuro do plano de aumento de capital, pelo fato dos diretores enfatizarem muito mais o objetivo de reduzir o endividamento da companhia do que propriamente buscar melhorias operacionais e de governança corporativa para a Sabesp. Isso fez os papéis mergulharem no pregão de ontem da B3 (veja aqui).

JBS (JBSS3, R$ 9,86, -8,62%)
As ações da JBS desabaram e fecharam como a maior queda do Ibovespa após balanço abaixo do esperado pelo mercado. Em meio aos números fracos do 1° trimestre, o Itaú BBA cortou a recomendação dos papéis de outperform para marketperform, mantendo o preço-alvo de R$ 16,00. Com a queda, as ações da JBS encerraram o pregão no menor patamar desde o dia 6 de abril - mínima atingida após a deflagração da Operação Carne Fraca, no dia 17 de março. Do fechamento do dia 17 de março até o dia 6 de abril, as ações caíram 21%. 

Hoje, as ações reagiam ao balanço. A gigante de alimentos encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido consolidado de R$ 486,2 milhões, revertendo resultado negativo de R$ 2,64 bilhões apurado um ano antes, de acordo com dados divulgados pela maior processadora de carne bovina do mundo. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 2,14 bilhões nos primeiros três meses do ano, acréscimo de 0,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Em relatório, o Credit Suisse também apontou que a JBS reportou números bem abaixo do esperado, com destaque negativo para o Ebitda. "Os highlights foram uma forte contração no Ebitda na JBS Mercosul, fraca performance da Seara, nível saudável de performance operacional da JBS Beef USA e Pilgrims e alavancagem alta". 

Minerva (BEEF3, R$ 9,85, -2,09%)
As ações da Minerva afundaram 5,07% na mínima do dia, a R$ 9,55, com forte volume financeiro: atingindo R$ 29,13 milhões x média diária de R$ 11,71 milhões dos últimos 21 pregões. Mais cedo, a Polícia Federal informou que a companhia é uma dos
investigados na Operação Lucas, deflagrada na manhã desta terça-feira. A empresa é acusada de pagar suposta vantagem indevida a servidor do ministério. 

Em nota por email, a Minerva disse que cumpre a legislação e que está sempre colaborando com as autoridades para a investigação envolvendo servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A companhia “reforça que segue rígidas normas de governança corporativa e que cumpre toda a legislação aplicável em suas operações, adotando rigorosos padrões de qualidade e segurança”, diz o comunicado. 

Cemig (CMIG4, R$ 8,86, -0,45%)
A elétrica mineira Cemig registrou lucro líquido de 342,7 milhões de reais no primeiro trimestre, alta de 6.482 por cento em relação ao resultado líquido positivo de 5,207 milhões de reais de igual período de 2016.

A empresa ainda apurou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 1,1 bilhão de reais entre janeiro e março, 70,5 maior na base anual.

Cesp (CESP6, R$ 17,90, +0,56%)
As ações da Cesp deram continuidade aos ganhos da véspera, quando reagiram nos minutos finais de pregão às declarações do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de que via a privatização da empresa até o final deste ano (veja aqui). 

O comentário ajuda a amenizar o resultado fraco do 1° trimestre divulgado ontem após o fechamento do pregão. "O papel reagiu bem nos últimos minutos de pregão de ontem e acreditamos que deve continuar a boa perfomance hoje", comentou o Credit Suisse, que minimizando os impactados dos números abaixo do esperado no desempenho da ação nesta sessão.

Segundo os analistas do Credit, os números operacionais não foram bons e devem continuar pressionados ao longo do ano em função da combinação de um GSF severo e preços elevados no mercado spot. "O nosso call otimista com CESP esta pautado na provável privatização e que o papel oferece um potencial de valorização bastante interessante quando consideramos este cenário, com a renovação das concessões seguindo a lei 9.074", afirmaram. 

A Cesp fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 62,5 milhões, um recuo de 36% em relação a um ano antes. A receita líquida, por sua vez, caiu 24,6% no mesmo período, para R$ 362,3 milhões. O principal motivo da queda foi o fim da operação assistida das usinas de Jupiá e Ilha Solteira.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) teve queda de 13,7% no trimestre, para R$ 167,4 milhões. O Ebitda ajustado pelas provisões operacionais apresentou baixa de 17,8% no período, para R$ 242,4 milhões.

Copel (CPLE6, R$ 30,50, +4,10%)
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) registrou um lucro líquido atribuído aos acionistas controladores de R$ 410,34 milhões no primeiro trimestre deste ano, montante mais de três vezes superior aos R$ 133,5 milhões anotados no mesmo período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) somou R$ 1,006 bilhão, número 87,2% maior que os R$ 537,4 milhões reportados um ano antes. A margem Ebitda passou de 17,4% para 30,5%.

Conforme explicou a companhia, a forte expansão reflete, principalmente, a nova contabilização do fluxo de caixa dos ativos de transmissão anteriores a 2000 e não amortizados até a renovação das concessões, em 2013, denominados no setor como Rede Básica do Sistema Existente (RBSE). Na semana passada, a companhia já havia informado que os números homologados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) gerariam um impacto de R$ 224,6 milhões na receita operacional da companhia no trimestre.

A Copel também citou o impacto do resultado do quarto Ciclo de Revisão Tarifária da distribuidora do grupo, a partir de junho de 2016, no Ebitda.

Desconsiderando os efeitos não recorrentes do período, o Ebitda ajustado ficou em R$ 811,5 milhões entre janeiro e março, montante 51% superior ao registrado no mesmo período de 2016.

A receita operacional líquida da Copel totalizou R$ 3,297 bilhões nos três primeiros meses do ano, o que corresponde a um crescimento de 7% frente igual etapa de 2016. O resultado de equivalência patrimonial, por sua vez, caiu 29,6%, para R$ 33,7 milhões, impacto da conversão de ações ordinárias em ações preferenciais de emissão da Sanepar e de titularidade da Dominó Holdings, que resultou na extinção do acordo de acionistas. Com isso, a partir de dezembro de 2016, a Copel deixou de classificar o seu investimento na Sanepar como coligada e passou a classificá-lo como ativo financeiro disponível para venda. Já o resultado financeiro da estatal paranaense ficou negativo em R$ 156 milhões, número 6,5% menor que os R$ 166,89 milhões anotados no primeiro trimestre do ano passado.

Segundo o Credit, a Copel entregou um trimestre em que mostrou uma evolução considerável em relação aos trimestres anteriores e que se beneficiou de um maior volume residencial na distribuição e da presença de energia secundaria na geração.

Even (EVEN3, R$ 4,68, +5,88%)
A construtora Even reverteu o lucro líquido de R$ 24,69 milhões do primeiro trimestre do ano passado em um prejuízo líquido de R$ 39,95 milhões de janeiro a março. A receita líquida caiu 39,5%, para R$ 513,27 milhões, enquanto a margem bruta recuou de 19,2% para 14,3%.

Em relatório, a Even informou que o balanço teve impacto negativo da margem dos distratos, de 43,8% no trimestre, ao hiato na composição da receita decorrente de menos lançamentos em 2015 e no primeiro semestre do ano passado, e da margem bruta pressionada pelo estoque reprecificado. "Os três fatores devem perder relevância já a partir do ano que vem, quando esperamos recuperação dos resultados", disse a companhia.

Segundo o Credit Suisse, a Even entregou um trimestre fraco mas dentro do esperado. O único ponto positivo foi o fluxo de caixa livre que ficou em R$ 38 milhões e acima das expectativas. Os analistas apontam que enxergam espaço para geração de caixa nos próximos trimestres. "O que mais nos preocupa ainda é o nível de lucros em um patamar baixo e que tem seguido uma tendência negativa, principalmente em função de menor reconhecimento de receita, margens pressionadas e outras despesas". Os analistas acreditam que o cenário de lucros fracos deve continuar entre 2017-2018.

Metalfrio (FRIO3, R$ 2,49, +15,28%)
A Metalfrio registrou lucro líquido de R$ 15 milhões no primeiro trimestre, queda de 4,6% em um ano, enquanto a receita líquida da companhia somou R$ 199,3 milhões de janeiro a março, recuo de 31,5%. O Ebitda, por sua vez, teve queda de 30% a R$ 20,1 milhões. Segundo a companhia, a variação se deve principalmente "à mudança no momento de colocação dos pedidos e evolução cambial".

Bombril (BOBR4, R$ 3,88, +19,38%)
As ações da Bombril dispararam até 21,23%, a R$ 3,94, nesta sessão, com forte volume financeiro, em meio à divulgação do balanço do 1° trimestre. A companhia reverteu o prejuízo líquido de R$ 23,8 milhões um ano antes para lucro líquido de R$ 34,7 milhões no 1° trimestre de 2017. Já o Ebitda saltou em 32% na mesma base de comparação, para R$ 80,4 milhões. A receita líquida, por sua vez, caiu 9,5%, a R$ 251,8 milhões no período. 

Springs Global (SGPS3, R$ 10,95, -3,95%)
A Springs Global encerrou o primeiro trimestre com um prejuízo líquido de R$ 12 milhões, uma queda de 46% nas perdas de R$ 22,2 milhões de um ano antes. O resultado foi beneficiado por uma queda de 24,6% na despesa financeira líquida, que passou de R$ 64,1 milhões para R$ 48,3 milhões, devido a efeito de variação cambial.

A receita líquida ficou em R$ 516,2 milhões de janeiro a março, queda de 14,3%, O Ebitda, por sua vez, fechou o período em R$ 55 milhões, retração de 13,4% na base anual.

Paranapanema (PMAM3, R$ 1,31, -2,96%)
A Paranapanema passou de lucro líquido de R$ 2,7 milhões para prejuízo líquido de R$ 43,1 milhões no primeiro trimestre de 2017. De acordo com a companhia, o resultado foi impactado principalmente pela menor utilização da capacidade instalada, gerando maior gasto com ociosidade. A receita líquida caiu 41,4%, a R$ 774,8 milhões, queda de 41,4% na  base de comparação anual. Já o volume de produção total teve baixa de 38%. A companhia ainda informou que elegeu André Luis da Costa Gaia diretor financeiro.

Tupy (TUPY3, R$ 16,42, -0,06%)
O lucro líquido da Tupy passou de R$ 17,3 milhões no primeiro trimestre de 2016 para R$ 47,2 milhões no mesmo período de 2017. Já a receita totalizou R$ 855,1 milhões no período, acima da estimativa de R$ 813,2 milhões, de acordo com compilação da Bloomberg. O Ebitda foi de R$ 112,3 milhões, enquanto a margem Ebitda teve queda de 14,8% para 13,1% na base de comparação anual. 

De acordo com o Santander, os números da companhia foram neutros, com a surpresa positiva dos volumes sendo ofuscada pela menor geração de caixa. 

Alupar (ALUP11, R$ 18,88, 0,0%)
A receita líquida da Alupar foi para R$ 376,8 milhões, queda de 1,2% na comparação anual, enquanto o lucro atribuído a sócios subiu de R$ 54,2 milhões para R$ 73,7 milhões. O Ebitda caiu 1,7%, a R$ 305,9 milhões, enquanto a margem Ebitda foi de 83,5% para 82,2%. 

Unipar Carbocloro (UNIP6, R$ 9,62, +4,79%)
A Unipar registrou lucro líquido de R$ 34,47 milhões no primeiro trimestre, uma queda de 5% ante os R$ 36,17 milhões do mesmo período do ano passado. A receita líquida, por sua vez, ficou praticamente estável, saindo de R$ 236,75 milhões para R$ 238,22 milhões. Já o Ebitda da companhia ficou em R$ 74,09 milhões, uma alta de 18% ante um ano antes, quando ficou em R$ 62,55 milhões.

Veja também: Caso Unipar: quando uma briga societária ofusca todo o potencial de uma empresa

Linx (LINX3, R$ 19,28, -0,87%)
A Linx registrou lucro líquido de R$ 26,706 milhões no primeiro trimestre, um aumento de 77,5% ante igual intervalo de 2016. A receita líquida avançou 13,6% no intervalo, para R$ 134 milhões, enquanto o Ebitda ficou em R$ 34,75 milhões, avanço de 11,2% no comparativo anual.

“Reforçamos que apesar da recente recuperação nos indicadores de confiança de consumidores e empresas, a performance da economia real e do varejo ainda seguiu fraca no trimestre”, disse a companhia em release de resultado.

O Credit aponta que a Linx reportou um trimestre neutro e com um crescimento de Ebitda que pode ser considerado razoável, "principalmente quando levamos em conta o momento mais difícil do varejo". O corte de custos iniciados no final de 2016 foram os principais responsáveis pelo crescimento. Além disso, o Credit destaca que a forte receita de serviços (19% acima do mesmo período do ano passado) sugere uma aceleração de vendas no restante do ano.

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