Por Lara Rizério Em mercados / acoes-e-indices  31 mar, 2017 09h02 - Atualizada em 09h45

Klabin anuncia novo presidente, Vale elevada, alerta de intervenção na Oi e mais 11 empresas no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo desta sexta-feira (31)

Por Lara Rizério Em mercados / acoes-e-indices  31 mar, 2017 09h45
  • SÃO PAULO - O noticiário desta sexta-feira é movimentado na Bolsa, com destaque para a elevação de recomendação da Vale pelo BMO, o anúncio do substituto de Fabio Schvartsman, além de diversas notícias sobre a Petrobras. Confira os destaques: 
  • Klabin (KLBN11)
    A Klabin anunciou o substituto de Fabio Schvartsman, que deixou a companhia para assumir a presidência da Vale, no cargo de diretor geral da companhia. A Klabin  indicou o executivo Cristiano Cardoso Teixeira como diretor-geral da empresa, que será submetida para deliberação do Conselho de Administração da Klabin. 
  • "A escolha por um executivo interno reflete a gestão estruturada e integrada da companhia. A estratégia da empresa segue focada em excelência operacional, incremento nos resultados financeiros e alta performance dos negócios, reforçando a trajetória de sucesso de 118 anos da Klabin. Cristiano ingressou na companhia em 2011 como Diretor de Supply Chain. Em 2015, assumiu o cargo de Diretor Executivo das Divisões de Papelão Ondulado, Sacos Industriais e Papéis Sack Kraft. No início deste ano, foi nomeado Diretor Executivo de Conversões e Comercial Papéis", afirmou a empresa em comunicado.

  • De acordo com o BTG Pactual, ainda é necessário aguardar confirmações e detalhes da estratégia, mas a princípio o anúncio deve ter impacto neutro para o papel uma vez que sugere continuidade da gestão.
  • Oi (OIBR4)
    A novela sobre a recuperação judicial da Oi segue sendo destaque. Segundo o Valor, a medida provisória em reta final de elaboração no governo para resolver a crise da companhia prevê a possibilidade de até 36 meses de intervenção na operadora. O interventor terá "plenos poderes" sobre as operações da empresa e a "prerrogativa exclusiva de convocar a assembleia geral nos casos em que julgar conveniente". 
  • Já segundo a Folha de S. Paulo, a medida provisória deve ser último alerta para a Oi antes de intervenção.  Sem a MP, a Anatel (agência que regula o setor) nada pode fazer, embora tenha a prerrogativa legal de decretar a intervenção no serviço prestado sob concessão (telefonia fixa). A dificuldade surgiu porque a operadora fundiu todos os serviços prestados em um único caixa, impossibilitando a separação. A agência avalia a necessidade de intervenção também na telefonia móvel, TV e internet, mas a legislação proíbe que isso aconteça, porque são três serviços prestados em regime privado, aponta o jornal.
  • Por fim, de acordo com o Globo, a Anatel enviou nesta quinta-feira um ofício às empresas de telefonia (Vivo, Claro e TIM, entre outras) para obter mais detalhes sobre o uso da rede que alugam da Oi, Juarez Quadros, presidente da Anatel, explicou que a Superintendência de Controle de Obrigações quer saber qual é o plano B das companhias que alugam a rede da Oi no caso de uma eventual interrupção de serviços.
  • Vale (VALE3;VALE5)
    A Vale teve recomendação elevada de underperform para neutra pelo BMO, com o preço-alvo do ADR sendo elevado de US$ 7 para US$ 10, o que implica um potencial de valorização de 4,8% em relação ao fechamento de quinta-feira. 

  • Raia Drogasil e Hypermarcas

    O governo federal autorizou reajuste de até 4,76 por cento nos preços de medicamentos por parte dos fabricantes a partir desde sexta-feira, de acordo com medida publicada no Diário Oficial da União. O percentual iguala-se à variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período compreendido entre março de 2016 e fevereiro de 2017, conforme a resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). Em 2016, o governo autorizou reajuste de até 12,5 por cento para os medicamentos.

    Segundo o BTG Pactual, isso deve levar a uma compressão de margem ebitda para a Raia Drogasil no primeiro semestre de 2017 de 40 pontos-base no primeiro trimestre de 2017 e de 130 pontos-base no segundo trimestre. "De qualquer forma, isso não muda a nossa visão para o case. Acreditamos que o forte poder de barganha da empresa, menores descontos e maturação de novas lojas podem minimizar o impacto", apontam. Os analistas do banco ainda lembram que elevaram a recomendação para compra na segunda-feira já contemplando nos número (veja mais clicando aqui). Para a Hypermarcas, eles esperam que 65% do portfólio deva ser impactado, levando a uma queda na margem Ebitda de 90 pontos-base na comparação anual este ano, também impactada pelo aumento em despesas gerais e administrativas. 
  • Cemig (CMIG4)
    A Cemig alterou a data de divulgação do balanço do quarto trimestre de 2016 para 7 de abril. Ontem, a elétrica mineira obteve autorização de seus acionistas em assembleia realizada nesta quinta-feira para ultrapassar metas de alavancagem neste ano, segundo ata do encontro divulgada pela companhia ao mercado. 
  • A estatal pediu aval aos acionistas para alcançar em 2017 uma dívida de até 4,44 vezes a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), ante uma meta aprovada de 4,12 vezes para o ano passado e uma meta estatutária de 2 vezes.

    Petrobras (PETR3;PETR4)
    O Tribunal federal de Washington rejeitou na quinta-feira queixas da EIG Management e oito de seus fundos administrados contra a Odebrecht e outros estaleiros sob alegação de terem sido enganados para investir em negócios de perfuração offshore no âmbito do escândalo de corrupção da Petrobras.

    O juiz distrital norte-americano Amit Mehta se recusou a aceitar alegações de que Petrobras defraudou a empresa e que instigou Sete Brasil Participações a induzir fraudulentamente EIG a investir US$ 221 milhões. Petrobras e Odebrecht não responderam imediatamente os
    pedidos de comentário. Por outro lado, a Justiça acatou dois pleitos de fundos de investimentos, baseados nos EUA e nas Ilhas Cayman, que moveram uma ação conjunta contra Petrobras por alegarem que sofreram perdas financeiras com fraudes cometidas pela estatal nos vários esquemas de corrupção e pagamento de propinas, que estão sendo investigados na Lava Jato. 

  • Por fim, a diretoria executiva da estatal aprovou construção de nova carteira de desinvestimentos, a ser composta por projetos que, desde o início seguirão os procedimentos da sistemática de desinvestimentos revisada, em cumprimento à decisão do TCU, segundo comunicado enviado à CVM.

    Para a construção da nova carteira é necessário encerramento dos projetos que se encontravam em andamento, cujos contratos de compra e venda ainda não foram assinados,
    medida esta que também foi aprovada ontem. Os desinvestimentos encerrados que serão avaliados: cessão dos direitos de um conjunto de campos terrestres, cessão dos diretos de concessões em águas rasas em Sergipe e Ceará, alienação de participação acionária da BR
    Distribuidora e Alienação de direitos de concessão nos campos de Baúna e Tartaruga Verde e de venda do Campo de Saint Malo no México. A nova carteira será divulgada em até duas semanas; a venda da Liquigás, 90% da NTS e PetroquímicaSuape e Citepe está mantida. As medidas não interferem no cumprimento de meta de parcerias e desinvestimentos estabelecida no Plano Estratégico de US$ 21 bilhões para o biênio 2017/2018, segundo comunicado. 

  • Eletrobras  (ELET3)
    Segundo o Valor, uma decisão judicial pode ajudar a destravar a negociação de um novo acordo de repactuação da dívida bilionária da Eletrobras com a Petrobras, melhorando também as perspectivas da estatal elétrica na disputa com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre a devolução de R$ 3,7 bilhões para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). 

  • O desembargador federal Kassio Marques, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, determinou que "não é possível limitar o ressarcimento dos valores de combustíveis" pagos pela Amazonas Energia à tabela da Aneel. Segundo advogado ouvido pelo Valor, oobstáculo ao acordo com a Petrobras deixa de existir, criando sustentabilidade econômico-financeira para a Amazonas Energia.
  • Light (LIGT3)

    A Light contratou Banco do Brasil, BTG Pactual, Citi, Itaú BBA e Santander para uma nova oferta de ações (follow on) com esforços restritos – sem a necessidade de registro prévio na Comissão de Valores Mobiliários e direcionada a investidores qualificados, destaca a coluna do Broad, do Estadão. O plano é de que a oferta já aconteça em abril e a ideia é realizá-la no Brasil e também para investidores institucionais nos Estados Unidos. 

    BR Malls (BRML3)
    Também segundo a coluna do Broad, a  BRMalls e o grupo Colombo assinarão, nos próximos dias, um acordo comercial de renovação de contratos e readequação do custo de ocupação para patamares mais suaves. Ao mesmo tempo, a BRMalls vai aderir a uma das opções de pagamento das dívidas previstas no plano de recuperação extrajudicial apresentado pela camisaria. 

    Paranapanema (PMAM3)
    A Paranapanema registrou prejuízo líquido de R$ 37,1 milhões no quarto trimestre de 2016, 111% acima do prejuízo líquido de R$ 17,6 milhões no mesmo trimestre de 2015. Em 2016, a companhia teve prejuízo líquido de R$ 373,1 milhões, revertendo lucro líquido de R$ 134,7 milhões em 2015.

    A receita líquida da empresa teve queda de 37% no trimestre, para R$ 916,1 milhões ante R$ 1,4 bilhão no quarto trimestre de 2015. No ano passado, a receita foi de R$ 4,5 bilhões, queda de 15% ante o ano de 2015.
  • A companhia informou ainda que conseguiu renovar mais uma vez o acordo de standstill com os credores. A prorrogação é válida por 15 dias a partir de 24 de março. 
  • Tupy (TUPY3) e Metal Leve (LEVE3)
    As ações da Tupy e Metal Leve tiveram a recomendação cortada para neutra pelo UBS. 
  • Tecnosolo (TCNO4)
    a Tecnosolo informou que o balanço deve ser submetido à auditoria até o fim da próxima semana. 
  • (Com Reuters, Agência Estado e Bloomberg)

 

Vale
(Bloomberg)

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