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Três estrangeiros querem comprar Hypermarcas, diz colunista; 6 recomendações, Petrobras, Vale e mais destaques

Confira os destaques corporativos da B3 na sessão desta segunda-feira (24) 

Petrobras - Bloomberg
(Dado Galdieri)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo é bastante movimentado, com destaque para as diversas revisões de recomendações, além do noticiário de antes do feriado, com elevação dos preços de combustíveis da Petrobras, dividendo da Vale, entre outros. Confira as principais notícias do radar corporativo (24):

 Hypermarcas (HYPE3)
Segundo informações da coluna de Lauro Jardim, do Jornal O Globo, João Alves de Queiroz Filho, o Junior, dono da Hypermarcas, tem hoje em sua mesa três propostas do exterior para vender a empresa. A companhia oficialmente não se pronunciou a respeito, mas deve ser questionada e provável que algo formal saia hoje durante o dia a respeito. "Nossa expectativa é que estratégia atual de vendas em unidades de negócios, começando por business de genéricos e não a empresa como um todo de uma vez. Considerando que guidance da empresa para o ano é bem fraco, a equipe acredita que venda não sairia este ano", afirma o Bradesco. 

Petrobras (PETR3; PETR4)
A Petrobras decidiu na quinta-feira aumentar o preço do diesel nas refinarias em 4,3% e o da gasolina em 2,2%, em média, com a alta valendo desde a última sexta-feira. "A decisão é explicada principalmente pela elevação dos preços dos derivados nos mercados internacionais desde a última decisão de preço, que mais que compensou a valorização do real frente ao dólar...", disse a estatal em nota. Câmbio e preços internacionais do petróleo e derivados estão entre as principais variáveis avaliadas pela Petrobras para decidir sobre o tema. Segundo a Petrobras, a decisão também levou em conta ajustes na competitividade da empresa no mercado interno. A Petrobras reafirmou também a sua política de revisão de preços pelo menos uma vez a cada 30 dias.

Segundo o Bradesco BBI, pesar de uma significativa expansão das importações de combustíveis, a Petrobras decidiu elevar os preços em abril, mesmo com um prêmio sobre os preços de importação tendo sugerido o contrário”; “este movimento sinaliza a disposição da Petrobras em gradualmente recuar da posição monopolista em refino, deixando espaço para outros fornecedores através das importações”. Já o Credit Suisse espera reação marginalmente positiva do mercado ao ajuste, “principalmente devido prêmio maior
do diesel em relação ao ajuste de preços de fevereiro”.

Além disso, a estatal informou que recebeu de seu acionista controlador, a União, pedido de substituição de candidatos para o conselho fiscal da companhia. As eleições irão ocorrer em assembleia geral ordinária (AGO) marcada para 27 de abril. O Ministério de Minas e Energia formalizou a substituição de Luiz Navarro de Britto Filho por Eduardo Cesar Pasa para o cargo de conselheiro fiscal titular. Além disso, o Ministério da Fazenda formalizou a substituição da indicação de Paulo José dos Reis Souza por José Franco Medeiros de Morais como suplente. 

Vale (VALE3; VALE5)
A Vale aprovou nesta quinta-feira o pagamento de R$ 4,67 bilhões em dividendos, correspondentes a R$ 0,905571689 por ação ON e PN em circulação no mercado. São elegíveis a receber a remuneração detentores de ações da mineradora no Brasil em 20 de abril; e detentores de ADRs (American Depositary Receipts) na Nyse e na Euronext Paris em 26 de abril. O pagamento será realizado a partir de 28 de abril. 

Além disso, a agência de classificação de risco S&P revisou a perspectiva do rating global da Vale - atualmente "BBB" - de estável para positiva, refletindo, principalmente, os esforços da mineradora para reduzir sua dívida. 

Eztec (EZTC3)
As vendas líquidas da Eztec caíram 66,7% no primeiro trimestre deste ano, na comparação anual, indo para R$ 9 milhões, segundo prévia operacional divulgada após o fechamento deste pregão. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, a retração foi de 78,1%. A empresa fechou o período com vendas brutas de R$ 114 milhões e distratos de R$ 105 milhões. 

De acordo com o BTG Pactual, os números foram mais fracos do que o esperado, o que pode pesar negativamente na ação principalmente após uma recente performance positiva, com o papel subindo 25% no acumulado do ano. Contudo, a recomendação segue de compra para os papéis, com a expectativa de recuperação mais rápida em comparação a outras empresas do segmento de classe média e alta. 

Alpargatas (ALPA4)
A empresa de calçados e vestuário Alpargatas anunciou na quinta que seu conselho de administração autorizou convocar assembleias de acionistas para decidir sobre migração da companhia para o segmento listagem Novo Mercado da Bovespa. Segundo a companhia, envolverá a conversão de todas as ações preferenciais da companhia em ordinárias, na proporção de 1,3 preferencial para uma ordinária. A Alpargatas teve o controle comprado em dezembro de 2015 pela J&F, holding de investimentos que também controla a empresa de alimentos JBS, por 2,7 bilhões de reais.

CCR (CCRO3)
O grupo de concessões CCR informou que concluiu na quinta-feira a aquisição de fatia de 15% que a Odebrecht Transport Participações detém na ViaQuatro. Segundo a companhia, a conclusão acontece depois da assinatura do quarto aditivo ao acordo de acionistas e do cumprimento das condições precedentes previstas no contrato. A operação foi anunciada pela empresa em 9 de março e o valor do negócio é de R$ 171,1 milhões. 

Recomendações
Na última sexta-feira, chamou a atenção as recomendações feitas pelo BB Investimentos: o banco iniciou cobertura para as ações de companhias de energia. A Transmissão Paulista (TRPL4) foi iniciada com recomendação outperform, enquanto a Taesa (TAEE11) e a Alupar (ALUP11) foram iniciadas com recomendação marketperform. No setor de transmissão, atenção ainda para o leilão que acontece nesta segunda na B3. Já as ações da Copasa (CSMG3), após a forte queda da quinta-feira em meio à decepcionante revisão tarifária preliminar (veja mais aqui), tiveram a recomendação elevada pelo Scotia Bank de sector marketperform para sector outperform pelo Scotia Bank, com preço-alvo sendo reduzido de R$ 45,00 para R$ 43,00.

O BB Investimentos também elevou a Usiminas (USIM5) para outperform, enquanto o Morgan Stanleu elevou a recomendação dos papéis de underweight para equalweight. 

BRF (BRFS3)
Segundo o HSBC, a BRF deve superar o desempenho das maiores do setor de alimentos, uma vez que seus resultados vão se recuperar das mínimas no segundo semestre de 2017, devido à redução de custos e ao crescimento potencial dos mercados de exportação. Os resultados da BRF se beneficiarão de preços mais baixos do milho, da oportunidade de conquistar mercados de exportação enquanto rivais lutam com preços mais baixos e um real
apreciado, e a gripe aviária na Ásia, que continua a aumentar a demanda por importação.

O banco reitera recomendação de compra, reduz preço-alvo de R$ 64 para R$ 53 ao cortar estimativa de margem Ebitda de 18% para 15%, “pendente de provas de execução”. 

Braskem (BRKM5)
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o executivo Fernando Musa, que assumiu o comando da Braskem há um ano, afirma que a corrupção na petroquímica era concentrada – diferentemente do que ocorria em sua principal acionista, a Odebrecht. “No caso da Odebrecht, fala-se de um processo sistêmico e endêmico; na Braskem, não tem essas frases na avaliação do DoJ. É algo mais concentrado, pontual, embora relevante e grave. As ações necessárias para evitar que o que aconteceu se reproduza são muito mais contidas do que na situação da Odebrecht”, disse Musa. 

Paranapanema (PMAM3)
A Paranapanema celebrou na quinta-feira Memorando de Entendimentos Não Vinculante para a Renegociação de Dívidas junto a seus principais credores financeiros, “formalizando
entendimentos não vinculantes com relação ao processo de renegociação das dívidas da companhia”, segundo comunicado.

“No âmbito de referido Memorando, a companhia e os credores anuentes envidarão seus melhores esforços para avançar na negociação”. As dívidas da cia. junto aos credores anuentes representam atualmente cerca de 84% do total , segundo o comunicado.

Natura (NATU3)
A L’Oreal escolheu a Natura Cosméticos além de companhias de private equity como ofertantes na próxima rodada do leilão para seu negócio Body Shop, disseram pessoas familiarizadas com o assunto para a agência Bloomberg. CVC Capital Partners, Advent International Corp. e Investindustrial Advisors SpA também estão entre as empresas da disputa, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque o processo é privado.

Ofertas pela Body Shop atingiram mais de 800 milhões de euros (US$ 856 milhões), disseram as fontes. Ofertas vinculantes devem ser apresentadas no início de junho, disse uma das pessoas.

Prumo (PRML3)
A Prumo e Port of Antwerp International assinam acordo preliminar que estabelece a intenção das partes em analisar uma potencial parceria que consiste, conceitualmente,
na prestação, pela Port of Antwerp à Porto do Açu Operações de serviços de consultoria, serviços de operação e/ou um potencial investimento, segundo comunicado. 

“Estudos conjuntos serão focados no desenvolvimento e exploração do complexo industrial do Porto do Açu e deverão ser conduzidos de modo exclusivo até 30 de junho de 2017. A exclusividade estabelecida no acordo determina que a Prumo não deve iniciar qualquer tipo de tratativas e negociações que envolvam outras autoridades portuárias europeias em relação à estudos e serviços similares. O acordo não constitui compromisso de celebrar ou
negociar qualquer transação e as partes reconhecem e concordam que qualquer das partes poderá, por qualquer razão, cessar as negociações”, afirma a empresa. 

A Prumo diz que conversas com Port of Antwerp International “ainda estão em um estágio bastante preliminar e que não há neste momento nenhuma garantia que um negócio definitivo será ao final celebrado entre as partes”. "Contudo, a previsão de exclusividade estabelecida no acordo é material e tem natureza vinculante”. 

Tegma (TGMA3)
A Tegma teve a perspectiva alterada de negativa para estável pela Moody’s. A  estabilização da perspectiva reflete a melhora nas métricas de crédito da Tegma e considera expectativa
de que deterioração do ambiente de negócios provavelmente atingiu um piso, afirma a agência. 

O ambiente de negócios deve começar a se recuperar lenta e gradualmente, apesar de Moody’s não esperar melhora material até pelo menos o final de 2017. "Um cenário econômico mais estável dará suporte a uma retomada gradual da confiança do consumidor e aumentará a disponibilidade de crédito para o consumidor no médio a longo prazo, o que se traduzirá em crescimento das vendas de veículos”. 

(Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado) 

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